terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Punição premiada

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) puniu o desembargador Roberto Wider, acusado de favorecer lobista em decisões judiciais.
Segundo o G1, a punição foi de lavada: 12 votos contra 2. 
Roberto Wider é ex-corregedor-geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).
E a punição?
Aposentadoria compulsória.
Isso mesmo.
O desembargador, acusado de favorecer lobistas em decisões judiciais, vai ser aposentado e vai pescar, tudo pago com dinheiro do contribuinte.

"A conduta do magistrado foi incorreta, mas não consiste em falta tão grave ao ponto de justificar sua aposentadoria compulsória ou sua disponibilidade. E ele está afastado há um ano e sete meses. A pena correta aqui seria a de censura, mas essa pena só pode ser aplicada a juiz de primeiro grau", afirmou o conselheiro Tourinho Neto, ao G1.


Censura, conselheiro nacional de justiça?
Conduta incorreta que não é "falta tão grave"?
Aposentadoria e censura não são punição.
São prêmios por conduta incorreta.

Em que pese a necessidade de atuação do CNJ, essa punição é, no mínimo, um tapa na cara do brasileiro.
Punição mesmo, recebeu Wagner Colombo, de 31 anos, condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, em novembro do ano passado, a um ano e meio de prisão por ter roubado quatro latas de atum.

Viu, cidadão?
Atum dá cadeia.
Ser comparsa de lobista, não.
Mas ainda bem que no Brasil todos são iguais perante a lei.

Nenhum comentário: