quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Inquietudes (97) do Rei

A sociedade brasileira precisa de estatutos para proteger, por exemplo, crianças, adolescentes, idosos e mulheres vítimas de violência porque o país é preconceituoso e discrimina, promovendo a exclusão. Um país que não respeita a diferença de seus cidadãos não é digno de seu desenvolvimento.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Bebês e redes sociais

Durante esta semana uma notícia chamou a atenção de muita gente: "Casal de São Paulo batiza o filho como “Facebookson” e causa polêmica no mundo".

O caso ganhou repercurssão e muitos indignados atentaram contra a moral dos pais do bebê, um motoboy e uma auxiliar de escritório.

A polêmica não durou muito porque, antes mesmo de ganhar mais notoriedade, a informação foi desmentida .

A notícia falsa foi publicada pelo site Sensacionalista que veicula notícias fictícias como se fossem verdadeiras.

Tudo bem, o slogan da publicação "um jornal isento de verdade" reflete a atuação de muitos veículos jornalísticos do país, mas esse é assunto para outra crônica.

Na falsa matéria, Facebookson seria uma homenagem ao Facebook, rede social em que os pais do bebê fictício teriam se conhecido.

Falso ou não, o fato é que muitos acreditaram - assim como eu - porque muitos pais usam nomes esdrúxulos em seus filhos.

E aproveitando a onda do Sensacionalista tirada com a cara de muitos - inclusive a minha - sugiro alguns nomes para quem quiser batizar seus filhos homenageando as redes sociais, se for menino ou menina.

Badoonalldo e Badoonéya.
Twitterlley e Twitterllenne.
Orkutônio e Orkutônia.
Youtubécio e Youtubécia.
Googlemário e Googlemara.
Linkedino e Linkedina.
Myspacelon e Myspaceléia.

sábado, 22 de outubro de 2011

Inquietudes (96) do Rei

Algumas publicações jornalísticas, o leitor tem que ler no plástico. Isso mesmo! Plástico para se proteger das doenças jornalisticamente transmissíveis.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Liberdade de que mesmo?

"Esse véio só fala mierda, deve estar esclerosado, vai tomar o Viagra VÉio"
Em vez de argumentos, ataques pessoais.

"Não, foi uma Tra-ve-ca que saiu contigo e teve que te com...."

Em vez de fatos, calúnias.

"Só tenho 2 coisas a dizer: C/A/N/A/L/H/A, L/A/D/R/Ã/O"

Em vez de ideias, adjetivos.

"É Rafinha, tomou na bundinha."
Em vez de debate, baixaria.

"CARA DE PAU É O SÓCIO DO MARIDO DA WANESSA QUE FOI PARA UM MOTEL COM 3 TRAVESTIS JÁ ESTANDO CASADO E COM A ESPOSA GRÁVIDA E LIGA PRO DONO DA BANDEIRANTES EXIGINDO QUE O RAFINHA RESPEITE A INSTITUIÇÃO "FAMÍLIA"."

Em vez de liberdade de expressão, difamação.

O conteúdo entre aspas acima - se é que podemos classificar como conteúdo - não foi publicado em nenhum jornal sensacionalista jornalisticamente questionável.

São comentários publicados na Folha.com. Isso mesmo, a versão on-line de um jornal que tem décadas de estrada. Um jornal impresso pressupõe leitor acima da média do senso crítico; pressupõe um leitor com formação intelectual acima da média. Pressupostos. Muitos provam exatamente o contrário.

E o pior é que a publicação tem moderação de comentários. Se você escreve corrupto, automaticamente seu comentário é bloqueado e - dependendo do humor dos censores - digo, dos moderadores - é liberado mais tarde.

E olhe que a publicação é uma "árdua defensora" da liberdade de expressão. Claro, da liberdade de expressão dela escrever o que quer e como quer.

No entanto, se você escreve c.o.r.r.u.p.t.o, tudo bem, o comentário é liberado e o problema passa a ser do acusado. Que se vire para provar que é inocente, se for o caso.

"O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem"

 
Se a opinião do internauta fere a legislação e se caracteriza como delito, o mesmo é responsável por isso, mas o jornal é responsável por publicar a opinião delituosa e não pode se isentar. Simples assim.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Inquietudes (95) do Rei

Por que os motoristas infratores que param em fila dupla ligam o pisca-alerta? Será que eles imaginam que isso ameniza a infração e a falta de educação no trânsito?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Inquietudes (94) do Rei

Na sociedade da imagem (talvez em todas e de todas as épocas), o problema não é ser. O problema é parecer.

Alguns exemplos?

O problema não é ser pobre; o problema é parecer pobre.

O problema não é ser ignorante; o problema é parecer ignorante.

O problema não é ser preconceituoso; o problema é parecer preconceituoso.

O problema não é ser gay; o problema é parecer gay.

Então na sociedade da imagem, muitos são, mas lutam para parecer que não são.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Véio sem noção

O cara - quarentão, meio grisalho - vai comprar umas camisetas básicas.

__Quero com gola V, mas não muito grande.

__Tenho essas aqui. Qual o seu tamanho?
__M.
__Que cor você prefere?
__Qual você tem?

__Cinza, grafite e preta. Experimente esse modelo também. A gola V é um pouco acentuada, mas veste super bem.

Se achando, porque todo mundo diz que está charmoso, ele vai ao provador com as camisetas gola V. Experimenta a que tem a gola discreta. Fica boa. Experimenta a gola acentuada.

__Que coisa feia! Como poderia usar algo assim? Não tenho mais 18 anos, afirma para si mesmo.

Ele sai do provador.

__Deu certo? pergunta a vendedora.
__Essa deu, mas a gola V acentuada não ficou legal. E eu descobri o que significa o V dessa gola.
__Sério? O que significa?
__Véio sem noção. Sem chance de usar um negócio desses!


Então tá!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Instinto da natureza

Nobres e pobres

O jornalismo - discuto isso em alguns artigos - é um importante construtor de sentidos. E isso é feito, geralmente, a partir de rótulos. E como a essência do jornalismo é a palavra, o sentido é gerado pelo verbo. Princípio bíblico? Não é mera coincidência. "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, (...) João 1:14

Os sentidos cravados pela palavra - sustentados pelos rótulos - podem estigmatizar e, portanto, discriminar. Para ler "A linguagem e o politicamente correto", clique aqui.

A palavra nobre, segundo definição literal de Michaellis, se refere a quem tem descendência ilustre; títulos nobiliárquicos; a quem é digno de estima; brioso; bravo, valente; majestoso; distinto, ilustre, notável; a quem revela elevação moral, generosidade, grandeza de alma.

Jornalisticamente, nobre acaba como sinônimo de gente rica, de quem mora em área de grande concentração de renda (e de especulação imobiliária, mas isso não vem ao caso). Já repararam que áreas nobres para o jornalismo são aquelas que têm casas e apartamentos caros? Tudo bem, alguém pode dizer que tem dinheiro tem poder, traço típico da nobreza.

No entanto, nem todos os "nobres" que vivem em áreas ricas têm elevação moral ou grandeza de alma. Pelo contrário, volta e meia a Polícia Federal prende traficantes, políticos e empresários corruptos em mansões e apartamentos luxuosos nas ditas de áreas nobres.

Exemplo jornalístico de nobre como sinônimo de riqueza? Vários. Cito dois, de publicações impressas de abrangência diferente. Um nacional e um local.

A Folha.com afirma: Morto a facadas em um apartamento da rua Oscar Freire, área nobre de São Paulo, na madrugada desta terça-feira, o modelo Murilo Rezende da Silva, 21, foi eleito Mister Piauí 2011 e ficou em sexto lugar no concurso Mister Brasil deste ano, segundo os organizadores do evento.

Por que assinalar que o modelo foi morto num apartamento de uma área nobre? Ricos não se metem em confusão? Ricos não se matam? Não existe maldade em áreas nobres? Oh! descobriram que os nobres não são tão nobres quanto gostariam que fossem.

Por outro lado, há muita gente brava, valente, de elevação moral, generosa e com grandeza de alma que mora em vilas, na periferia, mas esses - para o jornalismo - não são nobres. São apenas pobres.

O segundo exemplo é do JL on-line, que discute as notas de uma escola pública - a municipal Norman Prochet, que fica na região central de Londrina. A escola, em 2010, tirou nota 7,5 no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Qual o espanto?

"Mesmo encravada em uma área nobre da cidade, próximo à Gleba Palhano, Idehide
[supervisora da escola municipal] lembra que é "uma escola pública". Ali não há apenas filhos da classe média de Londrina: mães e pais que moram na periferia e trabalham na área enxergam a escola como uma boa alternativa às escolas do bairro de onde saem diariamente, em geral com muito mais dificuldades."

Ressaltar que se trata de uma escola pública numa área nobre revela, sutilmente, que escola pública é coisa de pobre e que não combina com uma região rica. Mas a supervisora informa que na unidade do município não há apenas filhos de classe média, há também filhos de pais que moram na periferia: trabalhadores da construção civil e empregados domésticos.
Viu? A supervisora confirma: escola pública é mesmo coisa de pobre. E pobre em área nobre, só se for empregado!

