domingo, 20 de novembro de 2016

Aí, a nova habilidade

Aí... uma amiga demonstra preocupação com a Creide.

__Nossa! Creide, você está tão quieta. Tem postado coisas com menos frequência e não tenho visto você debatendo política na página dos seus amigos e conhecidos.
__É verdade, não tenho comentado nos espaços de amigos e conhecidos. Estou restrita à minha página nas redes sociais.
__Por que esse comportamento e não rebater as ideias?
__É que estou desenvolvendo uma nova habilidade.
__Sério! que bacana. Qual é?
__Ler bosta e não reagir. 

Há!

Inquietudes (346) do Rei

Então... você aplaude o estado policialesco e incentiva o desrespeito à lei para destruir o adversário corrupto (com os aliados corruptos, você se cala). Afinal, todo corrupto adversário tem de ser destruído e não merece a lei. Quando esse mesmo estado se voltar contra qualquer um, inclusive você ou seus próximos, não reclame. Lembre-se de que você aplaudiu.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

sábado, 5 de novembro de 2016

Solução populista?

Reprodução G1.

O prefeito eleito de Londrina, Marcelo Belinati, anunciou que vai escolher o nome para a Secretaria de Educação, a partir de um processo de seleção pública. O Portal O Bonde informou que as inscrições podem ser feitas até 15 de novembro, no site Seleção para Secretário de Educação. . 

"Os candidatos serão analisados em diversas etapas para que até dezembro seja entregue ao prefeito eleito da cidade uma lista curta de onde sairá o nome do novo secretário.” A informação é do Bonde. À RPC, o prefeito eleito disse que o cargo deverá ser preenchido a partir da meritocracia, ou seja, o nome deve ter conhecimento da área, bom currículo e experiência, conhecer a realidade e ter amor pela educação.

O edital será publicado pelo Instituto Vetor, responsável pelo processo de seleção, mas ainda não está disponibilizado no site da organização. A decisão de escolher o secretário municipal de Educação é inédita e suscita algumas reflexões.

1) O prefeito eleito Marcelo Belinati quer um nome para a Secretaria de Educação que tenha méritos: conhecimento específico, bom currículo e experiência, ou seja, um técnico qualificado. Isso leva, consequentemente, a um questionamento. Outras pastas como Saúde, Assistência Social, Cultura, Fazenda, não precisam de alguém com méritos e qualificação? Pode ser alguém de senso comum, um político, talvez? 

2) Na fala à RPC, Belinati diz que quem ocupar a secretaria tem de ter amor pela educação. Os nomes do restante do secretariado não precisam ter amor pela sua área? Na história da pedagogia, algumas correntes pregavam para o professor um papel de missionário que precisava – para exercer sua função – a abnegação, o desprendimento, a doação de si, o amor. Esse discurso resvala no trabalho voluntário que pouco ajuda na profissionalização da educação. Basta ver o sucateamento do ensino, as condições de trabalho e salariais dos professores. 

3) Secretário é um cargo de confiança do prefeito. A sustentação de um nome técnico frente a uma secretaria é política, legitimada pelo prefeito e o projeto político vencedor. Isso é política e não há problema algum nisso, se o projeto foi eleito pela maioria dos eleitores. Transformar a política em coisa técnica é prestar um desserviço à própria sociedade. É uma forma também de agradar uma parcela do povo que odeia a política, ou seja, uma forma de populismo perigoso. 

4) O prefeito terá uma lista de nomes e, por acaso, vai optar por alguém que seja política e ideologicamente contrário a ele? Quem detém o mandato é o prefeito – gostemos ou não do resultado das urnas - e não o secretariado. A última - ou primeira - palavra é de quem tem mandato legitimado pelo voto direto. 

5) Imagine a cena. O prefeito exige – durante reunião de secretariado - que o secretário de Educação cumpra metas, determinando que ele e sua equipe corram atrás de recursos estaduais e federais para resolver o problema da falta de vagas em creches e melhorar a qualidade do ensino na rede municipal de Londrina. O secretário vira para o prefeito e diz:

__ Prefeito, recursos federais para as áreas sociais estão congelados e temos perdas significativas de investimentos nos próximos 20 anos.

Como um bom técnico que é, escolhido em seleção pública por mérito e que não liga para essas frivolidades políticas, o secretario de Educação pergunta.

