domingo, 20 de fevereiro de 2011

Educação e repreensão

O Brasil parece que vive eternamente uma epidemia de dengue. Informações sobre prevenção e risco de morte em caso de infecção são bombardeadas diariamente. Então por que as pessoas continuam criando o mosquito Aedes aegypti como se fosse bicho de estimação?

Campanhas educativas para adultos são necessárias para democratizar e massificar a informação, mas não necessariamente educam o público alvo e fazem com que este mude de comportamento. Costumo dizer que se campanha educativa educasse, ninguém morreria de acidente de trânsito, ninguém engravidaria sem desejar e ninguém pegaria doenças sexualmente transmissíveis.

Então por que as campanhas não interferem diretamente no comportamento do indivíduo? Porque - arrisco uma resposta - são passivas; não repreendem o público alvo infrator. Perceberam como milhares de moradores esperam agentes de saúde para eliminar os focos do mosquito da dengue no seu próprio quintal? Investir dinheiro público em agente para virar garrafa de boca para baixo e por areia no pratinho da violeta é desperdício, mas infelizmente necessário.

Por isso, as campanhas educativas devem ser realizadas por um determinado período para massificar as novas regras e, depois disso, penalização aos infratores. Mas não adianta estabelecer multas se não há quem fiscalize e faça cumprir as determinaçõ
es.

__Mas isso é uma indústria que o poder público inventa para tirar dinheiro do cidadão!
__É verdade! Mas só existe a indústria da multa porque existe a corporação dos infratores.