quarta-feira, 10 de abril de 2013

Dois joaquins e dois barbosas

Joaquim Barbosa foi aplaudido quando relatou o caso do Mensalão em julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), contra petistas e aliados, virou adesivo de carro e foi chamado de herói.

Joaquim Barbosa foi aplaudido quando tratou com grosseria, no julgamento do mensalão, o ministro Ricardo Lewandowski que deu interpretação diferente da sua aos autos do processo.

Joaquim Barbosa foi aplaudido quando tratou com grosseria, no julgamento do mensalão, advogados de petistas e aliados.

Joaquim Barbosa foi aplaudido e virou a “Personalidade do Ano”, em 2012, com o Prêmio Faz Diferença, oferecido pelo jornal O Globo.

Joaquim Barbosa é criticado por ter mandado jornalista do jornal O Estado de São Paulo chafurdar no lixo.

Joaquim Barbosa é criticado por representantes de associações de juízes por ter declarado que Tribunais Regionais Federais serão criados em resorts e praias.

Joaquim Barbosa é criticado por representantes de associações de juízes, em audiência no STF, na qual os magistrados afirmaram que Barbosa foi desrespeitoso e grosseiro.

Joaquim Barbosa é criticado por senadores por ter afirmado que a criação de Tribunais Regionais Federais foi feita na “surdina" e de forma "sorrateira”, mesmo em tramitação no Congresso Nacional há mais de 10 anos.

“A história do Supremo Tribunal Federal contempla grandes presidentes e o futuro há de corrigir os erros presentes.” A afirmação é das entidades que congregam magistrados brasileiros em nota. Para esses, a eleição de Joaquim Barbosa como presidente do STF foi um erro?

Muitos que aplaudiram Joaquim Barbosa agora o criticam por ele ser o que sempre foi. Rigoroso ou autoritário? Rígido ou grosseiro? Para alguns há dois joaquins e dois barbosas. O herói do mensalão virou vilão. Joaquim Barbosa, o primeiro negro a presidir o STF, deixou de ser útil? 

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