sábado, 30 de novembro de 2013

Renascimento

Receita de sucesso

Ingredientes
- Consumidores consumistas.
- Empresários gananciosos.
- Jornalismo que atua como publicidade.

Modo de preparo 1
Junte os consumidores consumistas num ambiente de consumo com empresários gananciosos, que anunciam para uma super-hiper-mega promoção. Esses empresários majoram os preços para vender com os mesmos praticados fora da promoção. 

Modo de preparo 2
Leve ao jornalismo. Faça reportagens de TV, de rádio, de impresso e de internet que funcionam como publicidade para a super-hiper-mega promoção. O roteiro é o mesmo: descontos enormes, gente empilhada em lojas, sentada em produtos e pronta para descer o braço em quem ameaçar pegar a TV, o micro-ondas ou aquele outro objeto que a gente não sabe o nome, nem as funções e que nem vai usar. 

Servir
Está pronto. Sirva como Black Friday. No Brasil já foi apelidado de Black Fraude. Sirva-se à vontade!

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Ministro ou coronel?

Joaquim Barbosa, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), é acusado de pressionar para substituir o juiz da Vara de Execuções Penais de Brasília, Ademar Silva de Vasconcelos, por Bruno André da Silva Ribeiro. Este é filho de um ex-deputado do PSDB. Mero detalhe? Trata-se do processo que executa as penas dos petistas presos na operação espetaculosa de 15 de novembro para prender nomes de dirigentes históricos do PT, entre eles os dois josés: o Dirceu e o Genoíno. 

A troca de juízes da Vara de Execuções Penais de Brasília é repudiada pela Associação de Juízes para a Democracia (AJD). Em nota, a presidente da entidade, Kenarik Boujikian, afirma que é “inaceitável a subtração de jurisdição depositada em um magistrado ou a realização de qualquer manobra para que um processo seja julgado por este ou aquele juiz”. Ela ainda tasca com todas as letras. “O povo não aceita mais o coronelismo no Judiciário.” Para a AJD, Joaquim Barbosa age, portanto, como um coronel.

Na prisão dos josés petistas, Joaquim Barbosa foi criticado por ter mandado para regime fechado, condenados a regime semiaberto, o que afrontaria a legislação brasileira. Além disso, os presos foram levados para Brasília num voo vistoso quando, pela lei, os condenados deveriam cumprir o semiaberto em seus estados de origem. 

Além de relator do processo do julgamento do mensalão, o ministro preside o STF agora e comanda o julgamento de todos os recursos impetrados pela defesa dos condenados. Isso quando não decide monocraticamente, como na decretação da prisão de Dirceu e Genoíno, passando por cima do plenário do STF.

Para quem acompanha o julgamento do mensalão e seus desdobramentos não é novidade a megalomania do presidente do STF, que parece agir do jeito que age, menos por justiça e mais por poder. Joaquim Barbosa parece lutar contra um complexo de rejeição que abate muitos que vieram de baixo e que lutam cotidianamente para se afirmar. Afinal, também não é novidade, que ele se tornou o primeiro negro no STF porque o então presidente Lula quis assim. 

Sobre Joaquim Barbosa repousam acusações e questionamentos. Por exemplo, o de instalar um inquérito, o 2474, para colher provas relacionadas ao processo do mensalão, mesmo depois deste ter sido acatado pelo STF. O próprio ministro decretou segredo de justiça para o 2474, que conteria documentos que inocentariam acusados que acabaram condenados no julgamento do mensalão.

Joaquim Barbosa é acusado de criar uma empresa, quando a legislação proíbe, para comprar um imóvel em Miami e, assim, pagar menos imposto na operação internacional. Joaquim Barbosa recebeu benefícios atrasados de quando atuava como promotor público. A operação não é ilegal, mas é contestada na área. O pagamento fica no terreno pantanoso da legalidade e da moralidade, aquela discussão que costuma fazer salivar a sociedade inteira quando se trata dos políticos. 

Joaquim Barbosa recebeu salário da Universidade Estadual do Rio de Janeiro mesmo estando no supremo já como ministro. O jornalista Miguel do Rosário publicou documentos que mostram que o ministro continua ativo na folha de pagamento da universidade. A partir de 2008, conforme Rosário, “o reitor da UERJ lhe oferece uma invejável situação: passar a receber salários e benefícios mesmo sem dar aulas ou fazer pesquisas.”

O STF mandou pagar a reforma de um banheiro na residência oficial do ministro, em Brasília, no valor de R$ 90 mil. Reforma em residência oficial não é problema, mas para quem ataca o que os políticos fazem de pior, Joaquim Barbosa deveria dar o exemplo.

Com a imprensa, Joaquim Barbosa age como deus e o diabo. Com jornalista amistoso, é deus e manda pagar com recursos públicos a viagem para que o repórter cubra sua estadia em Costa Rica.  Trata-se de uma jornalista do jornal 

Já para os jornalistas que fazem perguntas das quais o ministro não gosta, ele é o diabo. Joaquim Barbosa desce do pedestal e taxa o perguntador incômodo de “palhaço” e o manda “chafurdar no lixo”. O episódio, nada digno de um presidente do STF, acometeu um repórter do Estadão.

Autoritário ou rigoroso? Excêntrico ou peculiar? Justo ou injusto? Joaquim Barbosa, presidente do STF, age mais como ministro da justiça ou coronel?

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Outra Carta para Deus

Senhor há algumas semanas escrevi para o senhor uma Carta (pode ser lida aqui novamente, caso tenha um tempinho) na qual eu demostrava minha decepção com a sua obra. O ser humano, eita! Senhor, anda aprontando demais. Mortes, assaltos, estupros, enfim... um rol de atrocidades capaz de atormentar qualquer cidadão de bem.

E eles existem Senhor. O cidadão do bem. São pessoas que fazem o seu melhor e não olham para quem. Depois que escrevi aquela carta senhor, vi uma reportagem que, em Pernambuco, umas câmeras montadas no Recife para captar problemas, têm registrado o que ficou conhecido como “flagrantes do bem”. Gente comum que ajuda velhinhos e pessoas com deficiência a atravessar a rua; cidadão anônimo que socorre quem se acidenta no trânsito. Coisa bonita de se ver.

Outro exemplo bonito eu li no jornal, um casal que não podia gerar filhos fez uma opção de extremo desapego e amor ao próximo. Eles se candidataram a pais sociais num abrigo mantido com recursos públicos. Tanto o pai quanto a mãe ajudam na casa que tem mais de 10 crianças de todos os tamanhos. A relação deles é muito linda Senhor. Com tantos filhos precisando de pais, esse casal deu um exemplo para o mundo todo.

Senhor, é muito fácil amar quem é igual à gente, mas como é difícil amar e pedir o bem de gente diferente de nós! Pior ainda quando se trata de bandido. Por isso, acho que o trabalho que as pessoas da Pastoral Carcerária fazem é excepcional. Lutar pelos direitos de quem está jogado no fundo de uma cela cheia não é para qualquer um Senhor. Tem que amar o próximo mesmo. E muito. Isso é inspirador. 

Senhor, na semana passada eu estava de carro na marginal de uma rodovia e, mesmo o tanque marcando, acabou minha gasolina. Estava escuro, meu celular sem bateria. E ainda ameaçava um temporal. O Senhor não vai acreditar, mas passou um motoqueiro e perguntou se eu precisava de ajuda. Claro que precisava, né Senhor.

Não é que o motoqueiro foi até um posto uns três km à frente e me trouxe dois litros de gasolina! Quis pagar a ajuda, mas ele não aceitou e disse para eu seguir o meu caminho em paz. Só pode ser um anjo andando de motocicleta Senhor! Quem, hoje em dia, para no escuro ameaçando um temporal e oferece ajuda sem pedir nada em troca?

Senhor, eu disse na outra Carta que estava difícil manter a fé na humanidade, que era muita desgraceira e que isso desacorçoa. Lembra que eu pedi para o Senhor continuar nutrindo-me de fé? Então, quero dizer que o Senhor atendeu o meu pedido. Esses exemplos são para mostrar que é preciso ter fé na humanidade. A sua obra vale a pena, Senhor.

Outro forte abraço!

domingo, 17 de novembro de 2013

Inquietudes (188) do Rei

Para alguns partidos e seus militantes, ser revolucionário é apenar ser do contra. Assim sendo, muitas vezes, engordam os discursos da direita conservadora. E não admitem. Conheço alguns revolucionários que não querem ser gestor. Ser oposição é sempre mais fácil.

sábado, 16 de novembro de 2013

Inquietudes (187) do Rei

Se dizem que comércio fechado por causa de feriado é ruim para o empregador, para mim é bom porque sou trabalhador.

Se dizem que as leis trabalhistas devem ser flexibilizadas porque é bom para o empregador, para mim é ruim porque sou trabalhador.

Se dizem que feriado e excesso de leis trabalhistas atrapalham a geração de empregos, quero - antes de tudo - discutir a qualidade do emprego. 

E qualidade passa pelo valor do salário e pela estrutura. 
Sou trabalhador e não empregador. Vendo minha força de trabalho e não minha consciência.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Carta para Deus

Senhor, eu creio na humanidade, mas anda cada vez mais difícil manter essa crença. Sua obra anda cometendo muitos crimes, Senhor! Crimes que vão dos mais simples aos terrivelmente hediondos. O dicionário da Língua Portuguesa aceita “benevolência” como um dos significados para humanidade, mas Senhor, o ser humano anda pouco benevolente, pouco bondoso.

É pai matando filho. Filho matando pais. Famílias destruídas.  A tiros. A facadas. A pauladas. Muitos roubam e matam o outro por nada! Um tênis. Vinte reais. Um boné. Um carro. Por nada. O bem material vale mais que a vida. Que humanidade faz isso Senhor? Até quem fala em seu nome Senhor pratica a maldade. Pastor que usa o dinheiro do fiel em benefício próprio; outro que transa com as fieis e diz que é sagrado! Padre pedófilo que fere a consciência da infância e arcebispo que responsabiliza a criança pela pedofilia.

Em pleno século 21 Senhor, ainda temos trabalho escravo. Uma barbárie. Por exemplo, muitos haitianos estão em condição de escravidão em abatedouros do Brasil inteiro. Muitos empresários além de não cumprir as suas obrigações trabalhistas, aproveitam-se da desgraça que se abateu sobre o Haiti para aproveitar da mão de obra; assim como muitos empresários o fazem com os bolivianos. O Senhor leu as notícias de trabalho escravo em fábricas de roupa de grife no estado de São Paulo?

E a prostituição infantil? De norte a sul do país, meninas e meninos – crianças Senhor! – vendem o corpo por uns míseros trocados. É até compreensível que essas crianças façam isso para matar a própria fome, mas Senhor, um adulto praticar sexo com uma criança!  Uma mãe ou um pai colocar obrigar o filho a fazer sexo por dinheiro?  Isso definitivamente não é Deus, ou melhor, não é do Senhor. 

A corrupção desvia bilhões de recursos públicos que poderiam melhorar a saúde, a educação do Brasil todo! Esses escândalos não escandalizam mais Senhor. É mensalão petista. É mensalão tucano. É mensalão do DEM. É tremsalão. É propinoduto. É máfia dos fiscais. Senhor, onde vão parar esses recursos públicos? E não são apenas os políticos com mandato. Fiscais nas prefeituras, nos estados, desviam dinheiro até de setores essenciais.

E essa onda de colocar fogo em mendigo? Em Brasília aqueles jovens fizeram escola. Agora, volta e meia, a gente lê notícia, que outro morador de rua foi queimado. A maldade não tem limites. Grupos espancam jovens por serem negros. Outros são atacados e agredidos por serem gays. Travestis são assassinados. Senhor, o que a humanidade fez com a compaixão e o amor ao próximo? 

Toda essa desgraceira desacorçoa Senhor! Mas essa é a sua obra e, por isso, não me deixe perder as esperanças. Que o Senhor possa continuar nutrindo-me de fé. Fé na humanidade. 

Um forte abraço.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Inquietudes (186) do Rei

A tecnologia realmente facilita a nossa vida. No trabalho. Em casa. No lazer. Nos relacionamentos. Nas redes sociais. Muitos dispositivos são avançadíssimos, mas nada supera uma tecla quando enchem o seu saco. Off.

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Cotas brancas e pretas

O governo federal anunciou a reserva de 20% de cotas em concursos públicos federais para negros.
O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff, nesta semana, durante a abertura da III Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial.
Naturalmente, a maioria branca do país já ataca a proposta, levantando argumentos da (suposta) igualdade entre os brasileiros.
Suposta sim porque a situação do negro está longe de ser igual ao do branco. 
Pesquisem dados do IBGE e outros institutos de pesquisa e depois conversamos. 

As conquistas em nossa sociedade são tratadas como mérito, quando não são.
O vestibular é a prova cabal disso. 
A elite branca adora falar em meritocracia, mas quem estuda em colégio particular passa na universidade pública, certo?
Isso é mérito ou oportunidade? 

Infelizmente, em sua maioria, os negros não têm as mesmas chances que os brancos.
Fazemos o discurso da igualdade, quando parte dos que sempre se beneficiaram das relações com o poder público tem suas chances reduzidas.
No debate, os argumentos passam pelos seus interesses  pessoais e profissionais.
No entanto, pensar políticas públicas é levar em conta a real situação daquele segmento afetado por elas.

__Mas 20% para negros? É muita coisa!
__Veja bem...

Os brancos, em sua maioria, sempre disputaram 100% das vagas.
Hoje, vão disputar 80% porque 20% vão para as cotas.
Isso restringe para quem sempre disputou a totalidade?
Certamente, mas aumenta para 20% os que nunca conseguiram ter acesso.
Se a questão é matemática ou de interesse pessoal, a questão está resolvida.
Os brancos continuarão tendo a maioria das cotas.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Consciência em construção

O Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná suspendeu, nesta semana, o feriado da Consciência Negra, em Curitiba. Muitos municípios brasileiros instituíram a data, comemorada no dia 20 de novembro.  A decisão do TJ acata pedido da Associação Comercial do Paraná e do Sindicato da Construção Civil do Paraná.

Segundo o diário curitibano Gazeta do Povo, "a justificativa da ACP para o pedido se baseava no fato de que o feriado é inconstitucional e também danoso para o comércio da cidade, que deixaria de arrecadar em torno de R$ 160 milhões com o recesso." A medida é de caráter provisório. O TJ ainda vai apreciar a suposta inconstitucionalidade da lei que criou o feriado.

Discussões constitucionais e interesses comerciais à parte, a decisão do TJ levanta polêmica entre os que defendem e os que atacam a data como feriado. Muitos alegam que é uma besteira combater o racismo com esse tipo de medida e argumentam que não existe o dia da consciência branca ou ariana. Isso mesmo, ariana bem ao gosto do alemão Adolf Hitler.

Novembro é tratado pelos movimentos sociais como o mês da consciência negra. Essa consciência passa pela necessidade de valorizar a raça em virtude do preconceito e da discriminação sofridas, resgatando a autoestima. Para tanto, datas comemorativas ajudariam no fortalecimento da cultura e, portanto, da identidade negra.

Há séculos, os negros ouvem que ser negro não é bom; muitos termos associam o negro a coisas ruins,  como lista negra, ovelha negra, mercado negro entre tantas outras expressões racistas. Esses termos são carregados de um discurso negativo. Já a consciência ariana não tem uma função pedagógica como ocorre com a negra. Afinal, o nazismo prega a supremacia branca em detrimento das outras.

O mesmo enfoque da consciência negra pode ser aplicado à noção de orgulho gay. Esse passa pelo processo de autoaceitação e também de afirmação e aceitação social. A consciência é, então, um processo em construção que merece atenção de toda a sociedade.

Portanto, o Tribunal de Justiça do Paraná, ao acatar a suspensão do feriado em Curitiba por motivos comerciais - oficialmente - e por que não racismo e preconceito? - extraoficialmente - vai na contramão do fortalecimento da consciência negra. O tribunal perde uma boa oportunidade de fazer justiça.

sábado, 2 de novembro de 2013

Sobre corruptos e corruptores

A descoberta de um caso de corrupção na Prefeitura de São Paulo que envolve quatro auditores, ou seja, funcionários públicos, que recebiam propina para aprovar projetos de interesse de empresários, é muito mais sintomático do que parece.

Informações do Ministério Público de São Paulo apontam que os servidores são acusados de desviar cerca de R$ 500 milhões da prefeitura, durante a gestão do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD-SP).

A Folha.com informa que “de acordo com o Ministério Público, a CGM (Controladoria Geral do Município), criada pelo prefeito Fernando Haddad (PT), notou que os quatro auditores fiscais, ligados à Subsecretaria da Receita da prefeitura, tinham evolução patrimonial incompatível com a sua remuneração.”

Ainda de acordo com a Folha,  “os quatro auditores e fiscais da prefeitura presos reuniram um patrimônio que incluiu 59 imóveis, nove quotas de participação em empresas e oito veículos, entre os quais uma lancha avaliada em R$ 1 milhão...” 

O caso suscita algumas reflexões. Arrisco algumas.

1) A sociedade civil (dita) organizada preocupa-se demasiadamente com a corrupção dos políticos, aqueles que têm mandato eletivo. Esquece-se que muitas vezes, o desvio é feito do segundo escalão para baixo, contando com a participação ativa de funcionários públicos que viabilizam tecnicamente o processo.

2) Os mecanismos para verificar o enriquecimento ilícito de funcionários públicos parecem não ser suficientes. Afinal, esses quatro auditores tinham um patrimônio milionário e desviaram recursos públicos durante muito tempo. Geralmente, funcionários públicos corruptos caem mais por causa da ostentação de bens materiais incompatíveis com sua renda do que por mecanismos de controle de enriquecimento ilícito.

3) O enfoque ao caso dos auditores da Prefeitura de São Paulo é centrado nos corruptos, ou seja, nos funcionários que receberam propina. Os empresários que pagaram a propina para viabilizar seus empreendimentos, geralmente, são vistos como vítimas. Alguém pode argumentar que eles fizeram isso para agilizar ou regularizar seus processos. 

4) Se o empresário pagou para agilizar o processo, preferiu um atalho em vez de negociar – dentro da legislação – os caminhos previstos para empreendimento. Aqui, o empresário transfere a culpa para a burocracia, eximindo-se da sua responsabilidade por corromper o funcionário.

5) Se pagou propina para regularizar, significa que o projeto estava irregular e não poderia ser aprovado. Decididamente, ele se beneficiou do pagamento da propina em vez de simplesmente ser vítima de um auditor mauzinho.

6) O empresariado, geralmente, reclama dos ritos burocráticos para  a aprovação dos projetos seja no município, no estado ou na União.  E mesmo com o acesso que têm aos representantes legais, muitos preferem pegar atalhos a negociar a redução da burocracia. Mais uma vez, esses preferem o caminho mais curto.

7) O que deve acontecer com os empreendimentos levantados e regularizados com base no pagamento de propina? Esses empreendimentos devem ser revertidos em recursos públicos? Ou vão continuar rendendo dinheiro para os empresários que o criaram pagando propina?

8) Combater a corrupção deve ser uma atitude permanente dos órgãos públicos  e da sociedade que se diz organizada. No entanto, não basta combater apenas os corruptos se os corruptores continuarem desembolsando altas (ou baixas) quantias para que seus empreendimentos sejam viabilizados. Não existe corrupto sem corruptor.

Doce ou travessura?

A menininha devidamente caracterizada de bruxinha norte-americana para o halloween, juntamente com outras quatro amiguinhas, sai às ruas do bairro da periferia onde mora.

Isso mesmo! periferia e não subúrbio. 

Afinal elas estão no Brasil.

O grupinho bate de porta em porta para manter viva a tradiçãozinha, que não é brasileira.

__Doce ou travessura?

A casa é da Creide.


Coitadas das menininhas.


A Creide prefere perder os vizinhos a perder a piadinha.

__Nenhum dos dois, menininhas. Minha ideologia não permite.