quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Eu te amo meu Brasil, mas foi um erro!

Apoiamos editorialmente a Revolução de 1964, mas reconhecemos que foi um erro.
Os grandes veículos de comunicação, como Estadão, Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Correio da Manhã, também apoiaram.
Não podíamos nos manter indiferentes àquele momento.

"Eu te amo meu Brasil, eu te amo"

Era a revolução dos militares contra a revolução dos comunistas.
Jango era um perigo à democracia e aos brasileiros.
Não podíamos deixar que o Brasil se alinhasse aos comunistas da União Soviética, aos de Cuba e aos do leste europeu.
Isso justificou o nosso apoio editorial naquele momento histórico.
Apoio imprescindível para garantir o desenvolvimento do país.

Meu coração é verde, amarelo, branco, azul anil"

Mas foi um erro.
Tubo bem, um erro editorial que ajudou a nossa organização a crescer.
Um erro editorial que ajudou a nossa organização a concentrar.
Nos tornamos um gigante com o apoio editorial à Revolução de 1964, que – agora – reconhecemos ter sido um golpe.
A violência praticada pelos governos militares foi um efeito colateral necessário para conter o avanço da onda comunista.
A censura praticada pelo regime militar também foi um efeito colateral.
A tortura militar – que para Lobão arrancou umas unhazinhas – é outro efeito colateral.

"Eu te amo meu Brasil, eu te amo"

Precisávamos urgentemente deter a ditadura do proletariado, um câncer ao desenvolvimento do nosso país.
Precisávamos manter um Brasil longe dos comunistas.

"Ninguém segura a juventude do Brasil”

Crescemos.
Aproveitamos a relação amistosa do Roberto com os generais.
Prosperamos.
Concentramos.

Mas reconhecemos que foi um erro o nosso apoio editorial.



Nenhum comentário: