quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Personal killer mosquito

A epidemia de dengue em Londrina, neste ano, superou os números da epidemia de 2003, quando foram registrados, naquele ano, 7.352 casos da doença.

Londrina registra, segundo informações do Núcleo de Comunicação da prefeitura, 7.383 casos. Os dados são até 26 de setembro.

Mesmo com todas as ações do poder público, a dengue continua avançando e as informações divulgadas sobre a prevenção à doença parecem não dar resultado.

Por que?

Arrisco duas respostas, não necessariamente nesta ordem.


Primeiro, porque ninguém combate a dengue. Uma vez instalada, o paciente precisa de cuidados médicos e os medicamentos receitados são direcionados aos sintomas.

Segundo o Ministério da Saúde, "o tratamento da dengue é de suporte, ou seja, alívio dos sintomas, reposição de líquidos perdidos e manutenção da atividade sangüínea".

Então para evitar a doença, deve-se combater o mosquito que a transmite. Neste sentido, o foco das campanhas publicitárias deve ser a causa, ou seja, o transmissor da dengue, o Aedes aegypti.

Segundo, as campanhas são necessárias, mas outras ações de responsabilização das pessoas devem ser tomadas para evitar a proliferação do agente transmissor da doença.

Os criadores de mosquito devem ser responsabilizados, se tiver multa - melhor ainda. Não há como educar adulto mal educado. Neste sentido, a conscientização espontânea tem limites claros.

O poder público envia agentes de endemias para matar mosquito na casa do cidadão e da cidadã, que percorrem os quintais caçando o Aedes.

Enquanto a população tiver um personal killer mosquito, quando ela vai assumir a sua responsabilidade?

Nenhum comentário: