sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Saúde doente

A indústria da saúde cria doenças para manter a saúde dos doentes.

Nunca se diagnosticou tanto déficit de atenção.
Nunca se diagnosticou tanto transtorno bipolar.
Nunca se diagnosticou tanta depressão.
Nunca se diagnosticou tanto alzheimer.

Diabetes já teve, historicamente, limites de corte em 140, 110 e hoje está em 100.
Outras doenças também tiveram protocolos revistos para baixo.

O investimento em diagnóstico é alto.
O fabricante dos equipamentos precisa de demanda.
O doente precisa de medicamento.
O fabricante lança novas marcas.
O diagnóstico anda de mãos dadas com o remédio.

A indústria farmacêutica enriquece com a doença alheia, sob as bençãos das sociedades brasileiras disso, daquilo e daquilo outro.
A medicina privilegia a doença como modelo de saúde.

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