quarta-feira, 22 de junho de 2011

Era uma vez... (II)

um Rei que iria realizar licitação para contratar empresa de publicidade para enaltecer as realizações atuais do Chefe do Reino. A contratação da empresa fora anunciada num momento delicado para Vossa Alteza.

Prisão do procurador-geral do Reino e mais 20 pessoas envolvidas com as prestadoras de serviços de saúde à plebe.

Escândalos davam conta de desvio de recursos na saúde que prejudicavam os serviços aos súditos. Pobre plebe.

Acusações de irregularidades na formação da guarda real.

Conselheiro de saúde do Reino preso, que envolvera o nome de Vossa Alteza, a Primeira-Rainha, no esquema de propina real.

Fila de secretários do Reino para depor em diligências policiais.

Pedido de exoneração do secretário do tesouro do Reino, que desmentira outro secretário de ter emprestado 29 mil moedas de ouro.

Acusações de irregularidades na atuação da empresa de vigilância no Reino, cujos vigias reais teriam prestado serviços particulares para Vossa Alteza.

E o Reino anunciava a contratação de empresa de publicidade (1,5 milhão de moedas de outro em 2011) também para divulgar serviços de saúde à plebe.

A Creide, uma súdita revoltada e rebelde, tinha algumas dicas de texto para os anúncios oficiais da campanha publicitária do Reino.

Ela pegara 2009, o ano de ascensão ao trono de Vossa Alteza, e comparara com anos anteriores quando estava no trono um rei, que fora deposto em 2008 pelo povo e que deixara o Reino com popularidade baixa.

Em 2004, o Reino cobria 74,4% da população com os programas Saúde da Família e Agentes Comunitários de Saúde. Em 2009, o Reino baixou a cobertura desses programas para 50,1% da população de súditos.

A taxa de mortalidade infantil por diarréia, em 2004, era de 0,9 mortes por mil nascidos vivos e aumentou para 3,2 mortes por mil nascidos vivos, em 2009. A morte de pequenos plebeus aumentara muito depois que Vossa Alteza ascendeu ao trono.

Enquanto os problemas de saúde da plebe aumentaram, os gastos financeiros do Reino não diminuíram. Pelo contrário. Em 2006, o gasto total com saúde no Reino era de 166.571.533 moedas de ouro. Em 2009, o gasto fora de 255.885.321,29 moedas de ouro. Em três anos, os gastos com saúde aumentaram quase 100 milhões de moedas de ouro e a saúde da plebe piorou.

Para quem duvida, a Creide - a súdita revoltada e rebelde - manda uma mensagem. Os dados são oficiais, do Datasus, vinculado ao Ministério da Saúde, órgão da Corte Real, o Governo Federal.
 
Nessas horas, a Creide - a súdita revoltada e rebelde - lembra-se de um amigo súdito - sábio profeta - que vivera no Reino há muito tempo.

__Quando a gente acha que chegou ao fim do poço, vê que tem mais alguns degraus para descer.

Ui!

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