domingo, 3 de fevereiro de 2013

Receptivos e barulhentos

Nos meus mais de 12 anos de sala de aula, posso garantir que não existem duas turmas iguais. Cada turma é peculiar. Cada turma tem suas qualidades e, claro, seus defeitos. Cada turma imprime sua marca nos professores, na universidade.

Mesmo que duas turmas não sejam iguais, permito-me a comparar as turmas que se formam em janeiro de 2013, tanto matutino quanto noturno. Nesta comparação, destaco duas características comuns a ambas.

Primeiro, a receptividade. Alunos que foram da manhã para a noite, alunos que foram da noite para a manhã. Alunos de outras universidades bem integrados. Até parece que prestaram o mesmo vestibular.

E essa receptividade ainda se reflete nos projetos de pesquisa, de extensão e de ensino. Projetos abraçados com determinação. Tanto que é das duas turmas, alguns dos mais importantes prêmios que o curso de Jornalismo da Unopar recebeu.

Muitos alunos saem da universidade empregados e com a carreira profissional delineada. Isso não é pouco. E aqui, o destaque é para a segunda característica em comum: o barulho.

São alunos barulhentos. Quando o professor aborda o conteúdo. Quando emitem uma opinião. Quando não concordam com o docente ou com o colega da sala. Quando protestam. Quando passam pelo corredor. Quando vão à coordenação.

E jovens devem – mesmo – ser barulhentos. Com responsabilidade. Quando o barulho da sala de aula se expande para o mercado em forma de notícias que apontam as irregularidades da vida em busca de justiça, a universidade cumpriu o seu papel, contribuiu para a formação de profissionais comprometidos.

Portanto, alunos de janeiro 2013, continuem barulhentos. Façam muito barulho contra as injustiças pelas quais vocês verão como jornalistas profissionais. Não sejam coniventes. O silêncio diante da injustiça costuma fazer um barulho ainda maior em nossas consciências.
  
Texto dedicado aos fomandos de Jornalismo da Unopar, janeiro de 2013.

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