segunda-feira, 4 de julho de 2011

Inquietudes (81) do Rei

Em Londrina (PR), o vereador Eloir Valença (PT) propõe o sistema de rodízio para a circulação de veículos na cidade. Claro, a regra vale para o cidadão comum. Aqui valem algumas reflexões.

1º) A indústria automobilística e, por consequência o governo - com sua fome insaciável por impostos, enriquece às custas de processos nada ecológicos.

2º) O poder público não atua para melhorar o transporte público e coletivo. Não adianta ter veículos novos e limpos, por exemplo - se for o caso, e esperar mais de 30 minutos no ponto.

3º) O trânsito não é planejado em longo prazo. Apaga-se incêndio diariamente, criando outros em curto e médio prazo.

4º) Quando a conta estoura, o consumidor é sempre responsabilizado e chamado a contribuir com a sua parte. Os outros não fizeram a parte deles e o cidadão comum paga a conta. Mais uma vez.

5º) Pagarão o preço pelo rodízio as famílias que tiverem apenas um veículo. Famílias de classe média e alta têm mais de um veículo, às vezes, vários. A mãe tem carro. O pai tem carro. O filho mais velho tem carro. O filho mais novo tem carro.

A concentração veicular familiar deveria ser punida, assim como todo tipo de concentração. E aí, vereador aceita o desafio?

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