quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Inquietudes (41) do Rei

Pobre se organiza, rico faz lobby. Por que a imprensa é contra a participação popular na comunicação e distorce o debate? Por que a participação é bem-vinda em áreas como saúde, educação, assistência social, criança e adolescente, cultura, meio ambiente, entre outras, mas é rechaçada na comunicação? Conselhos de Comunicação já, com participação popular na definição das diretrizes da política do setor.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Inquietudes (40) do Rei

Pior que o senso comum é o senso comum da classe média brasileira. Esta que se atribui o status de formadora de opinião e possuidora de alto senso crítico.

__Livrai-nos de todo o mal.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Paz: ideal, utopia e lutas


Nunca entendi esse negócio de paz e pomba branca.

Nunca entendi esse negócio de fazer passeata pedindo paz; para quem? De que forma?

Nunca entendi esse negócio de abraçar lagos, vestido de branco.

Haverá paz quando houver justiça social.

Haverá paz quando todos forem iguais na prática e não apenas perante a lei.

Haverá paz quando houver distribuição de riquezas.

Haverá paz quando houver desconcentração da propriedade.

Haverá paz quando houver desconcentração da palavra com o fim do monopólio das comunicações.

Haverá paz quando houver punição efetiva para todos os corruptos, seja da esquerda, seja da direita.

Haverá paz quando a democracia for democrática.

Haverá paz quando a justiça for justa com e para todos.

Haverá paz quando acabar o jeitinho brasileiro (político e cidadão) de levar vantagem.

Haverá paz quando o salário da mulher for igual ao do homem.

Haverá paz quando o negro tiver as mesmas oportunidades que o branco.

Haverá paz quando acabar a discriminação em todas as suas formas.

Haverá paz quando a sociedade e o cidadão tratarem o pobre da mesma forma que tratam o rico.

Será que um dia haverá paz?

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Empresário neoliberal

Numa entrevista àquele jornal que cultua celebridades e um certo tipo de políticos, o empresário eleva o tom e defende o seu projeto de desenvolvimento para o país.

__Governo não é pra se meter no mercado. O estado tem que ser mínino. O poder público não tem que interferir porque o mercado se regula sozinho. É assim em países desenvolvidos e se quisermos alcançar essa condição teremos que fazer o mesmo.

O repórter daquele jornal que cultua celebridades e um certo tipo de políticos, pergunta quais os planos do empresário.

__Temos um plano de expansão que inlui gerar 2.500 empregos nos próximos três anos. O projeto já está pronto. Vamos pleitear no município a doação do terreno e a insenção do IPTU e do ISS por 10 anos. No estado, vamos protocolar o pedido de insenção de impostos por um período de 20 anos.

domingo, 10 de outubro de 2010

Varejo e atacado

Enquanto a polícia mata pobre e preto na periferia,
as classes A e B exigem a PM como instrumento de segurança patrimonial.

Aquela em que a vituara passa protegendo as residências.
Para que PM?  Para proteger a vida?
Você confiaria sua vida nas mãos da polícia?

A boca de fumo estourada é notícia de jornal.
O traficante do morro é varijsta e se dá mal.
O dono do atacado mora nas melhores glebas das cidades.
Condomínio fechado. Proteção pessoal.
É amigo de deputado e relaciona-se com juízes.
Janta com quem deveria combatê-lo.
Pois é! Ainda bem que todos os brasileiros são iguais perante a lei.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

O MST e os bisavós

No bebedouro, no intervalo do trabalho, eles falam sobre a ação do MST.

__É uma absurdo! Não pode deixar os sem-terra entrar porque se invadir nunca mais tiram eles de lá.
Ela ouve a conversa e concorda com eles.

__É verdade! Se entrar não tira nunca mais. Olhe o exemplo dos nossos avós e bisavós quando chegaram no Paraná, no início do século passado. Invadiram tudo aqui, derrubaram as matas e ninguém conseguiu tirá-los até hoje.


Não é bem assim! O Banco do Brasil já tirou muito pequeno produtor cujas terras eram dos bisavós.

__Foi pra reforma agrária?

__Não! Foi pra pagar dívida com o banco.

__ E os grandes fazendeiros que não pagam seus empréstimos? Também perdem a terra?

__Não! eles contam com a bancada ruralista no congresso para arrolar as dívidas e ainda tomam um cafezinho com o gerente do Banco do Brasil.


Pois é! Ainda bem que todos os brasileiros são iguais perante a lei.

Inquietudes (39) do Rei



Mulher cristã, temente a Deus e árdua defensora da vida doa bebê recém-nacido, menino, 3 quilos 180 gramas, 51 cm, fruto de gravidez decorrente de um estupro, não aceita devolução, doação acompanha exames de pré-natal para atestar a saúde da criança.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O tiririca e o empresário

Qual a diferença política de um candidato tiririca para um empresário que nunca teve atuação política, nem filiação, nem projeto coletivo, nem defendeu uma ideia pública? Absolutamente nenhuma.

Tiririca levanta críticas severas porque as nossas classes média e alta não gostam do que o Tiririca representa: pobre e abestado, para usar um adjetivo do próprio agora deputado federal por São Paulo. Até o termo palhaço usado pela mídia para identificar Tiririca ganhou ares secundários, pejorativos.

O empresário que defende seu projeto pessoal de vida, a Bolsa Gucci, lixando-se para o fortalecimento popular, não recebe as mesmas críticas porque o terno e a gravata ainda povoam o imaginário popular. O terno e a gravata impõem respeito. Falso. Porque é apenas aparente.

Gente simples como Tiririca (não que ele assim seja pessoalmente) incomoda porque a pobreza é repugnante aos olhos médios. Pobre incomoda. Sempre. Pobreza não deveria existir. O empresário de terno e gravata não incomoda porque ele representa sonho de ascensão social.

Mas e a militância? O projeto coletivo? O desprendimento pessoal? A defesa da coletividade? São detalhes políticos que cansam os olhos médios até em época de eleição.

Inquietudes (38) do Rei

Não sou favorável à legalização do aborto porque ele já é legalizado. Quem tem dinheiro não faz aborto, interrompe a gravidez. Por uma discussão séria sobre esse grave problema de saúde pública.

Já vi muita (o) corola de facção religiosa defender a vida de supostos inocentes e, junto, a pena de morte para criminosos. Quanto a vale a vida de um condenado? Mais, menos ou igual a de um feto? Abaixo a histeria religiosa!