domingo, 19 de abril de 2009

Minha casa


É grande, mas pequena. Sofisticada, mas básica. Rica, mas pobre. Vazia, mas cheia. De gente. De sentimentos.

Minha casa.
É onde vivo bem.
É onde me protejo.
Sem problemas.
Onde curto cada coisa.
Revelada. Conquistada.

Minha casa.
É um barraco.
Pobre.
Onde sobra.
Nada.
Onde moram.
Sogra, filho e nora.

Minha casa.
Tem estrutura.
Onde sobra.
Piscina sem marolas.
Vazia banheira.
Desligada sauna.
Residência de mim mesmo.

Minha casa.
É popular.
Tem agito.
Todos os dias.
Entram vizinhos.
Vizinhos saem.
Trocam coisas.
De afeto a pão caseiro.
Casa de gente.
Muito simples.

Minha casa.
É no condomínio.
Gente pra todo lado.
Número em vez de nome.
Gente que não conheço os sonhos.
Um bom dia forçado.
Uma boa tarde obrigada.
Uma boa noite, sem resposta.

Minha casa.
É de todos.
Está aberta, de porta arreganhada.
O filho atrai amigos.
A molecada não sai nem com sol.
Na TV, vídeo game com pipoca.
Bicho de estimação e bicicleta.
São joões, pedros, lucas.
Muitos nomes.

Minha casa.
É minha vida.
É meu refúgio.
Com endereço certo.
Minha casa não é muito.
E é tudo.
Minha casa.
É minha.
Precisa mais?

4 comentários:

Danilo disse...

Rei, estou gostando muito das poesias e to achando bem legal essa sua fase poeta.

Mas eu ainda prefiro as crônicas. hasuahsha

Você entende neh...

Reinaldo C. Zanardi disse...

Claro que entendo, Danilo. Também estou curtindo esses "devaneios", como classificou a Alana. É um formato mais livre. Gostoso de escrever. E não conte pra ninguém, mas eu me prefiro com as crônicas também. hahahah Abração.

Danilo disse...

Pode deixar, não vou contar!! rsrsrs

Ana Carla disse...

Eu gostei bastante desta aqui.