terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Estado mínimo, o caralho!

Reprodução: Folha de S.Paulo (on-line)

 “O país perdeu em 12 meses, até novembro, quase 2 milhões de vagas e tem 12,1 milhões de pessoas sem trabalho, sobrevivendo só Deus sabe como. Chama a atenção um detalhe importantíssimo dessa estatística: do total das vagas perdidas, 1,026 milhão de empregos desapareceu na indústria.”

As afirmações são de Benjamin Steinbruch, diretor-presidente da CSN, presidente do conselho de administração e 1º vice-presidente da Fiesp, em artigo (“A indústria brasileira precisa de socorro, sem preconceitos”), na Folha de S.Paulo, edição de hoje. Ele usa como pretexto a recessão e o aumento do desemprego para reclamar por dinheiro público. 

“Apoio à acumulação de capital, acesso a crédito com juros civilizados, programas de compras governamentais, políticas macroeconômicas e fiscais estimuladoras de crescimento, taxas de câmbio que deem competitividade à produção e escolha de setores com prioridades e sob controle de desempenho.”

Um governo responsável deve sim investir na indústria e em todos os setores necessários para o desenvolvimento econômico. O que espanta é ver o mercado – que reverencia o deus capital – pedir estado máximo para si e estado mínimo para o cidadão comum. Quando perde, o empresariado quer o bolso do governo aberto; quando ganha não quer intervenção do estado. Assim, é fácil correr riscos, né! não?

Por um lado, o mercado reivindica, na figura de Steinbruch, acesso a crédito, a juros subsidiados e outras fontes de dinheiro público; por outro, condena programas de transferência de renda como Bolsa Família, aplaude o congelamento de gastos sociais e tem orgasmo com a possibilidade de destruição dos direitos trabalhistas, com a flexibilização da CLT. 

Reparem que no texto, seu autor pede dinheiro público para a indústria, sem preconceitos, mas este mesmo setor jorra exatamente isso contra as políticas sociais, ajudando a fermentar o discurso de ódio na sociedade atual. Por que dois pesos e duas medidas se a fonte de recursos para cidadãos comuns e para subsidiar a atividade industrial é a mesma: o cofre público? Austeridade boa é austeridade para pobre? Estado mínimo, o caralho! 

Não foi a Fiesp, da qual Steinbruch é vice-presidente, que apostou todas as fichas no impeachment de Dilma para elevar Temer à condição de presidente? A Fiesp é coautora do agravamento da crise que gera desemprego nos patamares atuais que, agora, seu vice-presidente usa como argumento – como se estivesse preocupado com os desempregados – para ter acesso aos cofres públicos.

Não basta o governo investir na atividade industrial, ou qualquer outra, para gerar emprego; tem de investir para gerar empregos de qualidade, com condições dignas de trabalho. É preciso investir recurso público no mercado para estimular o crescimento econômico, gerar riqueza para que seja distribuída e não somente para saciar a fome de lucro desses setores. 

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Inquietudes (354) do Rei

Quem nasceu para ser Regina Duarte nunca vai chegar a uma Meryl Streep.

País pobre é fruto da desigualdade


Circula pelo WhatsApp uma reflexão sobre as diferenças entre nações ricas e pobres. Pelo texto, riqueza e pobreza não dependem da idade do país. Certamente! O texto– reproduzido abaixo – cita nações antigas e pobres como Egito e Índia; e países novos como Canadá, Austrália e Nova Zelândia, ricos e desenvolvidos.

O texto centra críticas à atitude das pessoas. “Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade de seguir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.” Então quer dizer que riqueza e pobreza dependem apenas do caráter de um povo? Países ricos têm gente honesta e países pobres, gente desonesta?

O traço discursivo deste texto é o da atitude, do esforço individual. Discurso simplista – além de binário (você é esforçado ou não) – que não revela a complexidade do tema e esconde as causas reais. Afinal, pobreza e riqueza são consequências. Um país rico e desenvolvido depende - principalmente - do projeto de nação que se quer implantar. E isso é coletivo. Muitas forças sociais agem a favor ou contra.

Já que citaram Canadá, Nova Zelândia e Austrália, tomemos como exemplo o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desses países. Esse índice é concebido pela ONU (Organização das Nações Unidas) para medir e avaliar o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida de uma população. Quanto maior o IDH de uma nação, menor a desigualdade social do seu povo. 

Segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), de dezembro de 2015, o IDH da Austrália é o segundo melhor do mundo; o do Canadá está em 9º e o da Nova Zelândia, em 10º lugar. Nesta lista, o Brasil ostenta a 75ª posição, o Egito, a 108ª e a Índia, a 130ª posição. O relatório pode ser lido aqui.

Isso significa afirmar que Canadá, Austrália e Nova Zelândia são algumas vezes menos desiguais que o Brasil, o Egito e a Índia. Dito de outra forma, Brasil, Egito e Índia – países em desenvolvimento – também são pobres porque têm mais desigualdade social, onde a maioria ganha pouco e uma minoria ganha muito.

Para se ter uma ideia do poder da concentração de renda, a ONU calcula que 40% de toda a riqueza produzida no mundo estão concentrados com o 1% da população mais rica. A maioria das pessoas do planeta vive com muito pouco; milhões estão miséria e uma minoria ganha demais.

Os países ricos enriqueceram porque seus cidadãos agem com ética, integridade, responsabilidade, respeitam a legislação, os princípios do direito, amam o trabalho, esforçam-se para poupar e investir, têm vontade de ser produtivos e são pontuais? Será que muitas fortunas não foram construídas a partir da exploração do outro (incluindo mão de obra escrava), especulação financeira, sonegação fiscal, contrabando, biopirataria, destruição de outros países entre tantas outras práticas condenáveis? 

Para ser um país rico e desenvolvido não basta somente atitude pessoal nem princípios abstratos para os outros cumprirem. 

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a perversidade de suas elites que não querem distribuição de renda.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a sonegação fiscal dos grandes empresários, que fraudam o Fisco.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a concentração da propriedade, muitas vezes, usada para especulação imobiliária.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater o capital especulativo, que não gera riqueza e quebra nações inteiras.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de valorizar seus recursos naturais e não entregá-los a multinacionais predadoras.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater a exclusão social e promover a equidade, eliminando os privilégios de sua elite.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de valorizar a sua mão de obra, combatendo a exploração do trabalhador.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de valorizar a sua democracia, fortalecendo suas instituições e a independência dos poderes.

Um país que quer ser rico e desenvolvido também tem de combater seu complexo de vira-latas, que acha que o outro é sempre melhor.

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(Mensagem que circula pelo WhatsApp)
A Diferença entre as Nações Pobres e Ricas não é a Idade da Nação.

Isto pode ser demonstrado por países como Índia e Egito, que têm mais de 2000 anos e são países pobres ainda.

Por outro lado, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, que há 150 anos atrás eram insignificantes, hoje são países desenvolvidos e ricos.

A diferença entre a nação pobre e rica não depende também dos recursos naturais disponíveis.

Japão tem um território limitado, 80% montanhoso, inadequado para a agricultura ou farma, mas é a segunda economia do mundo. O país é como uma imensa fábrica flutuante, importando matéria-prima de todo o mundo e exportando produtos fabricados.

Segundo exemplo é a Suíça, onde não cresce cacau,  mas produz os melhores chocolates do mundo. Em seu pequeno território ela eleva os animais e cultiva a terra apenas por quatro meses ao ano, não obstante, fabrica os melhores produtos de leite. Um pequeno país que é uma imagem de segurança que tornou-se o banco mais forte do mundo.

Executivos de países ricos que interagem com seus homólogos dos países pobres não mostram nenhuma diferença intelectual significativa.

Os fatores raciais ou de cor também não têm importância: imigrantes fortemente preguiçosos em seus países de origem, são forçosamente produtivos em países ricos da Europa.

Então, qual é a diferença?

A diferença é a atitude das pessoas, moldadas por muitos anos pela educação e cultura.
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Quando analisamos o comportamento das pessoas dos países ricos e desenvolvidos, observa-se que uma maioria respeita os seguintes princípios de vida:
1. Ética, como princípio básico.
2. Integridade.
3. Responsabilidade.
4. O respeito pela legislação e regulamentação.
5. O respeito da maioria dos cidadãos pelo direito.
6. O amor ao trabalho.
7. O esforço para poupar e investir.
8. A vontade de ser produtivo.
9. A pontualidade.

Nos países pobres, uma pequena minoria segue esses princípios básicos em sua vida diária.

Não somos pobres porque nos falta recursos naturais ou porque a natureza foi cruel conosco.

Somos pobres porque nos falta atitude. Falta-nos vontade de seguir e ensinar esses princípios de funcionamento das sociedades ricas e desenvolvidas.

ESTAMOS NESTE ESTADO PORQUE QUEREMOS LEVAR VANTAGEM SOBRE TUDO E TODOS.

ESTAMOS NESTE ESTADO PORQUE VEMOS ALGO FEITO DE FORMA ERRADA E DIZEMOS - "QUE SEJA"
DEVÍAMOS TER UMA MEMÓRIA ESPIRITUOSA
E ATITUDE...

SÓ ENTÃO SEREMOS CAPAZES DE MUDAR NOSSO ESTADO PRESENTE.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Criminosamente incorreto

Reprodução: O Globo.

O secretário Nacional de Juventude do governo federal, Bruno Júlio, caiu ontem por fazer comentários criminosos, ao repercutir o massacre no presídio de Manaus quando cerca de 60 presidiários, sob a custódia do estado, foram mortos, muitos decapitados.

"Eu sou meio coxinha sobre isso. Sou filho de polícia, né? Tinha era que matar mais. Tinha que fazer uma chacina por semana". A declaração - criminosamente infeliz - foi publicada pelo jornalista Ilimar Franco, do jornal O Globo.

O ex-secretário Nacional de Juventude do Governo Temer, que se assume sua coxinhice - uma espécie de ideologia de direita que prega uma política excludente - comparou o massacre no presídio de Manaus com o feminicídio de Campinas.

"Isso que me deixa triste. Olha a repercussão que esse negócio que o presídio teve e ninguém está se importando com as meninas que foram mortas em Campinas. Elas, que não têm nada a ver com nada, que se explodam. Os santinhos que estavam lá dentro, que estupraram e mataram: Coitadinhos, oh, meu Deus, não fizeram nada! Para, gente! Esse politicamente correto que está virando o Brasil está ficando muito chato. Obviamente que tem de investigar, tem que ver..."

Reparou como - atualmente - muita gente invoca críticas ao politicamente correto para continuar sendo criminosamente incorreto? Tem sido muito comum, este tipo de gente acusar o politicamente correto de deixar o país chato. Se os corretos são chatos, os incorretos não agradáveis? Decididamente não! 

Bruno Julio, ao incentivar a matança de presidiários - "uma chacina por semana" - não á apenas incorreto; é criminosamente incorreto porque ele faz apologia à violência e ao crime.

Quem argumenta que o politicamente correto deixa o Brasil e o mundo chatos são os mesmos que querem continuar discriminando e ofendendo o outro, segundo a cor da pelo, o sexo, a orientação sexual, o gênero, a classe social. Esses são machistas, misóginos, racistas, sexistas e pobrefóbicos. 

Que coisa! Eles não podem mais fazer apologia à violência e ao crime, sem repercussão; não depreciam mais as mulheres, em paz; não conseguem mais -  sossegadamente - serem racistas; não xingam, sem reação, os viados.

O politicamente correto não é chato, é uma necessidade para combater os incorretos que flertam com o crime e gostam de se esconder sob o manto da liberdade de expressão (que pode muito, mas não tudo). Defender uma chacina por semana - isso sim, um comportamento chato - é criminosamente incorreto!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Brutal, deplorável e condenável!


Seguranças de uma igreja, em Porto Alegre, aparecem em vídeo, espancando um morador de rua, que estava sentado em frente a escadaria de um supermercado. Veja em reportagem da RBS. O ato é brutal, deplorável e condenável.

Brutal porque são três seguranças espancando a chutes e golpes de cassetetes uma pessoa, mais fraca e vulnerável. Não usem o argumento, para defender os criminosos agressores, de que cumpriam ordens. Podem até cumprir ordens, que fazem com gosto.

Deplorável porque são seguranças de uma igreja da Assembleia de Deus. Quem faz segurança privada de um tempo protege o bem material em detrimento do ser humano? A indústria da fé preocupa-se mais com os ganhos materiais e menos com os espirituais.

Condenável sob quaisquer aspectos. No entanto, este não é um caso isolado e, infelizmente, episódios desse tipo continuarão sendo registrados, graças à insanidade que tomou conta de parte do Brasil. Amarrar bandido em postes, espancar morador de rua e acusados de assalto não são efeito colateral, mas sintoma do caráter dessa parte do Brasil. Justiça com as próprias mãos não é justiça; é vingança rasteira.

