sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Livre mesmo?

Quando o assunto é marco regulatório para os meios de comunicação, o senso comum da direita ataca a esquerda acusando-a de censora.
O senso comum da esquerda ataca a direita acusando-a de manter relações carnais com o mercado.

Muitos defendem a liberdade dos meios de comunicação.

Liberdade para que mesmo? 

Para mostrar suposto estupro ao vivo?

Para entrevistar, ao vivo, num programa de auditório um sequestrador, interferindo no processo de negociação da polícia para libertar a refém?
Para exibir entrevistas falsas com supostos criminosos do PCC ameaçando autoridades e celebridades?
Para publicar imagens de cadáveres vilipendiados em cemitérios?
Para exibir corpo de ditador morto enforcado com a corda ainda no pescoço?

A informação deve ser maior que o espetáculo.

E enquanto muitos alegam ter veículos de comunicação livres, esses mesmos veículos:

-escondem os crimes dos políticos dos partidos apoiados pela organização.

-exaltam os crimes dos políticos dos partidos adversários da organização. 
-exaltam músicas com letras vulgares em horário de maior audiência, quando escondem a produção cultural regional.
-ignoram a produção cultural independente.

Tudo em nome da audiência.

Controle é diferente de censura.
Censura impede a veiculação e a divulgação.
Controle estabelece regras punindo os excessos dos veículos de comunicação depois de terem sido divulgados e se caracterizarem violação à legislação.

De que veículos de comunicação livres estamos falando mesmo?

O Deus-Estado quando controla os veículos de comunicação, sempre usa em seu favor.
O Deus-Mercado quando controla os veículos de comunicação, sempre usa em seu favor.
Quem perde é o cidadão.

Quem deve mandar na programação dos meios de comunicação é o expectador a partir da regulamentação prevista na Constituição Federal.

Participação popular já!
Alguém pode dizer que a participação popular não tem qualidade.
Então qualifiquemos.
A democracia precisa de veículos de comunicação livres.
Ser livre do estado, mas atrelado carnalmente ao mercado não é liberdade.
Ser livre do mercado, mas atrelado carnalmente ao estado não é liberdade.
Quem perde é o cidadão.

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