domingo, 15 de novembro de 2009

Saudades do Cido


Sempre achei que a cigarra fosse a barulhenta, mas trata-se do macho da espécie, ou seja, o cigarro. Nesta época do ano, a mata perto de casa vira uma algazarra só. Algumas espécies de cigarra (e cigarro também) chegam a gritar em até 120 decibéis. E essa barulhada todo significa orgia no matagal.

Isso mesmo, é que o cigarro faz esse barulho intenso para atrair a fêmea, que diz a literatura da área, é silenciosa. Então, o escandaloso cigarro grita para trepar. É uma questão de instinto. Será que o cigarro acha a cigarra uma inseta com deficiência auditiva? (PS. surda é uma terminologia politicamente incorreta)

De qualquer forma, essa era a rotina do Cido, o cigarro que se esganiçava na leucena ao lado de casa. Seus hormônios - a mil por hora - anunciavam o desejo de cigarrear. O Cido deve ter encontrado a Cida, sua cigarra alma-gêmea, sua cara metade. É que faz alguns dias que não grita mais. Deve ter completado seu ciclo de vida. A leucena agora anda em silêncio e até sente saudades do Cido.

Um comentário:

artigosemvalor disse...

Fala Reinaldo. é o Guilherme da Marília tudo bem?
Gostei do seu blog. E interessante a história das cigarras e dos cigarros.
Essa história de politicamente correto parece não ter limites hein?
abraço