terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Campanha para mal-educados

Educação no trânsito é um tema muito interessante mesmo. Se o sujeito (e a sujeita também) é mal-educado na vida, como terá educação no trânsito? Outro dia, a Creide estava revoltada. Ela gosta de parar antes da faixa e dar permissão para o pedestre atravessar. E fez isso. Como era pista com duas vias, um motorista de uma caminhonete não parou ao lado dela e quase o coitado do pedestre acabou sob as rodas da importada. O pedestre, se não fosse rápido, morreria com as marcas de um pneu estrangeiro.

E o mesmo motorista, mais à frente, invadiu a preferência numa rotatória e quase fez um motoqueiro comer grama no canteiro. Tudo bem que muitos motoqueiros abusam da sorte e brincam com a vida (a própria e a dos outros) no trânsito, mas fazer comer grama no canteiro não daria certo porque a maioria usa capacete. E muitos ainda não são vegetarianos.

Piadinhas à parte... é por isso que a Creide costuma dizer que se campanha educativa educasse mesmo ninguém contrairia o HIV ou criaria mosquito da dengue como bicho de estimação ou morreria de acidente automobilístico. Sabe que é verdade mesmo. Campanha educativa até que conscientiza, mas não interfere a ponto de as pessoas mudarem de comportamento. A menos que...

A tese é defendida por muitos e a Creide concorda: multa para os mal-educados (e para as mal-educadas também). Quando o Código Nacional de Trânsito foi implantado no final dos anos 1990, nos anos seguintes à implantação houve uma queda significativa de mortes por acidentes de transporte, como chamam os técnicos da saúde. As pessoas ficaram com medo das multas pesadas e mudaram a forma de dirigir e isso teve reflexos diretos na mortalidade no trânsito.

O tempo passou, as pessoas se acostumaram e o valor das multas deixou de assustar. Resultado: os índices de mortes no trânsito hoje são parecidos com os registrados antes do Código Nacional. Quando não morrem, muitos são mutilados e as consequências acompanham pelo resto da (sobre)vida.

E o problema parece não ter fim. A frota de veículos nas grandes cidades aumenta a cada ano. O número de motos também. Falta planejamento urbano, alternativas para o transporte coletivo. E o pior a falta de educação dos motoristas parece não ter limites.

Um comentário:

guilhermepalma disse...

isso vai se tornar um dos mais graves problemas urbanos
um estudo viario é necessa´rio o quanto antes