sábado, 1 de março de 2014

Inquietudes (200) do Rei


Quando você passa por um episódio que faz grande diferença na sua vida, você começa a se questionar sobre as coisas que não têm a menor importância. Ao se dar conta disso, a sua percepção muda e, portanto, a sua atitude. 

Uma amiga jornalista chama isso de guinada. Patrícia Zanin, da Rádio UEL FM, prepara uma série sobre o tema na coluna “Audioretratos”.  Depois de uma cirurgia do coração, dei uma guinada. Não foi externa. Foi uma guinada interna.

Recuperei minha fé. Reaproximei-me de Deus. Ele é bondoso demais. Ele é tão generoso que não cabe nas caixinhas dogmáticas. Ele é melhor do que a interpretação que fazem Dele. Ele é maior do que aquilo que muitos atribuem a Ele.

Mas junto com a válvula mitral original foi-se a minha paciência. Não tenho mais tempo para ideias que não se permitem renovar. Debates estéreis não merecem argumentos. Discussões improdutivas geram apenas improdutividade.

E não abri mão do que penso e defendo. As “Letras Crônicas” são a prova, mas aderi à teoria da paz inquieta, cantada por padre Zezinho. Apenas abri mão de investir tempo e paciência com o quê não vale a pena. Afinal, toda guinada é, também, um recomeço.

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