quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Liberdade de que mesmo?

"Esse véio só fala mierda, deve estar esclerosado, vai tomar o Viagra VÉio"
Em vez de argumentos, ataques pessoais.

"Não, foi uma Tra-ve-ca que saiu contigo e teve que te com...."

Em vez de fatos, calúnias.

"Só tenho 2 coisas a dizer: C/A/N/A/L/H/A, L/A/D/R/Ã/O"

Em vez de ideias, adjetivos.

"É Rafinha, tomou na bundinha."
Em vez de debate, baixaria.

"CARA DE PAU É O SÓCIO DO MARIDO DA WANESSA QUE FOI PARA UM MOTEL COM 3 TRAVESTIS JÁ ESTANDO CASADO E COM A ESPOSA GRÁVIDA E LIGA PRO DONO DA BANDEIRANTES EXIGINDO QUE O RAFINHA RESPEITE A INSTITUIÇÃO "FAMÍLIA"."

Em vez de liberdade de expressão, difamação.

O conteúdo entre aspas acima - se é que podemos classificar como conteúdo - não foi publicado em nenhum jornal sensacionalista jornalisticamente questionável.

São comentários publicados na Folha.com. Isso mesmo, a versão on-line de um jornal que tem décadas de estrada. Um jornal impresso pressupõe leitor acima da média do senso crítico; pressupõe um leitor com formação intelectual acima da média. Pressupostos. Muitos provam exatamente o contrário.

E o pior é que a publicação tem moderação de comentários. Se você escreve corrupto, automaticamente seu comentário é bloqueado e - dependendo do humor dos censores - digo, dos moderadores - é liberado mais tarde.

E olhe que a publicação é uma "árdua defensora" da liberdade de expressão. Claro, da liberdade de expressão dela escrever o que quer e como quer.

No entanto, se você escreve c.o.r.r.u.p.t.o, tudo bem, o comentário é liberado e o problema passa a ser do acusado. Que se vire para provar que é inocente, se for o caso.

"O comentário não representa a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem"

 
Se a opinião do internauta fere a legislação e se caracteriza como delito, o mesmo é responsável por isso, mas o jornal é responsável por publicar a opinião delituosa e não pode se isentar. Simples assim.

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