quinta-feira, 27 de junho de 2013

Ruas soberanas

No começo era a redução da tarifa do transporte coletivo em São Paulo.
As bombas de efeito moral e os cassetetes da PM paulista fizeram as manifestações crescer para o Brasil todo.
O gigante acordou.
As redes sociais viraram arma.
Rusgas entre simpatizantes.
Brigas entre adversários.
Amizades virtuais desfeitas.
Amizades reais abaladas.

O país tem pressa.
Quer mudança.
As manifestações aumentam e varrem o solo brasileiro.
De um lado, uma multidão pacífica pede de tudo.
De outro, uma minoria instrumentalizada quebra, depreda e incendeia.
Povo exaltado.
Governos temerários
Políticos acuados.
Formadores de opinião sem opinião.

As ruas são ouvidas.
Tarifas reduzidas.
PEC 037 derrubada.
Corrupção vira crime hediondo.
A presidente Dilma propõe Reforma Política.
Quer plebiscito.
A oposição reage.
Para uns, a proposta é complexa demais.
Para outros, populismo.
Não atender as ruas é omissão.
Atender é populismo.

Política se faz fazendo política.
Governo é governo e oposição é oposição.
Quem quer realmente mudanças?
As ruas são soberanas.
As ruas devem decidir.
As ruas devem reformar.
Que as ruas não deixem o gigante voltar a dormir.

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