domingo, 25 de julho de 2010

Terceirização da palmada


A Creide está revoltada com o projeto de lei, proposto recentemente, que ameaça os pais que derem palmadas educativas - ai que coisa politicamente correta! - nos filhos. A proposta enviada pelo Executivo federal ao Congresso Nacional proíbe qualquer tipo de força física, moderada e imoderada, na intenção de educar crianças e adolescentes.

Oras, já existem leis para proteger as crianças, principalmente, contra a violência. Por exemplo, em caso de lesão corporal grave, o responsável pode ser punido - conforme o Código Penal - com pena que varia de 1 a 4 anos de prisão.

Muitos pais agressores não precisaram da atual proposta para serem presos por espancar os filhos. Para a Creide, palmada nada tem a ver com espancamento.

__Reloou! São coisas diferentes.
 

E o pior foi ler, ouvir e ver um monte de psicólogos, terapeutas e psiquiatras na mídia defendendo a tal da lei, afirmando que a educação deve ser baseada no diálogo, no respeito.

__Como diálogo se muitos pais falam sozinhos? Os filhos simplesmente não escutam! Muitos pais respeitam seus filhos e são ignorados, desrespeitados publicamente. Não entendo esses psicólogos. Adoram dar receita para o filho dos outros!

A Creide é de um tempo que os filhos pediam permissão para os pais até para falar. Tudo bem que 90% do respeito dos filhos era medo puro.

__Mas funcionava.

É! a Creide não está pra brincadeira.

__Quem disse que dar uma palmada é maltrato? Nunca vi filho que leva uns cascudos na hora certa, quando faz algo errado, reclamar, reivindicar seus direitos.

E a Creide já decretou. Quando ela se deparar com uma criança no supermercado esperneando, se jogando no chão, gritando porque quer alguma coisa - porque quer - e os pais reféns da situação porque não podem levantar a mão nem desferir um beliscão na altura do umbigo, ela vai se oferecer para resolver a situação.

__O projeto diz que os pais não podem beliscar nem dar palmadas no filho, mas como eu não sou mãe do seu filho, eu posso fazer o serviço por você?

Taí uma boa idéia. Terceirizar a palmada e o beliscão. Mas isso não vale para professor na escola, porque esta é um local onde se ensina sistematicamente o conhecimento formal. A Creide sabe o que fala.

__Concordo com uma frase anônima que li uma vez: "nunca deixei que o período que passei na escola influenciasse na minha educação".

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Proteção e tapas oficiais

O episódio no qual o governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, agrediu um cidadão sul mato-grossense durante uma passeata em Campo Grande, mostra o quanto os brasileiros não são iguais perante a lei.

Realmente o papel aceita tudo, até que pobre é igual e tem direitos semelhantes aos de ricos, poderosos e donos de status social. A prática brasileira, porém, desmente e cala a legislação.


Segundo O Estadão, o governador André Puccinelli, que é candidato à reeleição "deu um tapa de mão aberta no rosto do eleitor Rodrigo de Campo Roque, 23 anos, montador de acessórios para automóveis."

O tabefe oficial foi desferido pelo governador-pugilista anteontem (dia 21), quando o governador-candidato, e seus asseclas de plantão, realizava uma passeata e falava com moradores da periferia da capital sobre as obras realizadas pelo governo.

__Você lê jornais? Você notou quanto que esse governador já fez por Campo Grande e pode fazer muito mais?

As perguntas, segundo O Estadão, foram feitas pelo governador-pugilista a Rodrigo de Campo Roque.

__Li também que o senhor é ladrão.

A resposta do operário foi abafada com um estalado tapa, "assistido por pelo menos 50 pessoas."

Mandam as normas de educação, não perguntar algo quando não se quer ouvir a resposta. É comum político - de todos os gêneros, estirpes, caráter e coloração partidária - perguntar algo e querer ouvir apenas o que quer ouvir.

Portanto, além de mimado porque quer respostas apenas positivas, André Puccinelli se mostrou extremamente autoritário, ou seja, ele cala seus críticos a tapas. Semelhanças com regimes ditatoriais não são meras semelhanças. Esta é a natureza da maioria quando assume o poder.

E o pior de tudo. Depois de levar o tabefe oficial, Rodrigo de Campo Roque foi dominado pelos seguranças - pagos com dinheiro público - enfiado numa viatura policial - paga com dinheiro público - e fichado por ter cometido "injúria real contra o governador", por um delegado - pago pelo dinheiro público. Ou seja, o cidadão paga para ser sacaneado por aqueles que deveriam protegê-lo. 

E o que aconteceu com o governador-pugilista? Continua em campanha, muito bem obrigado. E convenhamos, pela cultura brasileira de que quem pode mais..., era para acontecer alguma coisa?

É simplesmente revoltante, aviltante e dilacerante ao coração humano sensível - sim porque há muitos corações que deixaram de ser sensíveis e humanos - ver como o estado brasileiro trata mal o cidadão. A legislação em si não tem culpa se quem deveria aplicá-la seleciona como, quando e para quem vai aplicar, porque infelizmente nem todos são iguais perante a lei.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Sobre estupros e tesão II

Também à equipe do Bonde,  o delegado de Ibiporã, Marcos Belinati, anunciou que vai continuar as investigações sobre o cantor sertanejo que teria estuprado uma menina de 13 anos. O delegado disse na semana passada que não poderia dar continuidade às investigações porque o pai da menina, o empresário Sérgio Murilo Corimbava, havia retirado as acusações.

Nesta semana, o delegado, conforme o Bonde, "constatou que uma alteração legislativa no Código Penal do ano passado dispensa a representação quando o crime de estupro for praticado contra menor de 18 anos". O delegado levou quase um ano para saber que o Código Penal, que deve ser um livro de cabeceira - ou melhor - da mesa dele na delegacia, sofrera alteração. Essa polícia...

terça-feira, 20 de julho de 2010

Sobre estupros e tesão

"Ela quis, não foi forçada, não teve coação. Ela consentiu."

A afirmação é do delegado de Ibiporã Marcos Belinati e foi feita à equipe do Bonde. Ele se referiu à adolescente de 13 anos cujo pai, o empresário Sérgio Murilo Corimbava, acusou um cantor sertanejo da cidade de ter estuprado a menina. A queixa de estupro foi retirada pelo empresário.

O nome do cantor sertanejo? Não foi divulgado pelo Bonde, o mesmo veículo que divulgou, e muito, o caso padre Silvio Andrei. Aí alguns podem alegar que o veículo divulga o nome quando a polícia fornece. Se a polícia divulga, a imprensa publica. Se a polícia não divulga, a imprensa não publica. Se a polícia comete um crime, a imprensa é no mínimo conivente.

Crime sim, porque se o cidadão é inocente até se prove o contrário e tem direito à privacidade, inclusive de sua imagem, por que a polícia escancara determinados personagens e protege outros? Não me venham dizer que pobre e rico tem o mesmo tratamento nas delegacias do país, a começar pelo dotor que defende os acusados. Aliás, pobre nem tem advogado.

A declaração do delegado, façamos justiça pelo menos no que foi editado e publicado pelo Bonde, é estarrecedora. Um delegado é funcionário público e recebe salário e outras regalias - ops! benefícios como diria o sindicato da categoria - que trabalhador mortal celetista não recebe. O cidadão não paga um delegado para falar besteira ao acender dos holofotes da mídia. Aliás, muitos só funcionam quando o caso ganha repercussão. Enfim...

O fato é que o delegado em questão, pago pelo dinheiro público, tratou de atenuar o suposto crime cometido cantor sertanejo. Sexo com adolescente menor de 14 anos, com ou sem tesão, com ou sem vontade, é crime. Já pensou se os delegados fossem avaliar o consentimento e o grau de vinculação das vítimas com seus algozes? Os crimes deixariam de ser crimes. Exemplos?

Propina recebida pelo policial rodoviário paga pelo motorista infrator seria cortesia.

Aborto feito pelo médico pago pela mocinha grávida seria método anticoncepcional.

Caixinha recebida por fiscais (de diversos serviços) para não multar cidadão irregular seria complemento salarial.

Pornografia infantil produzida pelos pais da vítima seria geração de renda.

Por isso, senhor delegado, cumpra os ritos processuais, atenha-se aos fatos e investigue-os à luz da legislação vigente, ou seja, faça o trabalho para o qual foi contratado.

