sábado, 31 de agosto de 2013

Cachorro louco

Em agosto, um ataque matou 1.429 civis na Síria, sendo 426 crianças. O presidente dos EUA, Barack Obama, afirma - categoricamente - que o governo da Síria usou armas químicas contra os civis. Obama está pronto para atacar aquele país hoje, a exemplo do que fez, 10 anos atrás, o presidente George W. Bush, quando invadiu o Iraque sob o pretexto de buscar armas de destruição em massa.

Em agosto, na Rússia, grupos neonazistas humilharam, agrediram homossexuais, gravaram as cenas e publicaram na internet. Os casos de violência contra gays aumentam na medida em que são aprovadas no país leis que punem os homossexuais por causa da sua sexualidade.

Em agosto, o diplomata brasileiro Eduardo Saboia preparou a fuga, da embaixada brasileira em La Paz, do senador boliviano Roger Pinto Molina, condenado pela justiça da Bolívia, e acusado de mais de 20 crimes. O diplomata comparou a embaixada do Brasil ao Doi-Codi.

Em agosto, o Congresso Nacional não cassou o mandato do deputado Natal Donadon, condenado a 13 anos de prisão, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), por peculato e formação de quadrilha. O deputado condenado cumpre pena no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília (DF).

Em agosto, a elite brasileira mostrou novamente a sua cara, desqualificando o “Programa Mais Médicos” do governo federal e, portanto, detonando o Sistema Único de Saúde (SUS). Parte da sociedade não quer que o sistema público de saúde do Brasil dê certo.

Em agosto, médicos branquelos (ui, discriminei agora!) vaiaram e chamaram médicos cubanos de escravos. O presidente do Sindicato dos Médicos do Ceará (SimeC), José Maria Pontes, que liderou os protestos, disse que o xingamento contra os poriffisonais cubanos  não foi pejorativo.

Em agosto, em Londrina (PR), o maquiador Diego Ramos Quirino matou a própria mãe Ariadne dos Anjos; a líder do movimento negro e mãe de santo Vilma Santos de Oliveira, a Yá Mukumky; Allial dos Santos e Olivia Santos de Oliveira, respectivamente mãe e neta da líder Mukumby. A Promotoria Pública, na denúncia, sustenta que houve intolerância religiosa no assassinato.  

Depois de tudo isso e muito mais, ainda existe gente que acredita que, em agosto, o cachorro é que é louco.

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