quarta-feira, 20 de março de 2013

Pingolim e perereca pública

Mais um ator global reclama que fotos dele pelado foram roubadas de seu computador por um hacker que teria tentado chantageá-lo. As fotos cairiam na rede se ele não pagasse. Murilo Rosa, atualmente na novela “Salve Jorge”, foi à polícia que combate crimes cibernéticos registrar a queixa. As imagens acabaram na internet com o ator exibindo o pingolim.

Esse é o segundo episódio envolvendo atores da Globo em curto espaço de tempo. Ano passado, foram as fotos peladas da atriz Carolina Dieckmam que vazaram porque um hacker roubou as imagens. Ela registrou queixa, o caso ganhou repercussão. E a foto da atriz e sua perereca? Foram parar na internet.

Esses dois casos são emblemáticos e revelam algumas situações pertinentes para análise. Primeiro. Os casos ganharam repercussão, inclusive em telejornais da Rede Globo e outros veículos. O noticiário, além de dar mais fama aos atores, ajuda a alavancar a programação da própria emissora. É o jornalismo a serviço do que mesmo?

Segundo. É intrigante o fato de atores fazerem imagens “íntimas” de seus pingolins e pererecas que, na sociedade das celebridades, acabam virando objetos públicos. Isso é mais consequência do que causa. O vazamento das imagens, mesmo sendo crime, ocorre porque a imagem está pronta em algum computador à espera de um hacker.

Terceiro. A repercussão ajuda a Polícia a resolver os casos. Os “ladrões” das fotos peladas da Carolina Dieckman foram presos. Olha! quanta eficiência dos órgãos públicos para prender larápios de imagens de pingolins e pererecas famosas. O estado não mostra a mesma eficiência em casos mais graves como assassinatos, visto que o índice de casos não resolvidos é altíssimo.

Isso tudo ocorre por causa da erotização, potencializada pelos veículos de comunicação. A erotização está vinculada aos egos de cada um. Os 15 minutos de fama são perseguidos freneticamente por uma legião de candidatos à celebridade. E mesmo os que já gozam desse status procuram uma forma para aumentar seus 15 minutos. Afinal quem não é visto, não é lembrado.

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