sábado, 15 de maio de 2010

Uns mais, outros menos capitais

Cresci ouvindo que existem pecados e que todos são capitais.

Na prática, uns são mais capitais que o outro.

Ninguém gosta de admitir que tem inveja. É feio!

Muitos se orgulham e enchem o peito para dizer que tem orgulho. Ter orgulho de ter orgulho também é pecado.

Em época de putaria, luxúria é um artigo indispensável. Nos dias atuais, esse pecado tomou proporções cibernéticas. A programação da TV e a internet estimulam a ereção.

Na moda, as cirurgias de redução de estômago são um soco na boca do estômago, na boca e no estômago. Coitada! A gula nunca mais será a mesma.

Ser irado é só válido para lutar pelos próprios direitos, lutar contra as injustiças, mas sentir ódio só porque nasce no coração sem a própria vontade também é feio.

Muitos monges são carecas porque abrem mão da beleza e dão uma tapa na cara da vaidade. Essa senhora inzibida que dita normas e padrões estéticos. Ai! daqueles que não se encaixarem no modelito.

A avareza é um sinal de apego ao dinheiro, mas juro que não consigo deixar de ser avarento quando o assunto é imposto, principalmente, o da renda. Abril. Declaração. Calafrios. A Receita combate sem dó nem piedade nós pobres avarentos.

E como terminar esse texto?

Lição de moral?

Reticências?

Frases de efeito?

Que nada... estou com uma preguiça que vou parar por aqui mesmo.

Um comentário:

Danilo disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk Muito bom, Reinaldo. Seu preguiçoso!