terça-feira, 3 de setembro de 2013

Ditadores e arrogantes

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirma que a intervenção (nome bonito para ataque bélico) na Síria será limitada. O senhor das guerras, como é de praxe ao figurino dos presidentes made in USA, quer uma guerra cirúrgica. Deve ser igual à cirurgia feita pelos mesmos Estados Unidos no Afeganistão e no Iraque. Essa intervenção teve complicações e a infecção generalizou-se.

Somente a guerra no Iraque, com dados de março deste ano, já matou mais de 174 mil pessoas, sendo entre 112 mil e 122 mil civis. Os dados são do Iraq Body Count (IBC), entidade que reúne voluntários ingleses e americanos e que registra mortes de civis, resultantes da ação militar americana.

Não existe guerra limpa e esse negócio de intervenção militar cirúrgica lembra uma mulher meio grávida; uma menina meio virgem, ou seja, isso não existe. Falar em ação militar cirúrgica ou guerra limpa é vender uma imagem para que o ocidente a compre sem muitos questionamentos, tão ao gosto do governo americano que pune quem vaza documentos de crimes em vez de castigar os criminosos.

Até pouco tempo atrás, Bashar al-Assad era conhecido como presidente da Síria. Agora passa a ser ditador para os países do ocidente, aqueles que arrotam democracia depois de mastigar violência em território alheio. Um dos possíveis significados, na Língua Portuguesa, para ditador é “indivíduo arrogante que pretende impor aos demais a sua vontade”.

Impor a própria vontade é o que não falta a Assad, que o faz esmagando seu próprio povo. E também não falta vontade - para impor a própria vontade - a Obama, que insiste em controlar organismos internacionais para referendar a sua posição. Nessa história não existe herói e os vilões são mais ameaçadores do que gostaríamos.

Um comentário:

Crônicas da Dulce Mazer disse...

Definitivamente, fizemos a mesma "escola"!