domingo, 29 de junho de 2014

Traves da Copa

O acesso à informação não é garantia de gente bem informada.
O acesso à escola não é garantia de gente bem educada.
A Copa do Mundo no Brasil é a prova mais atual dessa realidade.

A torcida brasileira VIP, no estádio, manda a presidenta do país para lugar inapropriado.
A torcida brasileira VIP, no estádio, vaia o Hino do Chile porque jogadores e torcida rival cantam o restinho a capela.

Parte da torcida acredita e difunde a tese de que a presidenta Dilma comprou a Copa.
Parte da torcida acredita e difunde a tese de que a Copa tirou dinheiro da saúde, da educação e de outras áreas.

Em campo, as traves são um empecilho para quem não acerta o gol.
Em campo, as traves são um terror para quem cobra um pênalti.
Fora do campo, as traves são ainda em maior número.

Foto: Agência Reuters.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Mas não ia "Não vai ter Copa"?


A Copa do Mundo da Fifa no Brasil é a prova de que quando a informação é substituída pela opinião contaminada constrói-se uma imagem equivocada da própria realidade.

Os estádios não seriam concluídos.
Os aeroportos viveriam um caos. 
Não haveria segurança nos estádios.
Faltariam obras de apoio logístico.
A desorganização seria generalizada.

Enquanto os black blocs amaldiçoavam a Copa, a imprensa fazia projeções sombrias e os vira-latas latiam, a organização do Mundial tratou de organizar o Mundial.

Por isso, a imprensa internacional elogia a Copa do Mundo no Brasil como uma das melhores dos últimos tempos.

A realidade simbólica, neste caso, foi engolida e digerida pelos estádios prontos – dizem os jornalistas esportivos - modernos e bonitos (não estive em nenhum); pela mobilidade urbana com o transporte coletivo funcionando normalmente; pelos aeroportos sem grandes contratempos; pela festa que vara a madrugada nas cidades sedes onde se confraterniza gente de língua e costumes diferentes; pela hospitalidade brasileira. 

Aos black blocs resta o quebra-quebra nas ruas e avenidas.
À imprensa brasileira resta engolir a saliva ácida.
À elite que vira latas resta latir.

Quando a informação vence a opinião contaminada, a realidade suplanta a imagem simbólica e a maioria termina num boteco, ou em casa, ou na casa do amigo, ou na casa do parente, comemorando a vitória ou chorando a derrota da sua seleção.

É bom que possamos a aprender com esse episódio. A realidade simbólica é filha do real, mas quando descola do pai deixa de pertencer a ele. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Inquietudes (214) do Rei

Os meritocráticos, aqueles adeptos da meritocracia baseada na conquista pessoal e no valor individual – como prova de sucesso social – defendem o velho ditado de que não se deve dar o peixe, mas ensinar a pescar. Por conveniência, negligência, desinformação ou má fé, eles esquecem que a elite superfatura o preço da varinha, transforma a lagoa em propriedade privada e cobra muito caro pela minhoca.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Padrão vergonha Brasil


Os torcedores da área VIP, do Itaquerão, em são Paulo, que mandaram a presidenta Dilma tomar no cu (é chocante ler isso? Então veja o vídeo que circula pela internet – me recuso a reproduzi-lo), durante a abertura da Copa do Mundo revelaram a educação (ruim) que têm.

VIP vem de very important person. E essa importância reside no bolso. São vips que compraram o ingresso a cerca de mil reais ou ganharam convites distribuídos pelos patrocinadores do evento. Esses vips também são artistas, gente de influência, políticos da oposição.

A vaia é democrática, é legítima. É sinal de manifestação, de protesto, de insatisfação. A ofensa pessoal é falta de educação, grosseria e revela muito sobre quem a desfere. Os vips do Itaquerão envergonharam o Brasil diante do mundo.

E o pior. Sempre foi assim. Os vips são, para o jornalista Juca kfouri, uma elite branca. Essa é a elite que sempre desqualifica o povo, o pobre e as políticas públicas implantadas pelos governos trabalhistas.

