terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Inquietudes (389) do Rei

Então... quer dizer que os juízes estão preocupados com a insegurança durante o julgamento de Lula, no TRF4. Qual a responsabilidade do próprio Judiciário no caos instalado no Brasil? 

Lembrem-se de que o STF não deixou Lula ser ministro de Dilma, mas liberou Moreira Franco para Temer, em situação idêntica. O STF até hoje não julgou o mérito do impeachment de Dilma. 

Muitas operações quem envolvem PF, MPF e juízes de primeira instância 
- prendem para forçar delação; 
- conduzem coercitivamente de forma ilegal; 
- condenam com base apenas em delações, sem provas; 
- direcionam ações contra tesoureiros de uns partidos enquanto outros não são incomodados; 
- vazam seletivamente informações para a mídia parceira. 

Alguns procuradores e juízes, como se fossem blogueiros, atacam nas redes sociais a política, partidos e condenam privilégios de políticos esquecendo-se dos da própria categoria. 

De qual insegurança mesmo, os magistrados estão reclamando?

domingo, 7 de janeiro de 2018

Meritocracia! sqn

Reportagem do jornal Folha de S.Paulo, deste domingo, revela a evolução patrimonial da família do deputado federal e presidenciável Jair Bolsonaro.

"O deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus três filhos que exercem mandato são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões, a maioria em pontos altamente valorizados do Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca."


Admiro o esforço pessoal. Basta trabalhar e trabalhar mais um pouco para enriquecer. Acho que isso é meritocracia. Há!


PS. Vai ser interessante ver a grande mídia, nas eleições 2018 (se tiverem), atuar para neutralizar os efeitos colaterais do ódio que incentiva contra a esquerda. Bolsonaro bem colocado nas pesquisas é um efeito indesejado da elite conservadora que quer alguém mais inteligente e polido para ocupar a Presidência da República.

Recado para Fran

Imagem: Reprodução Facebook Ateísmo da Depressão.

Fia, relaxe!
Na segunda vez que seu filho vir uma cena de beijo entre duas mulheres ou dois homens, ele ficará menos assustado.
Na terceira, ficará ainda menos assustado.
Na quarta vez, ele poderá respeitar o outro.
Só que isso depende de você educar seus filhos para o respeito e a tolerância.

Inquietudes (388) do Rei

Uma drag queen incomoda muita gente. Uma drag queen famosa que arrasta multidão - mesmo 'cantando mal' - incomoda muito mais. Há!

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

O mundo ficou chato mesmo!

Muitos dizem que o politicamente correto está deixando o mundo chato. 
Olha isso!
Não se pode mais azucrinar o fracote da escola porque virou bulling.
Não se pode mais depreciar o funcionário porque virou assédio moral.
Não se pode mais passar a mão na gostosa porque virou assédio sexual.
Não se pode mais forçar sexo porque virou estupro.
Não se pode mais sacanear o viadinho porque virou homofobia.
Não se pode mais sacanear o negão e o neguinho porque virou racismo.
Não se pode mais ofender porque virou calúnia ou difamação.
Como se vê, o mundo realmente ficou mais chato para aqueles que não respeitam o outro nem a lei.

Inquietudes (387) do Rei

Fui desafiado para 2018. Ler e ouvir merda sobre política e manter a paciência. Acho que é um desafio perdido. Há!

Aí.. o juiz indignado

Aí, o juiz indignado, em um grupo do WhatsApp, desanca o ministro Gilmar Mendes por ter mandado soltar políticos presos. Bem, Gilmar Mendes dispensa apresentações. Agora, quando o moralismo é de ocasião, a internet desfaz o falastrão.

E não é que o tal juiz  Gleucenir Oliveira já teve seus dias de abuso de poder! Ele não gostou de ser multado por andar sem cinto de segurança. Pobre de um país que busca loucamente por heróis. O Judiciário brasileiro também precisa de uma reforma profunda. Da primeira à última instância.

Inquietudes (386) do Rei

Quer dizer que o Judiciário prendeu Paulo Maluf, aos 86 anos e doente. Justiça tardia é justiça falha. Há!

Inquietudes (385) do Rei

Quer dizer que o povo está dividido entre quem gosta e quem não gosta de Pablo Vittar. A polarização já foi mais empolgante. Há!

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

A manada de sempre

O ilegítimo foi denunciado, formalmente, por corrupção duas vezes e salvo duas vezes pela Câmara dos Deputados e, na condição de presidente, ajuda a estancar a "porra da sangria" (né, Jucá!). 

Parte da PF, do MPF e do judiciário espetaculariza operações potencializando ou escondendo ações conforme interesses políticos (como era doce meu powerpoint!).

O Brasil virou um estado jurídico-policial, em que se acusa primeiro e investiga depois (alô, alô, Lava Jato!). 

A classe média que foi às ruas fantasiada de amarelo-CBF, em chamamento da Globo, não encara o pagamento de propina da Globo em esquemas da CBF (haja coração, Galvão!). 

O "combate" à corrupção - espertamente - foi deixado de lado e a manada, agora, segue destilando ódio contra a diversidade de gênero, aos direitos humanos, à falsa pedofilia das artes e de artistas, em defesa da família tradicional (só pode papai e mamãe!). 

Como se vê, a classe média é mais medíocre do que se imaginava. Há!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Efeito colateral perverso

Então, quer dizer que o deputado federal Jair Bolsonaro agrediu a jornalista Miriam Leitão, da Rede Globo!


Esse é o deputado federal - réu no STF por incitação ao crime de estupro - impulsionado, inclusive, pela mídia-negócio da qual Miriam Leitão faz parte.

Jair Bolsonaro, machista/misógino, homofóbico e racista não teria o peso que tem se não fosse o vale-tudo contra a esquerda, Lula e Dilma.

Bolsonaro arrasta multidão, também, porque existe mais gente igual a ele do que gostaríamos, mas ele presidenciável é efeito colateral - perverso - da direita que não aceita o resultado das urnas nem tem apreço pela democracia.

domingo, 12 de novembro de 2017

Inquietudes (385) do Rei


Liberdade de expressão que flerta com a incitação à violência não é opinião. É crime. Muitos vão dizer que se trata de figura de linguagem, mas nesses tempos de ódio, censura a artistas, perseguição judicial a adversários, agressão física a quem pensa diferente, pregação para queimar filósofa na fogueira, o que falta para um demente ler as palavras desse colunista da Istoé literalmente? Pior que o ódio de classe, só o ódio da própria classe.

sábado, 11 de novembro de 2017

Não fale em crise...

Charge: Aroeira

"Não fale em crise... trabalhe.” Do (ilegítimo) presidente Michel Temer, em 12 de maio de 2016.

Não fale em crise...? trabalhe, se encontrar um emprego sem direitos e garantais trabalhistas.
Não fale em crise...? trabalhe em postos terceirizados e precarizados até em atividades fins.
Não fale em crise...? trabalhe em postos intermitentes, por hora, sem vale-transporte nem vale-refeição.

Não fale em crise...? o seu deputado federal, que votou para tirar Dilma - sob pretexto de corrupção - salvou Temer duas vezes de denúncia oficial de corrupção.
Não fale em crise...? Lula está negociando com muitos golpistas visando as eleições de 2018.
Não fale em crise...? Temer muda o comando da Polícia Federal para estancar a porra da sangria.

Não fale em crise...? o STF não estava acovardado; é cúmplice mesmo.
Não fale em crise...? a justiça é parcial e seletiva.
Não fale em crise...? parte da justiça usa o lawfare contra seus adversários.
Não fale em crise...? procuradores e juízes têm salários altíssimos que extrapolam o teto constitucional.

Não fale em crise...? o governo Temer vende o que resta do Brasil atendendo a pedidos de estado mínimo. 
Não fale em crise...? o pré-sal que renderia recursos para a educação e a saúde está sendo entregue a multinacionais.
Não fale em crise...? os investimentos sociais estão congelados por 20 anos.

Não fale em crise...? tenha o filho de um estupro porque homens brancos, que não engravidam, estão tentando mudar a lei.
Não fale em crise...? o racismo nas palavras de William Waack é relativizado por jornalistas como Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes e Rachel Sheherazade.
Não fale em crise...? as artes e os artistas querem acabar com a família tradicional brasileira.

O pensamento médio da sociedade brasileira – o da classe média por excelência - é menor do que se imaginava.