sábado, 3 de novembro de 2012

Brasil 2º turno, algumas considerações

O julgamento da Ação Penal 470, o mensalão do PT, não surtiu o efeito que a oposição ao governo e ao ex-presidente Lula, a grande imprensa e, até mesmo, os supremos queriam que tivesse.

O PSDB/DEM perdeu votos, prefeitos e vereadores. O PT ganhou votos, prefeitos e vereadores. O PSB de Eduardo Campos desponta no cenário nacional como nome viável para 2014.

Todas essas avaliações já foram exaustivamente feitas, seja por articulistas ligados à direita conservadora, sejam por articulistas da imprensa que passeia pela blogosfera.

Sobre as eleições 2012, o que vale a pena analisar - ainda - é a repercussão do resultado segundo o eleitor, seja o voto militante, o voto ideológico, o voto consciente ou o inconsciente.

Sai eleição, entra eleição, uma coisa chama a atenção. O preconceito destilado por alguns segmentos para desqualificar o voto dos vencedores - e até mesmo dos perdedores.  Arrisco algumas considerações.

1) Grande parcela de cidades variadas - composta, principalmente pelas classes médias e alta - ataca votos no PT e acusam o partido de financiar programas de compra de votos: o Bolsa Família, o Prouni, etc. Muitos acusam o pobre de votar por interesse. Engraçado! A elite (e a classe média acha que faz parte dela) sempre votou desse jeito e, agora, reclama porque o pobre aprendeu a mesma fórmula.

2) As redes sociais são o palco virtual para o espetáculo do preconceito. Muitos se acham mais qualificado para votar que os outros. E quando não vencem, não se intimidam, rogando pragas à cidade onde mora porque venceu o grupo adversário, como se isso não afetasse a todos.

3) Publicar, curtir, compartilhar... são atitudes inocentes. Nem sempre. Publicar, curtir e compartilhar mentiras, acusações falsas e calúnias são atitudes de mentirosos e caluniadores. E isso não é coisa de gente inocente. 

4) A desqualificação dos votos do outro mostra que quem desqualifica não sabe lidar com o processo eleitoral. Perder e ganhar são consequências irmãs e filhas da mesma urna eletrônica.

5) O eleitor precisa amadurecer o processo eleitoral. Respeitar o resultado das urnas é um sinal. De amadurecimento político. De convivência democrática. De respeito aos atores eleitorais. Neste processo, o eleitor tem uma grande responsabilidade, muito maior do que ele próprio imagina.

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