segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sobre estupros e tesão IV

Segundo informações divulgadas pelo Bonde, "exame de corpo de delito realizado pelo Instituto Médico Legal (IML) revela que não houve conjunção carnal" no suposto estupro a uma menina de 13 anos, por um cantor sertanejo de Ibiporã. Por correr em segredo de Justiça, os nomes não podem ser divulgados.

À equipe do Bonde, o delegado Marcos Belinati, que investiga o caso, disse que "pode ter havido qualquer outro ato que não deixa marca, isso está mencionado no laudo. Pode ter haviado outro tido de relação." O inquérito não tem data para ser concluído.


Não divulgar os nomes dos envolvidos é uma atitude interessante porque se o inquérito concluir que não houve crime, não haverá exposição do acusado. Vale lembrar a presunção da inocência. Ninguém é culpado até que se prove o contrário. Então onde está a reflexão deste caso? Exatamente nisso.

Diariamente, a imprensa e a polícia divulgam nomes, expõem acusados que - no senso comum - acabam condenados sem qualquer julgamento. Naturalmente, que esses acusados-expostos-publicamente-condenados-sem-julgamento, na maioria das vezes, são pobres, sem acesso a advogados. Ou então são acusados presos em flagrantes. Mesmo em flagrante, ainda é acusado. O que é exceção deveria ser regra. Regra do bom senso. Regra da polícia. Regra da imprensa.

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