__Prefeito, o senhor quando era deputado federal votou favoravelmente, em segundo turno, pela PEC 241, que congela os investimentos também na educação. O senhor vai aumentar em quanto os investimentos próprios do município nesta área que eu amo tanto?

Inquietudes (344) do Rei

O Paraná está bem mal representado na Câmara dos Deputados. Depois de ficar preso por oito meses por agressão à ex-noiva, o suplente demo (com sentido duplo, mesmo) Osmar Bertoldi (DEM) assume uma vaga. Veja só: cinco dias depois de deixar a cadeia. Ele assume a cadeira de Ricardo Barros, o ministro da Saúde Privada. Milhares de paranaenses afirmam que o Nordeste não sabe votar. Ainda bem que o Paraná sabe. Há!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Mais à esquerda do que nunca

Com o massacre da esquerda nas eleições municipais deste ano, os partidos progressistas precisam fazer uma reflexão profunda.

A defesa de um projeto político deve ser feita sempre e não apenas durante as eleições.

- as políticas sociais como Fies, Bolsa Família e Cotas;
- os investimentos sociais para os mais pobres; 
- o fortalecimento do SUS e da educação pública; 
- a manutenção de estatais estratégicas como Petrobrás;
- o ensino superior público e gratuito;
- a não adoção de projetos autoritários como Escola sem Partido;
- o estado laico;
- o casamento gay;
- o debate sobre a ideologia de gênero;
- a função social da propriedade e todas as formas de família;
- a descriminalização das drogas; 
- o direito da mulher ao aborto;
- a não pena de morte; 
- o desarmamento da população;
- a construção de mais escolas.

O Brasil endireitou e eu estou à esquerda mais do que nunca!

Acho que vou endireitar

Com o massacre da esquerda nas eleições municipais deste ano, acho que vou endireitar e passar a defender:

- o fim de políticas sociais como Fies, Bolsa Família e Cotas;
- o congelamento de investimentos sociais; 
- a privatização do SUS e da educação pública; 
- a privatização de todas as estatais;
- a cobrança de mensalidade no ensino superior público;
- a Escola sem Partido;
- a política com religião;
- o fim do casamento gay;
- o fim da ideologia de gênero;
- a propriedade e a família tradicional;
- a não descriminalização das drogas; 
- o não direito ao aborto;
- a pena de morte; 
- o armamento da população;
- a construção de mais presídios. 

Credo! O Brasil pode ter dado uma guinada à direita, mas me afirmo à esquerda mais do que nunca! 

Se você endireitou, não reclame da exclusão social que você vai ajudar a promover nos próximos anos.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

De volta aos anos 1990

O nome do tucano Fernando Henrique Cardoso (FHC) entrou no radar para um mandato tampão, em caso de eleição indireta, se a chapa Dilma-Temer for cassada, pelo TSE, a partir de janeiro. 

Considerando o viés direitista assumido pelo PSDB, que jurou sabotar a presidenta Dilma, após a reeleição em 2014, nada mais natural o nome de FHC, que ajudou a construir o caos atual.

Com o congelamento de investimentos da PEC 241 em saúde, educação e assistência social, fica ainda mais plausível o nome do ex-presidente para a presidência. 

Voltamos aos recessivos e miseráveis anos 1990. Mapa da Fome, FMI, inflação e desemprego altos, exclusão social... aí voltamos nós. O Brasil amarelo-CBF agradece.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Poderes podres


Foto: reprodução Blog do Fernando Rodrigues.

O presidente do Senado, Renan Callheiros, defende o Senado contra os juízes de primeira instância. 

A presidenta do STF, Cármen Lucia, defende o Judiciário contra o ataque do senador Renan Calheiros.

O "presidente" Michel Temer tenta apaziguar os outros dois poderes e recebe um não de Cármen Lúcia. 

Michel Temer chegou ao poder depois de trair Dilma, para agradar a elite financeira do país.

Cármen Lúcia é a nova namoradinha do Brasil por dizer o que a plateia quer ouvir.

Renan Calheiros... bem! sua ficha corrida dispensa apresentações.

Os três tentam salvar a imagem de seu poder, em um corporativismo que ajuda somente a corporação.

Executivo, Legislativo e Judiciário atiram para todos os lados.

Enquanto isso... a PEC 241 vai tirar investimentos bilionários da saúde, educação e assistência social, mas mantendo os privilégios do Executivo, do Legislativo e do Judiciário.