Censura versus controle social

Volta e meia aflora a discussão sobre o controle social nos meios de comunicação. Ainda mais quando aquela revistinha resolve atacar - com seus métodos jornalisticamente débeis, mas verdadeiros para seus leitores débeis - setores partidários em época de eleições presidenciais, fazendo mais propaganda política que jornalismo.

Controle social existe na saúde, na educação e na assistência social. Isso para citar apenas três exemplos. A participação popular nessas áreas mostra a força e a capacidade da população em discutir e propor diretrizes para as políticas públicas, interferindo na qualidade e na quantidade dos serviços em questão.

Por que ser diferente na comunicação? A resposta é única. Para manter os privilégios de sempre da elite midiática brasileira. Essa mesma elite - composta por empresários e jornalistas de confiança dos empresários - adora exigir a participação popular nos governos e incentiva que a população aponte, acuse, denuncie. No entanto, essa mesma elite não suporta a ideia de que essa população participativa participe da definição dos conteúdos que veicula.

É possível que organismos populares acabem se tornando mecanismos de censura. Para evitar isso é necessário qualificar a participação popular. Afinal uma democracia somente floresce quando a participação é efetiva em amplos sentidos. Quando a mídia ataca o controle social, ela alega que a liberdade de expressão é inviolável. E é mesmo, mas não é absoluta. Ninguém pode cometer um crime em nome da liberdade de expressão.

Para confundir a opinião pública, as empresas do setor gostam de se apegar à liberdade de imprensa. Este é o direito que jornalistas e veículos têm de divulgar a informação livre e independente, mas acaba resvalando na liberdade de empresa. Esta divulga o que quer, como quer e quando quer.

A liberdade de imprensa não é tão livre quando se colocam os interesses da empresa em jogo. Interesses políticos, econômicos e ideológicos, que mascaram o interesse público da informação. Na liberdade de empresa corre solta a autocensura, pior do que qualquer censura externa, por ser silenciosa. Mesmo assim, ela dita normas do que deve ser publicado para não ferir os interesses profissionais - sobrevivência pessoal - e coletivos, do dono da empresa.

Controlar é diferente de censurar e não se pode ter medo de fazer esse debate. Um veículo proibido de divulgar uma informação sofre censura. Isso deve ser evitado. Sempre. Um veículo punido por veicular uma informação distorcida e manipulada sofre controle. E é este controle que não encontra terreno porque não conta com mecanismos e instrumentos institucionalizados.

Hoje, alguém que tem a reputação manchada por um veículo de comunicação que comete um erro (voluntário ou não) somente pode recorrer à justiça para repará-lo. Talvez com sorte, e muito dinheiro para mover processos, em alguns anos ele consiga reverter a situação - judicialmente, porque moralmente já está morto. Há muito tempo.

A falta de mecanismos de controle passa inclusive pela desregulamentação da profissão de jornalista. Acabar com a obrigatoriedade do diploma é apenas um item neste contexto, que visa uma categoria fraca, desarticulada e sem um órgão para prestar contas da sua atitude profissional. Afinal, se o jornalista faz o seu trabalho de forma honesta, seguindo a legislação ele não precisa temer nenhuma instância de controle.

A autorregulação do setor não é suficiente para acabar com os desmandos dos veículos de comunicação, os chamados coronéis eletrônicos como classificou o professor Venício de Lima. TV, jornal e rádio não gostam nem admitem pedir desculpas quando o erro é voluntário. Imagine, então, quando é involuntário. Erro voluntário? Não é erro, é má fé, intenção deliberada.

