terça-feira, 21 de setembro de 2010

Sobre feijão, boi e embrião

Qual vale mais a vida de um boi ou a vida de um embrião humano?

Qual tem a missão mais nobre o boi sacrificado para alimentar dezenas de pessoas ou o embrião humano que virou pesquisa para curar doenças crônicas?

Quando criança, brincamos de Deus ao fazer a experiência do pé de feijão. Damos vida aos grãos e depois que nascem, crescem e a experiência acaba, os deixamos morrer. Lentamente sobre uma nuvem de algodão ou rapidamente em uma lata de lixo.

Não vale a pena lutar pela vida do pé de feijão da experiência escolar?

A vida de um pé de feijão é menos importante que vida de um embrião humano?

Alguém pode argumentar que o pé feijão não é feijão. É apenas um rascunho, um projeto. Se não vingar não será um fejião.

E o embrião é gente? Se ele não vingar também não passará de um rascunho? De um projeto?

Ambos, o feijão e o embrião, não seriam apenas o simulacro da vida?  Simulacro como "aquilo que a fantasia cria e que representa um objeto sem realidade; aparência sem realidade; visão sem realidade", pelos conceitos de Michaelis.

O conceito de vida está impregnado de valores morais, ideologicamente plantados pelas religiões numa associação divina, a partir de uma orientação bíblica ditada por Deus a santos, que segundo Zeca Baleiro, já foram homens de pecado.

Vida é vida. Defender a vida pode ser uma missão, um compromisso ou uma estratégia. Defender a vida apenas de embriões humanos pode ser oportunismo por não contemplar a vida em todas as suas espécies.

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