A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma que chama o Brasil de atrasado, mas usa mão de obra escrava nas suas confecções. Na área VIP do Itaquerão, os vips certamente  usavam roupas de grife, investigadas por trabalho escravo.

A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma que chama o programa Bolsa Família de bolsa esmola, mas vive de um incentivo público, uma doação de terreno aqui; uma isenção de impostos aí; um monte de recursos públicos com juros baixos acolá.

 A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma que reivindica mais investimentos em saúde, mais recursos para a educação e mais obras de infraestrutura, mas vive da exploração e da concentração de renda, de terra e propriedade, de informação.

A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma que diz querer um país melhor, mas bloqueia qualquer tentativa de mudança social e ajuda os conservadores do Congresso Nacional a não aprovar as reformas necessárias ao país.

A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma que diz querer ensinar a pescar e não a dar o peixe aos pobres, mas vive do superfaturamento da varinha, cerca a lagoa pública transformando-a em propriedade privada e cobra muito caro pela minhoca.

A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma elite que incha os movimentos contra a Copa do Mundo no Brasil, estimula o Black Bloc, mas reserva sua vaga na área VIP na Copa do Mundo.

A elite branca que manda sua presidenta TNC é a mesma elite que pede mais educação para o Brasil. Tomara que o modelo de educação reivindicado não seja igual ao exibido na abertura da Copa no Brasil para milhões de pessoas em todo o mundo.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Inquietudes (213) do Rei




Eu torço pelo Brasil todos os dias e não somente em dia de jogo da seleção em Copa do Mundo. Vamos lá Brasil, sil sil... Tome cuidado com quem se veste de verde e amarelo - não por civismo, mas por oportunismo. Muitos viram a lata com muita facilidade.

Charge: Claudius.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Promessas de polarização


As eleições para a Presidência da República em outubro prometem muita coisa. Muita mentira. Muita manipulação. Muita desinformação. O pleito promete também repetir a polarização entre o PT e o PSDB, a exemplo do que ocorre desde 1994.


O PT e o PSDB são parecidos quando o assunto é mercado. Não se mexe no lucro dos grandes, não se taxa as grandes fortunas. Mesmo assim, em relação ao mercado, há uma diferença entre ambos: a inclusão dos pobres - no governo petista - na fatia de consumo, tradicionalmente direcionada para quem tem dinheiro. 

Para o PT, pobre come, pobre compra carro, pobre anda de avião, pobre estuda. E isso também se deve à melhoria real do salário mínimo, ao acesso facilitado ao crédito, às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, chamado de bolsa esmola pelos políticos tucanos.

E aí está a diferença essencial para o PSDB, cujos governos investem no estado mínimo - para a maioria é claro! Estado mínimo, na cartilha liberal, significa menos investimento social, menos transferência de renda e mais investimento no mercado. 

Grande parte do recurso público, no modelo neoliberal, é destinado ao empresariado, mas claro que esse não é classificado como bolsa esmola. É chamado de investimento no setor produtivo. Sei... E o setor produtivo é aquele que ganha terreno público, isenção de ICMS, ISS, IPTU, baixos juros das agências públicas de fomento, sem exigência de contrapartida para a população.

O governo petista aposta no modelo de partilha, o tucano no modelo de privatização. O governo petista aposta no modelo de concessão, o tucano no modelo de privatização. Inicialmente, tudo parece a mesma coisa, mas não é. 

Portanto, na polarização dos projetos do PT e do PSDB - apesar de muitos segmentos afirmar serem iguais - são essencialmente diferentes. Dê-se ao trabalho e pesquise os conceitos.

Sobre as eleições em si, valem outras considerações.


1) Uma disputa eleitoral no Brasil não é racional. É emocional. E a emoção não acredita necessariamente no que vê, mas no que acredita ver.