Participação popular nunca faz mal a ninguém, ou melhor, faz sim, a instituições autoritárias seja do Executivo, do Legislativo, do Judiciário e da Imprensa. Temem o controle social, principalmente, os profissionais e empresários de índole e caráter duvidosos, autoritários que gostam de arrotar o que os outros devem fazer, mas eles mesmos não fazem.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Inquietudes (28) do Rei

__ Eu sou sincero. Falo na cara o que penso, doa ou não doa, seja quem for. Não escondo mesmo.

Sinceridade sem educação não é transparência nem honestidade. É grosseria!

sábado, 10 de julho de 2010

Inquietudes (27) do Rei


Bolsa Família é para criar a cultura do não trabalho, mais precisamente, a cultura do vagabundo. Esse é o argumento, principalmente, da classe média que deve imperar no processo eleitoral brasileiro. E muitos defendem, que no lugar, deveria ser criado o Bolsa Emprego. Bolsa Emprego? Quem se beneficia da geração de emprego? Profissionais qualificados, com estudo e outros itens, ou seja, miserável não consegue emprego digno porque não é o publico alvo do empresariado, que escolhe inclusive seus funcionários pela boa aparência. Coitados dos feiozinhos. Então quer dizer que emprego gera riqueza, mas não desconcentra, obrigatoriamente, a renda.

É preciso fortalecer os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, qualificando seus beneficiários para que possam andar sozinhos. Quem afirma que o Bolsa Família é esmola deve esquecer o quanto o dito setor produtivo se beneficia com as ações do governo, que o diga o Sistema S. Afinal empresário liberal quer a ausência do estado na regulação do mercado. Isso quando ele lucra, e muito. Quando há crise econômica, o empresariado é o primeiro a pedir socorro aos cofres públicos, ameaçando demitir funcionários. Assim é fácil defender o estado mínimo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

São ordens da empresária

Ela é uma mulher determinada. Teve uma infância pobre, uma adolescência necessitada e jurou que não passaria por privações. Com dificuldades, terminou a faculdade de Administração, casou-se, teve três filhos. Cansada de trabalhar como administradora numa grande empresa de móveis, resolveu montar a sua própria fábrica. Com o que juntou com o marido, abriu sua marca de móveis e não quer parar de crescer.

Assim, como o empreendimento dela, cresceu também a violência. Instalada numa região considerada perigosa, a fábrica foi assaltada algumas vezes. Levaram equipamentos. Furtaram o carro do estacionamento. Roubaram computadores. Na quarta vez, sob a mira de revólver, ela e dois funcionários ficaram presos no banheiro, por três horas e meia.

Cansada dos assaltos, das reclamações à polícia, dos abaixo-assinados, dos impostos que paga que não são revertidos em benfeitorias, ela contratou seguranças. Os primeiros meses foram tranqüilos. Nada aconteceu ao empreendimento nem aos 38 funcionários que garantem a linha de produção, os serviços burocrático-administrativos, a entrega dos produtos.

O marido? Não se mete com ela na administração do negócio da família. Ele até tenta ensaiar algumas contribuições, mas ela não deixa. Ele também cumpre as ordens dela, cuida da parte logística da empresa e se sai muito bem, mas a administração total do empreendimento é dela mesmo. E de mais ninguém.

Medo de assalto? Ela confessa que não tem mais, tanto que comprou recentemente uma arma, que está devidamente registrada. Ela está disposta a garantir a segurança do seu patrimônio já que os governos resolvem absolutamente nada. Imagina se a polícia não dá conta de proteger a vida humana, ainda vai pensar em garantir o patrimônio do cidadão!

Passada a novidade dos seguranças da fábrica, a rotina voltou ao normal. Três homens conseguiram entrar no local, render os seguranças de plantão na madrugada e levar muita coisa. Equipamentos. Carro. Computadores. Desta vez foi demais. Ela está revoltada com a ousadia dos assaltantes. Quer justiça. Não vai descansar.

Com voz mais grave que a rotina, ela mandou os seguranças da empresa meter bala em quem tentar entrar na empresa. Aderiu à prática do atira primeiro, pergunta depois. Não quer saber. É para os funcionários não terem dó nem piedade e passar fogo em quem atravessar a propriedade. É atirar para matar. Ela está cansada desses ladrões vagabundos que não trabalham e roubam quem vive dignamente.

Toda noite, ela passa na empresa para verificar as condições do empreendimento e dar instruções aos seguranças. Nessa semana ela está mais ansiosa que o normal. É que ela fará uma entrega especial. Seu primeiro lote de móveis para fora do país. Ela não se cabe com a primeira exportação. Quer acompanhar tudo pessoalmente.