Isso fica claro quando se vê gente aplaudindo e justificando assassino machista e misógino que mata 12, incluindo o próprio filho; gente arrotando discurso de violência do tipo bandido bom é bandido morto. Essa gente tem seus modelos que deveriam ser exemplo de civilidade, compaixão e humanidade. 

Afinal essa gente costuma idolatrar regime militar que tortura, mata e esconde o corpo; aplaudir deputado (Jair Bolsonaro) que diz que não estupra a deputada (Maria do Rosário) porque ela não merece; concordar com governador (do Amazonas, José Melo) que diz que entre 56 presos assassinados, sob a custódia do Estado, não há santos. 

O Brasil do século XXI revela-se um Brasil do século XIX. O pensamento conservador - do tipo higienista e excludente - ganha cada vez mais terreno porque porque o conservador saiu do armário perdeu a vergonha de defender causas higienistas e excludentes. Os cidadãos de bem costumam defender não o bem, mas os bens, mesmo que estes sejam dos outros.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Inquietudes (353) do Rei

O amor não machuca; o amor não mata. Quem faz isso é o ego descontrolado de gente possuída por sentimentos bem mundanos, aqueles relativos ao mundo. 

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Receita de chacina

Hypocrite, de Anton Semenov, artista russo.

Ingredientes
Um marido possessivo
Uma mulher que pede divórcio
Uma porção de intolerância a gosto
Misoginia e machismo à vontade
Muito discurso de ódio
Bastante intolerância
Impunidade

Modo de preparo
I
Para fazer a massa, pegue uma mulher que pede o divórcio ao marido possessivo que não aceita a separação.
Acrescente o machismo e polvilhe com pitadas de misoginia.
Reserve.

II
Enquanto a massa cresce, faça a cobertura com o discurso de ódio, disseminado pelos veículos de comunicação e pelas redes sociais. 
__direitos humanos para humanos direitos; liberação de armas para cidadãos de bem; político nenhum presta; bandido bom é bandido morto; Maria da Penha, a lei de proteção às vadias.
Acrescente a impunidade aos que praticam crimes, em nome da liberdade de expressão.

III
Espalhe a cobertura sobre a massa, polvilhe intolerância a gosto e abra fogo, com arma comprada ilegalmente. 

Finalização
Sirva bem quente
Rende 12 mortos

Sidnei Ramis de Araújo, que matou - na noite do réveillon - a ex-mulher, o filho e mais 10 pessoas deixou carta explicando e justificando seu ato. A carta circula pela internet e pode ser lida neste link do Diário do Centro do Mundo. A situação é complexa e, aqui, alguns pontos para reflexão.

I
"Eu morro por justiça, dignidade, honra e pelo meu direito de ser pai! Na verdade somos todos loucos, depende da necessidade dela aflorar!"

Não! Sidnei não matou nem morreu por justiça. Matou por vingança e morreu por covardia ao suicidar-se, para não encarar as consequências do seu ato criminoso, apesar de afirmar que não tinha medo de ser preso.

II
"Filho, não sou machista e não tenho raiva das mulheres (essas de boa índole, eu amo de coração, tanto é que me apaixonei por uma mulher maravilhosa, a Kátia) tenho raiva das vadias que se proliferam e muito a cada dia se beneficiando da lei vadia da penha!"

Sim! Ele era machista e misógino. Os não machistas respeitam todas as mulheres e não apenas as que consideram de boa índole. Esta é apenas mais uma versão do "a mulher tem que se dar ao respeito". Isso significa para os machistas e misóginos que as que não se dão ao respeito, seja lá o que isso for, merecem apanhar e até morrer. Quem pensa e age assim é machista. Simples assim.

III
"Filho te amo muito e agora vou vingar o mal que ela nos fez! Principalmente a vc! Sei o qto ela te fez chorar em não deixar vc ficar comigo qdo eu ia te visitar. Saiba que sempre te amarei!"

O amor não machuca; o amor não mata. Quem faz isso é o ego descontrolado de gente possuída por sentimentos bem mundanos, aqueles relativos ao mundo. 

Para refletir
O episódio na noite de réveillon, em Campinas, mostra um Brasil doente. Infelizmente, há muitos sidneis país afora: intolerantes, machistas e misóginos. E o pior: alimentados - dia a dia - pelo discurso de ódio contra a igualdade de gênero, de raça e de classe; contra o respeito às diferenças, aos diferentes, aos vulneráveis.