Temer, Calheiros e Lúcia tentam salvar a imagem dos poderes que comandam, mas nunca serão o mesmo depois do impeachment sem crime de responsabilidade.

Os três poderes são mais parecidos do que Temer, Calheiros e Lúcia gostariam.

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Inquietudes (343) do Rei

Do senador Renan Callheiros = PMDB
“Tenho ódio e nojo a métodos fascistas. Como presidente do Senado, cabe a mim repeli-los. Um juizeco de primeira instância não pode, a qualquer momento, atentar contra qualquer poder”.

Do senador Aloysio Nunes = PSDB 
“O juiz Moro, que se acha o superego da República, tem que dizer quais artigos do projeto da lei do Abuso do Poder, impedem a ação da Justiça.”

PMDB e PSDB aplaudiam e incentivavam cada ação espetaculosa contra Dilma, Lula e o PT. Justiça seletiva é boa para atacar os outros. Justiça parcial é necessária para atacar os outros.

Juiz de primeira instância no olho dos outros é refresco!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Inquietudes (342) do Rei

O PMDB caminha para experimentar o remédio que serviu à Dilma. O ilegítimo não interessa mais? Se o governo Temer desse certo, o PSDB seria fiador. Dando errado - ao que tudo indica - Gilmar Mendes - o supremo de sempre - deve deixar, para 2017, a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Eleição direta. E o tucanato agradece. E você achava que isso era só uma teoria de conspiração dos que usam vermelho-comunista. Há!

Sobre certo e errado; língua e opressão

É triste, em um debate, quando alguém desqualifica seu interlocutor porque este usa variantes linguísticas consideradas erradas pela gramática normativa. Quem faz isso, ataca o outro por puro preconceito linguístico, que é uma extensão do preconceito social. Quem corrige a fala do outro, acha que sua fala é correta, melhor e mais bonita.

O que essa gente não sabe, é que nem ela fala a língua padrão, aquele sistema - pretensiosamente - ensinado nas aulas de Língua Portuguesa. Nem o professor domina o padrão. O que há são variedades faladas por diferentes segmentos. Os mais escolarizados falam a variedade culta e os menos, a variedade popular. 

Tanto que é possível perceber alguém corrigindo quem fala “errado”, usando expressões “erradas”. Na última semana, um promotor público de Londrina disse preferir adolescentes na biqueira do que estarem em uma escola ocupada. O promotor é ninguém menos que o promotor da Vara da Infância e da Adolescência, Marcelo Briso Machado. 

A fala do promotor, sobre preferir adolescentes na boca de fumo, repercutiu muito no final de semana e, neste texto, interessa um aspecto mais sutil que se revela também preconceituoso. Em dado momento, o promotor corrige um estudante dizendo que não se trata de câmera, mas de Câmara dos Vereadores. 

Além disso, o promotor público disse que prefere uma coisa do que outra. Pela gramática, quem prefere, prefere alguma coisa a outra coisa. Então, o promotor deveria falar que prefere adolescentes na biqueira a estarem em uma escola ocupada. Quem corrige também “erra”, não é mesmo?

No contexto em questão, o “erro” do promotor e a correção ao aluno não fazem a menor diferença, apenas revelam a noção de superioridade consolidada socialmente por aqueles que dominam mais o uso das variantes linguísticas da linguagem culta. No entanto, esse tipo de correção ganha adeptos. Em um post do vídeo do promotor que viralizou, um internauta ironiza a molecada que fala “noiz foi” e “noiz vai”. “Está faltando aulas nas escolas”, diz o internauta.  



Isso mesmo. Quem corrige a fala do outro, também fala “errado”. Estão faltando aulas nas escolas. Além disso, ele escreve que não tem procuração “pra defender”. Muitos gramáticos atestam que o “mais correto” é para e pra deve ser usado apenas em situações informais, na fala e não na escrita. Pode ainda ser criticado o gerúndio “está faltando”, cujo gerundismo é considerado, pelos puristas da língua, um vício de linguagem.

A ideia de “certo” e “errado” na Língua Portuguesa é antiga e usada como instrumento de opressão social, para desqualificar quem não usa as variantes de prestígio. Quanto maior a classe social de quem fala, maior o prestígio; quanto mais baixa, mais estigmatizada. Portanto, o preconceito linguístico nada mais é que uma extensão do preconceito social.

