quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Fatos contorcidos

__Não contorce o que eu disse.

A frase em tom ameaçador é da minha enteada, a Maíra, quando era bem pequena.


No lugar de contorce ela queria dizer distorce, mas o produto final saiu-se ainda melhor que a intenção.

Hoje vejo que ela está ainda mais atual.

É que grande parte dos jornalões brasileiros contorce os fatos para "provar" sua interpretação ao sabor da sua linha editorial.


Veja é um bom exemplo de fatos contorcidos. E por que a revista faz tanto sucesso?

Porque o seu leitor pensa exatamente igual a ela, independentemente da veracidade das informações.


Afinal, a verdade não é apenas uma questão de versão?

Que a grande mídia tem seus interesses, é sabido por todos. E por todas.

Mas enquanto a imprensa se comportar como partido fazendo menos jornalismo e mais propaganda política, quem perde é a democracia.

Afinal, nem sempre os interesses dos grupos midiáticos são os interesses da nação.

Um exemplo? A opinião de Alberto Dines, do Observatório da Imprensa, ilustra bem a situação.

"A grande imprensa ainda não consegue comportar-se com naturalidade em assuntos que lhe dizem respeito. Exemplo disso foi a cobertura do 4º Congresso do PT, realizado de sexta-feira a domingo (2-4/9), em Brasília.

O acompanhamento do evento foi customizado, isto é, adaptado às posições dos jornais e acrescido de um clima de tensão visivelmente forçado. A imprensa só se preocupou consigo mesma esquecida de que o conclave teve uma vasta e variada pauta."

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