domingo, 23 de janeiro de 2011

Inquietudes (51) do Rei

A adoção é uma forma de casais serem pais, caso não queiram passar por uma gravidez, mas esse recurso de parternidade e maternidade esbarra numa questão natural: o instinto da reprodução. É bem aquela história dos animais que querem manter a sobrevivência da espécie e transmitir a outras gerações a sua herança genética.

3 comentários:

Marco L. disse...

A partir do momento que nos enquadramos como humanos, portadores de uma cultura, há algo que de certa forma sobressai aos nossos instintos. Têm-se aí a entrada do desejo.

Desejo coca-cola, ao invés de água. O instinto pela sobrevivência é o mesmo. A reidratação do meu corpo agora passa a ser dominada não apenas pelo que ele (meu corpo) pede, mas pelo que eu desejo, pelo que eu quero.

A adoção muitas vezes não é por não querer passar por uma gravidez, mas também, pela impossibilidade de gestar. Algumas mulheres não podem engravidar e alguns homens não podem ter filhos.

O "instinto" de procriação torna-se um desejo na medida em que não é naturalmente atendido, mas utilizado uma foma de sobrepor aos problemas biológicos como a adoção. Adotar é de certa forma reconhecer que a genética parou ali, mas o que é humano (o nome da família por exemplo) continuará existindo.

Um abraço

Guilherme Palma disse...

Exatamente. É natural do homem. Claro que isso não quer dizer que quem tem condições não possa adotar um filho.

Reinaldo C. Zanardi disse...

Marco e Guilherme, é exatamente isso. É instinto, é da natureza humana. Agora por que um casal não pode querer ser pai/mãe sem reproduzir? Ou seja, a adoção pode ser uma opção natural para quem não quer engravidar. O que acontece é que os casais vão para a adoção exatamente porque não conseguem engravidar. Ser pai e mãe é, na nossa sociedade, sinônimo de reprodução e não precisa ser assim.