O “certo” e o “errado” são vendidos pelos normativistas e gramáticos de plantão que ocupam espaços privilegiados nos meios de comunicação, que vivem ensinando receitinhas de “como falar melhor”. Prestariam um serviço à sociedade, se vendessem como projeto a necessidade daqueles que dominam o nóis vai precisar dominar, também, o nós vamos. O ensino da língua deve valorizar o que o estudante domina, para que possa dominar outras variantes e não estigmatizá-lo de não saber o português.

Assim, essa pessoa pode – com repertório maior – utilizar as variedades linguísticas conforme pedem os contextos e as situações; e não para aprender a falar melhor porque ele não sabe o português. Todo mundo fala a sua língua, em sua variedade e comunidade de fala. E isso faz parte da sua identidade.  Fora disso, é preconceito que gera discriminação.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Era uma vez... a unanimidade

A unanimidade do juiz Sérgio Moro, na mídia tradicional, sofreu mais um safanão. Neste final de semana, editorial da Veja diz: "Toda autoridade precisa ser vigiada, contida nos excessos, precisa saber ouvir críticas, servir a quem lhe paga o salário." No último dia 11, foi Rogério Cezar de Cerqueira Leite, membro do Conselho Editorial da Folha de S.Paulo, que defenestrou o método do juiz paranaense.

Estaria a mídia tradicional em um surto de defesa do estado democrático de direito, depois de incentivar sua agressão ao publicar informações vazadas ilegalmente, não questionar condução coercitiva irregular e prisão para forçar delação premiada, pelos agentes da Lava jato? 

Revista e jornal teriam aderido às críticas aos excessos do Ministério Público (MP) e do Judiciário? Moro teria cumprido seu papel com a derrubada de Dilma e o encolhimento do PT? A Lava Jato pode atrapalhar os planos de Temer no massacre ao estado de bem estar social? Essaporra da Lava Jato, conforme o senador Romero Jucá, está cada vez mais perto de ser estancada?

Veja reclama do poder demais de setores do MP e do Judiciário. Não esqueçamos que foi a mídia tradicional que fez coberturas espetaculosas para cada operação da Lava Jato, tendo provas, apenas indícios ou sem provas e muita convicção. 

A própria Veja deu várias capas para Moro, enaltecendo seu combate à corrupção (do PT). Em imagem retocada digitalmente, Moro surge - na Retrospectiva de 2015, com cara de super-herói. Não é à toa que o juiz de primeira instância pode muito, afinal "ele salvou o ano".



Moro já defendeu o uso de provas ilícitas desde que conseguidas de boa fé, seja lá o que boa fé signifique. É neste clima - de que a Lava Jato pode muito, talvez tudo - que Moro recebeu, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, aval para não seguir os ritos legais dos processos comuns. 

Intocáveis

Em outro exemplo de como a mídia tradicional confecciona heróis e messias, o jornal Folha de São Paulo, em abril de 2015, chamou os procuradores da Lava Jato de "Os Intocáveis". Intocável não pode ser tocado e estaria acima da legislação? 


Procuradores e juízes acreditaram que são intocáveis e a agressão às garantias e liberdades individuais também são promovidas por quem deveria protegê-las. Quem foi mesmo que deu poder demais a esses setores, agora criticados?

sábado, 15 de outubro de 2016

Inquietudes (341) do Rei

Então... você discorda da ocupação das escolas públicas, ataca as entidades que defendem os professores e é contra greve da categoria. Depois, vem parabenizar os professores pelo dia 15 de outubro. Tome seu parabéns de volta porque ele é falso! Há!

Parabéns, prófi!

Charge: Jorge Braga.

Parabéns, prófi, por ser professor de todas as profissões do mercado, mas não ser valorizado pelo próprio mercado.

Parabéns, prófi, por ser professor para transformar a realidade e enfrentar muitos que não querem que a realidade seja transformada.

Parabéns, prófi, por ser professor de crianças e adolescentes cujos pais querem que os filhos aprendam, mas reclamam que os filhos aprendem o que não querem que aprendam.

Parabéns, prófi, por ser professor e ser parabenizado, no Dia do Professor, por quem é contra a greve da qual você participa por melhores condições salariais e de trabalho.

Parabéns, prófi, por ser professor em tempos de “Escola sem Partido”, cujos partidários perseguem aqueles a quem acusam de ter partido.

Parabéns, prófi, por ser professor em um país que valoriza o professor somente no Dia do Professor.