quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Plano participativo

Não se trata de convênio de saúde que cobra uma fortuna e fornece poucos e limitados procedimentos – sejam ambulatoriais ou hospitalares – para seus segurados (e as seguradas também!).

Não se trata de programa governamental para discutir políticas públicas em que o gestor faz de conta que descentraliza e o cidadão (e a cidadã também!) faz de conta que ajuda a governar.

Não se trata de plano de ensino de professor (e de professora também!) antenado para que o conhecimento seja construído em sala de aula conjuntamente com seus alunos (e as alunas também!).

Não se trata de artifício publicitário de publicações jornalísticas para que o leitor (e a leitora também!) tenha a sensação de participar da seleção de conteúdo do que será publicado.

Não se trata de estratégia de mercado de empresas que alegam que o se o cliente (e a clienta também!) puder opinar acabará achando soluções corporativas, e o melhor, de graça.

Não se trata de instrumento de entidades comunitárias para incentivar a participação de homens (e mulheres também!) na vida da própria comunidade.

Não se trata de pais (e mães também!) moderninhos que implantaram o modelo wiki de educação e adoram dizer que os filhos (e as filhas também!) foram criados no mais puro diálogo.

Plano Participativo. Então do que se trata?

Trata-se de um mecanismo de participação divina. Antes de o Todo Poderoso decidir o plano para a sua vida, você poderá debater, argumentar, arguir, vetar, planejar a dois, enfim... participar. Mas no fim – ou seria começo? – você não poderá reclamar.

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