Para muitos, o mundo tornou-se chato por causa do politicamente correto, que prega igualdade, respeito e tolerância. Sidnei agiu de forma politicamente incorreta e levou consigo 12 pessoas. Como se vê, os incorretos transformam o mundo em um lugar ainda mais perigoso.

sábado, 31 de dezembro de 2016

Inquietudes (352) do Rei

A opressão não gera respeito; gera medo. 
A submissão não gera respeito; gera apatia. 
Respeito é conquistado e não imposto.

Inquietudes (351) do Rei

Temer, aquele um, pediu que tenhamos pensamentos positivos para 2017. É pra já! Que a chapa Dilma/Temer seja cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e que tenhamos eleições diretas. Há!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Falta de respeito!

Reprodução Brasil 24/7

As mulheres apanham porque não respeitam seus maridos. Isso mesmo! Se as mulheres se dessem ao respeito (seja lá que merda isso signifique) não apanhariam. Essa é a opinião de um médico do Distrito Federal sobre porquê as mulheres apanham.

Esse médico é o cardiologista Luiz Águila que, conforme o portal Brasil 247, escreveu. “Sabe porque (sic) tantas mulheres apanham? Porque desrespeitam seus companheiros. Respeitem e serão respeitadas. Nossas avós não apanhavam porque respeitavam. Respeito é fundamental.”

A mensagem, segundo o portal, foi escrita para defender o filho, um bombeiro, acusado de espancar a mulher grávida de quatro meses. O machismo, ao contrário do feminismo, machuca, violenta e até mata. Os machistas, portanto, machucam, violentam e até matam.

As avós, às quais o cardiologista se refere, não eram respeitosas. Elas eram, e muitas continuam sendo até hoje, oprimidas e submissas. A opressão não gera respeito; gera medo. A submissão não gera respeito; gera apatia. Respeito é conquistado e não imposto.

Quando a caca vem à tona e repercute, a mensagem é apagada pelos seus autores. Eles não gostam da repercussão. O cardiologista seguiu o roteiro da covardia e apagou a mensagem. Os machões também sentem medo. Tarde demais. Muitas cópias foram dados e circulam pela rede.


A internet tem essa mania, de transformar gente comum em celebridade instantânea, tanto para o bem quanto para o mal. O médico está experimentando do veneno que projetou e, agora, apanha. Não quer apanhar nas redes sociais? Dê-se ao respeito. Afinal, respeito é fundamental!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Aceitem ou serão expostos!

A atitude do estudante Talles de Oliveira Faria, formando do ITA, merece aplausos. "Aceitem-me como sou ou sejam expostos pelo que vocês são." Se os homofóbicos querem os gays na invisibilidade, que sejam expostos por sua homofobia.



Da Revista Fórum: O estudante Talles de Oliveira Faria, de 24 anos, fez um protesto contra a homofobia que sofreu nos anos em que estudou engenharia da computação no ITA (Instituto de Tecnologia Aeronáutica), que pertence as Forças Armadas Brasileiras. Leia o texto completo.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

MPF ou MFP?

O procurador geral da República, Rodrigo Janot, quer investigar quem vazou as informações da delação premiada da Odebrechet que compromete Michel Temer, sua catrefa ministerial e o alto tucanato.

A excelência não teve esse mesmo cuidado com os mais de 1.112 vazamentos da mesma Lava Jato. Lembra-se da gravação ilegal do telefonema da presidenta Dilma e o vazamento criminoso para a Rede Globo? 

Aliás, os vazamentos da operação Lava Jato contrariavam a lei e a publicidade de Moro às informações sigilosas ajudaram no impeachment de Dilma. Vazamento de informação sigilosa era ilegal com Dilma e continua sendo, agora

, mas senhor procurador, por que interessava vazar antes, inclusive sem punição, e por que não interessa vazar agora? Justiça parcial não é justiça. É linchamento. Dia desses li que o MPF virou MFP. Começo a concordar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Inquietudes (350) do Rei

O acordão do STF, para manter Renan na presidência do Congresso, é reflexo da justiça parcial e seletiva, inaugurada no julgamento do mensalão do PT e consolidada na Lava Jato. Lembra-se de que eu dizia que juiz parcial atacava e feria a democracia? Então... estamos colhendo o que há de pior neste processo. Quando magistrados fazem politica, o Judiciário perde a noção da própria justiça e, por isso, perdemos todos nós.