Independentemente disso, a unidade prova que é possível a escola pública, independente de seu público alvo, ter qualidade. Para isso, precisa de governo responsável, professores comprometidos e pais participantes. Mas esse é tema para outro artigo.

Enquanto isso, o nobre continua nobre e o pobre continua pobre. Significados tão diferentes para uma palavra que muda apenas uma letra. Alguém disse uma vez que pobre sempre se dá mal. Infelizmente, os rótulos jornalísticos reforçam isso diariamente.

domingo, 9 de outubro de 2011

Inquietudes (93) do Rei

Não se fazem mais músicos sertanejos como antigamente. Hoje o estilo é voltado até para universitários. Essa indústria cultural não toma jeito mesmo! Muitas duplas do autêntico cancioneiro capiria devem reviverar-se no túmulo.

E o nome dos artistas! Antigamente eram Liu, Leu, Zilo, Zalo. Agora é Luan, Hudson, Michel. Por favor, Michel Teló é lá nome de músico sertanejo? Se Ranchinho - que fazia parceria com o Alvarenga - fosse vivo mudaria de nome. Seria Varanda Gourmet. Credo!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Inquietudes (92) do Rei

"É o primeiro caminho para a impunidade da magistratura, que hoje está com gravíssimos problemas de infiltração de bandidos que estão escondidos atrás da toga."

A afirmação é da corregedora do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Eliana Calmon sobre a ação que a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) move para tirar os poderes do CNJ de punir juízes corruptos.

A declaração, dada ao jornal da Associação Paulista de Jornais, gerou muita polêmica entre os juízes já que muitos se julgam acima do bem e do mal.

A ação da AMB mostra que o Judiciário quer transparência. Para o Executivo e para o legislativo, menos para o próprio Judiciário.

Punição sim, mas para políticos corruptos. Até parece que os juízes corruptos são intogáveis. Seriam intocáveis por causa da toga?

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Trabalhadores e trabalhadores II

Estadão
“Paralisação de médicos tem adesão de 70% da categoria, diz associação”

Portal terra
“RS: paralisação de médicos tem adesão de 90%, diz sindicato”

Estado de Minas
“Paralisação dos médicos deve suspender 90 mil consultas em MG nesta quarta”

Portal UOL
“Paralisação de médicos surpreende pacientes que tinham consultas marcadas”

No Brasil, há trabalhadores e trabalhadores. Para ler como a imprensa joga a população contra trabalhadores grevistas, clique aqui.

Para a imprensa brasileira, gente comum – tipo motorista de ônibus, bancário e funcionário dos Correios – quando paralisa suas atividades não suspende atendimento. Isso é greve e prejudica a população.

Agora quando médico, que também é trabalhador – acima dos mortais naturalmente, suspende suas atividades - não faz greve, faz paralisação e não prejudica a população, apenas “surpreende pacientes”. Que beleza!

Os sindicatos e as associações de gente comum são tidos, nas páginas de muitos veículos de comunicação, como sinônimo de atraso e responsáveis por promover a baderna, o caos, de gerar prejuízo ao desenvolvimento do país.

Com os médicos, a situação é diferente. O sindicato e a associação ganham status privilegiado e são a fonte principal na manchete da publicação. Para cada trabalhador, conforme nossa imprensa, o enfoque que ele merece.

A categoria médica tem o direito de se organizar e reivindicar melhor remuneração pelos planos de saúde. É justo! Mas remuneração não! Isso é coisa de trabalhador comum. Médico reivindica reajuste de honorários.

Ah! então tá!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Personal killer mosquito

A epidemia de dengue em Londrina, neste ano, superou os números da epidemia de 2003, quando foram registrados, naquele ano, 7.352 casos da doença.

Londrina registra, segundo informações do Núcleo de Comunicação da prefeitura, 7.383 casos. Os dados são até 26 de setembro.

Mesmo com todas as ações do poder público, a dengue continua avançando e as informações divulgadas sobre a prevenção à doença parecem não dar resultado.

Por que?

Arrisco duas respostas, não necessariamente nesta ordem.


Primeiro, porque ninguém combate a dengue. Uma vez instalada, o paciente precisa de cuidados médicos e os medicamentos receitados são direcionados aos sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, "o tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea".

Então para evitar a doença, deve-se combater o mosquito que a transmite. Neste sentido, o foco das campanhas publicitárias deve ser a causa, ou seja, o transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

Segundo, as campanhas são necessárias, mas outras ações de responsabilização das pessoas devem ser tomadas para evitar a proliferação do agente transmissor da doença.

