sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Humor (de humor duvidoso)


Quando o assunto é eleição os ânimos se exaltam e a argumentação beira o gramado, ou seja, lembra coisa de torcedor em partida de clássico de futebol. A lei eleitoral que estabelece regras, inclusive para programas de humor (de humor duvidoso), tenta tornar o processo igualitário para os partidos e candidatos. Afinal num país onde todos são iguais (apenas) perante a lei, não é de duvidar que quem tem mais dinheiro e poder faça programas mais requintados. 

Neste sentido, limitar a ação das piadas prontas em programas de humor (de humor duvidoso) visa, inicialmente, barrar as TVs de fazerem propaganda política subliminar, ou nem tão subliminar assim. Um programa humorístico pode ridicularizar um candidato em benefício do outro? Essa atitude pode influenciar o processo eleitoral e o voto do eleitor?

Se a resposta for sim, vale a lei eleitoral também para programas de humor e humoristas (de humor duvidoso). Isso não se trata de censura como alegam muitos. Trata-se de responsabilidade. A liberdade de expressão não é um valor absoluto e não está acima de outros valores. Ninguém, em nome da liberdade de expressão, pode ofender ou difamar. Isso também é próprio do jogo democrático.

3 comentários:

Bruxices tolas disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Bruxices tolas disse...

Concordo. Ou se faz boa piada de mesma estirpe igualmente de todos os candidatos, ou de nenhum. Zoar com uns e outros não é zoar com o processo democrático. Depois, todos nos dão material para ótimas risadas.

Guilherme Palma disse...

eu particularmente evito programas de televisao aberta. é uma pena que nem todos tenham essa opcao ou essa vontade de nao assisisti, mas poxa vai ler um livro, é muito melhor que assistir tv
roda de papo sobre politica eu passo longe
abraço reinaldo