domingo, 26 de janeiro de 2014

Não quero Copa

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
Nos protestos, eu defendo o trabalhador brasileiro. 
Mas o fogo consome o fusca do serralheiro com a família dele dentro.

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
Na manifestação contra a passagem do ônibus, eu defendo o usuário do transporte.
Mas eu picho o ônibus, esvazio os pneus e depredo o abrigo.

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
Na passeata, eu defendo mais saúde, educação e segurança.
Mas eu quero o estado mínimo, com menos imposto.

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
Na avenida, eu defendo a liberdade de expressão.
Mas eu cubro meu rosto.

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
Nesse jogo, eu defendo os mais pobres.
Mas sou contra o rolezinho. 

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
O movimento é apartidário.
Mas eu tomo partido: Fora Dilma!

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
O movimento é apolítico.
Mas eu quero que as manifestações interfiram no resultado de outubro deste ano.

Não quero Copa, por isso eu me rebelo.
Minha rebeldia é para transformar o Brasil.

Transformar o Brasil para quem mesmo?

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