terça-feira, 11 de junho de 2013

Aprendizado diário


União. Contrato. Matrimônio. Enlace. Parceria. Casamento. O que está em jogo não é o nome, não é uma expressão linguística. Isso é o que menos importa. Importa mais a construção da convivência a dois. Avançar. Retroceder. Dar. Receber.  

Um casal é feito de expectativas individuais e coletivas. Individuais são as vontades de cada um. As coletivas são as dos filhos e dos parentes. E sem transparência, a interferência excessiva pode levar a relação, primeiro à concordata e, por fim, à falência. O the end, neste caso, costuma ser traumático.

Qual a receita para um relacionamento duradouro? Se existisse um manual com todas as respostas definitivas, não haveria divórcio, mas a chave pode estar num único sentimento: querer que seja duradouro. É o primeiro passo para que as coisas não sejam tão efêmeras e a relação se consolide.

Todos sabem que, no início, o fogo brota em qualquer cômodo. Na sala. Na cozinha. No quarto. No corredor. Fora da casa. Qualquer coisa é pretexto. Um cheiro. Uma roupa ou a ausência dela. Um gesto. Um olhar. A sintonia é imediata. Os reflexos, muitas vezes, automáticos.

E, com o passar do tempo, o fogo acaba? Não! Ele se transforma. A quantidade é substituída pela qualidade. A impulsividade é trocada pela serenidade. O ímpeto pela suavidade. Ao desejo, deve ser adicionado o cuidado. Não há relação que sobreviva se um não cuidar do outro.

A rotina é uma das armadilhas mais perigosas para a duração de um relacionamento. As atribuições domésticas rotineiras. As contas que não fecham usualmente. As vontades de um suplantadas pelas do outro periodicamente. Por isso, ao repertório do casal uma chave deve abrir os problemas de sempre: negociação. Devem ser negociadas as atribuições domésticas; as partes de cada um nas contas; as vontades a serem supridas. 

Hoje – 11 de junho – Reinaldo e Marlene – Marlene e Reinaldo – completam 18 anos de u
nião, de contrato, de matrimônio, de enlace, de parceria, de casamento. A maioridade da relação do casal é composta por diálogos e monólogos; brigas e reconciliações; sussurros e gritos. Não há uma fórmula secreta. Não há receita infalível. E os pontos positivos são muitos. 

Os negativos também existem e não são negligenciados, não são empurrados para trás da estante. São evidenciados porque – quando desmascarados – perdem força, deixam de ser importantes. A vida segue e Marlene e Reinaldo – Reinaldo e Marlene, mesmo depois de 18 anos, sabem que a convivência é um aprendizado diário.

3 comentários:

Renata Cabrera disse...

"Um cheiro. Uma roupa ou a ausência dela. Um gesto. Um olhar." Então isso passa? Ufa! rsrsrs Lindo texto, Rei. Parabéns aos pombinhos; hoje, muito mais serenos.

Ana Paula Corrêa disse...

Parabéns ao casal e pelo belo texto, que é tão verdadeiro!

Vanuza Fernandes disse...

Lindo texto Rei, felicidades pra vcs!!! Não tem receita mesmo, ou melhor dizer, cada um tem a sua. Amanhã eu também comemoro aniversário de noivado... 15 aninhos com a "argolinha" no dedo!!! bjos pra vcs...