quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A indicação cirúrgica

Ele faz acompanhamento com um cardiologista clínico desde 2006. O acompanhamento consiste em realizar periodicamente um ecocardiograma para verificar a situação valvar. Se aumentar a condição do prolapso, é bisturi e serra na certa.

Passa 2006. Entra 2007, que também vai embora. O mesmo com 2008. A situação está sob controle. Vem 2009. Vai 2009. Prolapso comportado. A frouxidão ainda não aumentou a ponto de uma indicação cirúrgica. 2010 entra. 2010 sai. 2011 preocupa o cardiologista. 

__Acredito que teremos que fazer a cirurgia mais cedo que imaginávamos.
__Tudo bem, se tiver que fazer, vamos em frente.

De 2012 não passa.

__Teremos de abrir.
__Como vai ser?    
__Dependendo da condição da sua válvula, pode ser feita uma plástica nela mesma ou trocar por uma biológica ou uma metálica.
__Qual a diferença?
__A biológica não tem rejeição enquanto que a metálica - que é para o resto da vida - exige anticoagulante também para o resto da vida.

A válvula biológica é feita de material porcino. Eita! mais uma expressão sofisticada. Desta vez para material suíno. Isso mesmo, a válvula é feita de material extraído do porco. 

Ainda bem que a família dele é palmeirense e, por tradição, ele tem grande simpatia pela porcada, mesmo na série B. Os médicos garantem que a prótese porcina é de material classe A, ou seja, de elite, mesmo com o porco rebaixado. 

Realizar uma plástica na válvula ou trocá-la? A resposta virá somente quando abrir o coração. Literalmente. É no momento da cirurgia que a equipe vai optar pelo procedimento mais adequado.

Ele vai consultar o cirurgião que confirma o diagnóstico.

__É caso mesmo para a cirurgia. 
__O que o senhor indica? Válvula biológica ou metálica?
__Eu indico a biológica. Se fosse em mim, eu colocaria a biológica. 

Fim de consulta.

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