domingo, 1 de maio de 2011

Com feriado, é melhor ainda

Hoje, 1º de maio é comemorado o Dia do Trabalhador.

Sobre o trabalho tenho algumas inquietações, que foram construídas pelo senso comum com origem na história. A discussão é ideológica. Aviso: dos dois lados. Ideologia envolve tanto empregado quanto empregador.

E não venham com essa conversinha de colaborador. Afinal, colaborador colabora quando quer. Segundo o Dicionário Michaelis, colaborador é a "pessoa que, sem pertencer ao quadro de funcionários de uma empresa, trabalha para ela habitualmente ou alguma vez." Viu? O colaborador está fora do quadro de funcionários, do quadro de empregados. Então não aceite esse rótulo. Afinal é melhor ser empregado que desempregado.

Então, vamos a outras inquietações.

O trabalho engrandece o homem e a mulher. Com certeza engrandece desde que o salário e as condições de trabalho sejam boas e o ambiente - na relação entre patrão, chefe e empregado - seja saudável.

Só não trabalha quem não quer. Tem gente que enche a boca para falar isso como se houvesse emprego para todo mundo. E quem gosta de trabalhar em subemprego?

Quem não trabalha é vagabundo. Isso é historicamente direcionado para o filho do pobre. Afinal filho de rico que não trabalha é sortudo, certo? Pode ser sortudo, mas se filho de pobre que não trabalha é vagabundo, filho de rico que não trabalha também está na mesma condição.

Trabalho é sinônimo de esforço. Por que a gente se sente mal quando ganha um bom salário ou um bom cachê? Por que a gente tem a noção enraizada de que para ganhar dinheiro tem que suar e sofrer muito?

Me ajude para eu ajudar vocês. É muito comum empresários, em início do empreendimento ou em fase ruim, pedirem que os funcionários se sacrifiquem, inclusive, para não perder o emprego. Isso é chantagem, assédio moral. Poucos são os empregadores que dividem, ao final de um determinado período, os lucros obtidos.

Sindicato é um atraso. Muitos empregadores alegam isso, mas para a organização dos empregados. Afinal, eles fortalecem a própria representatividade. Patrão criticar e atacar sindicato de empregado é normal, faz parte... Agora, triste é ver empregado fazendo coro à voz do patrão. Marx - com a tal falsa consciência - deve se revirar no túmulo.

Os direitos trabalhistas devem ser flexibilizados. Quem defende isso não defende os trabalhadores. Os empresários, por exemplo, que não tiverem que pagar o 13º ao final do ano, vão melhorar o salário mensal dos empregados ou vão investir na empresa para aumentar suas margens de lucro? Os interesses do empregador não são necessariamente os interesses do empregado. Não dá para conciliar interesses inconciliáveis.

E, para concluir, nada melhor que comemorar o Dia do Trabalho com feriado. Viva o ócio! E se for criativo, melhor ainda. Afinal, comemoração e festa não combinam com batente. Definitivamente!

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