Os criadores de mosquito devem ser responsabilizados, se tiver multa - melhor ainda. Não há como educar adulto mal educado. Neste sentido, a conscientização espontânea tem limites claros.

O poder público envia agentes de endemias para matar mosquito na casa do cidadão e da cidadã, que percorrem os quintais caçando o Aedes.

Enquanto a população tiver um personal killer mosquito, quando ela vai assumir a sua responsabilidade?

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Trabalhadores e trabalhadores

R7 Notícias
“Greve dos bancários já prejudica população brasileira”

Jornal do Commercio
“Greve dos bancários prejudica os clientes“

Band News
“Greve nos bancos prejudica clientes em todo o país“

Folha.com
“Greve dos Correios prejudica negócios"

Jornal da Paraíba
“Greve bancária prejudica comércio”

Meio Norte.com
“Greve dos bancários prejudica Piauienses”

Bahia Notícias
“Greve dos Correios prejudica quem vende pela internet”

Por que trabalhadores da imprensa insistem - em notícias sobre greves - jogar a população contra os grevistas?

Sim, pode não parecer, mas jornalistas (repórteres, redatores e editores) - mesmo porta-vozes dos interesses midiáticos – são trabalhadores, muitas vezes mal remunerados, sem plano de cargos, carreira e salários e o piso da categoria – quando pago – é comemorado até pelo sindicato.

Alguns profissionais nas redações podem argumentar que o enfoque noticioso dos exemplos acima atende ao interesse público, já que afeta serviços à população, e que por isso é o fato principal e merece ser destaque na manchete.

Não merecem destaque os índices de reposição da inflação à categoria em greve?

Não merece destaque a busca por melhorias das condições de trabalho?

Não merecem destaque os direitos ao reajuste real dos salários?

Não merece destaque a exploração a que os trabalhadores estão submetidos?

Pois é! Quando a greve de trabalhadores “prejudica” a população, a população trabalhadora não quer reconhecer os direitos dos trabalhadores grevistas.

Neste cenário, surge outro fator: a imagem dos sindicatos, trabalhada também pela imprensa para ser sinônimo de atraso do desenvolvimento, no qual a rigidez das leis trabalhistas impede investimentos e blá, blá, blá...

Aí a população “prejudicada” sente-se no direito de atacar os trabalhadores (em greve) de serviços essenciais, inclusive para si mesma, sem se preocupar se as condições de trabalho são dignas e os salários justos.

Colocar a população contra grevistas é muito mais que escolher um enfoque para uma notícia, é construir sentidos e dividir a população.

Essa situação lembra o título do livro do jornalista Carlos Dorneles. “Deus é inocente, a imprensa não…”

sábado, 1 de outubro de 2011

Sobre o Judiciário e a transparência

O Executivo é fiscalizado por vários órgãos.
O Legislativo também.
Assim como o cidadão comum.
E quem investiga os crimes no Judiciário?
Quem pune juízes corruptos?

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), conforme descrição em sua página oficial na internet, diz que "é um órgão voltado à reformulação de quadros e meios no Judiciário, sobretudo no que diz respeito ao controle e à transparência administrativa e processual."
Simples assim.
O Judiciário brasileiro precisa de transparência e o CNJ deve continuar exercendo esse papel.

No entanto, o conselho pode perder seus poderes numa ação corporativa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB).
A associação ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando os poderes do CNJ.
"A razão de existir do CNJ não está no poder de vigiar os atos dos magistrados. Esse poder não existe."A defesa é do presidente da AMB, Nelson Calandra, em  nota divulgada à imprensa.
"A Magistratura brasileira é séria e apoia a investigação de quaisquer de seus atos, desde que em foro adequado."
Para Calandra, o foro adequado são as instâncias locais, como as corregedorias e o Ministério Público.

Na prática, nas instâncias locais, os juízes criminosos podem continuar impunes.
Muitas decisões de investigar juízes corruptos - como expedição de mandados de busca e apreensão - passam por juízes locais que também terão de julgar seus colegas acusados.
Neste cenário, a instância local é a mais adequada para decidir?

Retirar os poderes do CNJ é um retrocesso à transparência do Judiciário e um golpe duro à democracia.
Qual juiz teme o Conselho Nacional de Justiça?
A resposta parece óbvia.
Aquele que deve.
O conselho não ameaça a autonomia dos juízes nem interfere em sua atuação, desde que sejam sérios e responsáveis.