A entrada dela é privativa. Quando chega com o carro, abre um portão eletrônico e pára numa garagem exclusiva na área interna que tem outro portão eletrônico. Da garagem ela tem acesso ao escritório por uma estreita escada para o segundo piso, de onde - através de um grande painel de vidro - ela vê a fábrica inteira.

A entrega do lote de móveis será amanhã. Hoje no final da tarde, ela vai ao maior shopping da cidade comprar uma roupa nova, da sua marca preferida. Quer que a ocasião seja especial e que a peça dê sorte na hora de despachar a encomenda. Ela compra a roupa nova e encontra uma amiga que convida para um café. Conversando animadamente, ela se esquece do tempo e passa algumas horas rindo com a companhia.

Quando se dá conta, ela avisa a amiga que precisa ir para casa. Elas se despedem e cada uma pega seu caminho. Na volta, ela se lembra que deixou os papéis da exportação em cima da mesa no seu escritório e, por isso, volta para a fábrica para pegar a documentação. Como é só uma passadinha, ela prefere não abrir os dois portões eletrônicos e subir ao escritório do acesso privativo da garagem.

Ela para o carro no estacionamento de visitantes e vai pela portinhola ao lado do portão da fábrica. Como a fechadura está emperrada, ela força a porta que acaba fazendo muito barulho. Ela tenta uma. Tenta duas. Tenta três vezes. A porta cede. Quando coloca o pé dentro da fábrica, ela ouve alguns disparos, não pronuncia uma palavra e cai praticamente aos pés do segurança. Ele acaba de cumprir as suas ordens.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Professor vai para o céu

Final de semestre.
Final das aulas.
Final das provas.
Final da recuperação.
Final dos exames.
Final dos relatórios de monitoria.
Final dos relatórios de extensão.
Final da paciência.


Férias?


Início de semestre e planejamento das novas atividades.

Início do preparo das aulas.
Início do preparo do calendário de provas.
Início do preparo das atividades de extensão.
Início do preparo das atividades de pesquisa.
Início do preparo das atividades de monitoria.

Final da paciência.

sábado, 3 de julho de 2010

Não suporto Copa do Mundo - parte III


Não suporto torcedor barbado chorando por causa de uma partida de futebol.

Não suporto torcedor patriota - quando o Brasil ganha - guardando rapidamente a camisa da seleção, a corneta e o boné verde-amarelo depois de uma derrota.

Não suporto torcedor que mata trabalho, se pinta de verde e amarelo, vai para a avenida ver o jogo, enche a cara quando o Brasil ganha e quando perde diz que tem vergonha da seleção brasileira.

Não suporto torcedor que transforma jogador ora em herói ora em vilão.

Não suporto jogador barbado chorando por causa de uma partida de futebol.

Não suporto jogador brasileiro milionário dando ar de preocupação com a copa perdida.

Não suporto jogador brasileiro tentando explicar que merecia ganhar, mesmo não tendo feito os gols para ganhar.

Não suporto jogador que perde uma partida tirando o mérito da seleção que ganhou a partida.

Não suporto jornalista que tenta achar um culpado a qualquer preço para uma derrota.

Não suporto jornalista adepto da "Teoria do Se". Se o técnico tivesse feito isso. Se o jogador tivesse feito aquilo. Se o juiz não tivesse...

Não suporto jornalista que diz que o mérito é dos jogadores quando a seleção ganha e o mérito é do técnico quando ela perde.

Não suporto jornalista que tenta explicar o que não precisa ser explicado.

Não suporto Copa do Mundo, principalmente, quando o Brasil perde.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Sexo interurbano

Duas amigas de longa data se reencontram depois de uma longa data sem se ver.

A conversa flui rapidamente, colocam os assuntos em dia e conversam sobre banalidades.

Uma diz para a outra que tem um namorado, que nem conhece, e faz sexo por telefone.

__Nossa! E isso funciona? Dá pra gozar?

__Claro que funciona e - claro - você precisa dar uma mãozinha, menina.

__Mas como é isso? Conta tudo...

__Olha, a gente fica até duas horas no celular.

__ Duas horas? E meu marido aquele desgraçado leva menos de 30 minutos.

__Então por que você não experimenta sexo por telefone?

__Vou fazer isso, mas como o celular é muito caro, eu e ele vamos ficar na extensão mesmo.