domingo, 10 de maio de 2009

Que bebê mais lindo!


Ser mãe é um desafio diário, uma batalha a ser vencida a cada dia, mas tudo é recompensado com o sorriso mais bonito do mundo.

Meu bebê está com um ano e dois meses. Está engatinhando por todos os cantos da casa, naquela fase em que temos que esconder todos os objetos para ele não brincar de arremesso. Minha mãe diz uma coisa interessante. __Não torture a criança. Se não quer que ela pegue as coisas, tire do caminho. Muito inteligente essa atitude.

E por falar em coisas no meio do caminho, outro dia encontrei a primeira roupinha que ele vestiu, ainda no hospital. Estava lindo naquele macacãozinho azul em dois tons. Guardei os sapatinhos também. Lindos. Bege e marrom escuro. Gosto de guardar porque quero que ele saiba do amor que tenho por ele.

Amor. Só isso pode explicar as coisas que acontecem quando a gente vira mãe. E amamentar é um ato de amor. E de paciência também. Amor porque você precisa se doar. Paciência porque quando o bico do seio racha é uma dor insuportável. Imagina, o bico rachado e o seu bebê mordendo. Tem que amar muito mesmo. E ter muita paciência também.

Paciência, aliás, é uma das virtudes de muitas mães. Dar de mamar e esperar aquela coisa linda e indefesa arrotar. Esperar ele terminar o coco para trocar a fralda. Dar a papinha e achar que ele não vai se lambuzar e, ainda, achá-lo lindo quando se lambuza. Até o pumzinho, que não é cheiroso, tem algo de especial. E levar aquela vomitada, então, só sendo mãe mesmo.

Você agüenta muita coisa para poder criá-lo. Quantas vezes minhas amigas ligaram querendo sair e eu não podia. Até tinha com quem deixar meu bebê de vez em quando, mas o instinto de mãe sempre dizia pra eu ficar. Não me separo dele. E não me arrependo de ter dito não aos encontros das minhas amigas.

Hoje ele já cresceu bastante e até enrola algumas palavras. E como foi lindo o dia que ele disse "mãmã". Claro que foi mamãe que ele disse. Chorei de felicidade. Só passando por essas situações para saber como é. É difícil explicar o que a gente sente. É muita emoção.

E emoção foi a marca do primeiro aniversário dele. A gente tem mesmo que comemorar porque o primeiro ano de vida de uma criança é muito difícil. Ela é muito frágil e qualquer coisa que acontece pode machucar e até mesmo matar. Acho que os pais comemoram mais por eles que pela própria criança. Afinal, o bebê não entende mesmo o que está acontecendo.

Mas como ia dizendo, o aniversário dele foi lindo. Decoramos a sala com balões azuis, brancos e amarelos. O bolo foi do Homem Aranha. Sugestão do avô dele. Havia salgadinho, brigadeiro, cajuzinho, suco, refrigerante e muita diversão. Piscina de bolinha. Cama elástica. Escorregador. Apareceram muitos primos e amigos da família. Nunca esquecerei aquela data. Aliás quero repetir, em grande estilo, todos os anos.

Ah! a primeira mamada, o primeiro banho, a primeira roupinha, o primeiro choro, o primeiro arroto, o primeiro pum, a primeira palavra, o primeiro resfriado, o primeiro aniversário. Cada coisa tem um valor indescritível. Cada coisa tem um significado particular. Vou levar isso para o resto da vida na minha imaginação.

Imaginação sim porque espero que a família do meu bebê o ame como eu, o queira bem como eu, torça para ele como eu. Engravidei e não pude ter essa criança para mim. Sem chance alguma. O pai dele sumiu quando recebeu a notícia. Minha família não deu suporte e não permitiu aborto. Coisa que também não faria. Por nada.

Entreguei o meu bebê para adoção ainda na maternidade. Não o vi nem por uma vez. Assim ele terá uma vida. Isso faz um ano e dois meses. Sei que não sou parte da sua família porque ele tem uma mãe e um pai de verdade. Não me arrependo porque foi a decisão mais acertada. Desejo a esse bebê toda a sorte e felicidade do mundo. E a única coisa que quero é me sentir bem neste domingo. Apenas me sentir um pouco mãe no Dia das Mães.

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