2) Os eleitores, em geral, não buscam informações. Muitos acreditam no que leem, veem ou ouvem. Por exemplo, ninguém precisa acreditar no que escrevi acima sobre PT e PSDB. Vá pesquisar e verifique se faz sentido.

3) Há sempre uma tentativa de desqualificar o voto dos mais pobres. A elite e parte da classe média argumentam que pobre vota com o estômago. E por acaso, a elite e parte da classe média votam diferente? 

4) Existe um discurso que pede a alternância do poder no Palácio do Planalto, mas o mesmo não vale, por exemplo, para o Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, onde tucanos estão no poder há duas décadas.

5) Pelo sistema político brasileiro, a governabilidade é essencial. Quem ganha o Planalto não governa sem o Congresso Nacional. Esse não é o problema em si. O problema é fazer acordos às escuras. Se o sistema permite isso, que os candidatos o façam com honestidade e transparência.

6) Por isso, as coligações são tão importantes. Muitos criticam a coligação de petistas com as oligarquias do PMDB, menos por ideologia e mais porque não conseguiram fazer a aliança antes.

7) As coligações têm um efeito imediatista: conseguir aumentar o tempo de TV para expor ideias, projetos, realizações e também os defeitos do outro. Por isso, as alianças eleitorais são tão cortejadas.

8) Se você realmente acredita que político é tudo igual, então você pode votar em qualquer candidato. "__Nunca, eu não voto em petista." "__De jeito nenhum. Não voto em tucano." Viu como você difere os candidatos conforme o partido?

9) As eleições são um momento importante para mudanças. Quais mudanças e para quem? Lembre-se de que todo candidato tem lado. Basta verificar se o seu candidato está do seu lado.

sábado, 7 de junho de 2014

Inquietudes (212) do Rei

Desapegar-se do poder e dividir a decisão num processo democraticamente participativo não são para qualquer um.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Salário afetivo


Vida de professor não é fácil. A sala de aula consome muita energia. Fora dela perdemos um pouco mais. Preparação de aula significa escolher os textos, aprofundar os mecanismos de reflexão, buscar os tais objetos de aprendizagem mais adequados, traçar estratégias dinâmicas. Isso exige dedicação e, antes de tudo, vontade.


Não há uma semana em que o professor não tenha vontade de desistir. Os estudantes testam - além do seu conhecimento - a sua paciência, a sua palavra, as suas regras, enfim... os seus limites. Como estudante é bom em testar! E isso faz parte do processo de amadurecimento do aluno e também do próprio professor. 

Se uma coisa eu aprendi em quase 15 anos de sala de aula numa universidade é que o professor não é o. É um. E como um o seu papel é provocar, incitar, inquietar, estimular, perturbar. Provocar o debate. Incitar a vontade de aprender. Inquietar o conhecimento pronto. Estimular o raciocínio e a reflexão. Perturbar o sossego dos acomodados.

Professor bom é o que consegue ser rígido sem agredir; o que fala não sem ofender; o que chama atenção sem atacar. Se consigo atingir esse objetivo? Nem sempre. Mas ser rigoroso com afeto é uma tentativa. E quem tenta tem mais chances de conseguir.

O maior reconhecimento para mim como professor é saber que consegui - não mudar o aluno, mas me tornar um provocador, um incitador, um inquietador, um estimulador, um perturbador. E o conhecimento? O aluno tratará de buscá-lo e construirá a sua verdade. As minhas verdades são apenas as minhas.

E se depois de tanta instigação, os alunos nutrirem carinho por você é sinal de que o objetivo foi atingido. Ser chamado de "malvado favorito" e ainda sair numa selfie coletiva não tem preço. O salário afetivo paga coisas banais que fazem muito bem à alma. 

Foto: Gabriela Morassi. 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Político tradicional teme a participação


O DEM apresentou, por meio de seu líder na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho, projeto de decreto legislativo que revoga as instâncias de participação popular, criadas pelo decreto presidencial 8243, de 23 de maio. Outros nove partidos aceitaram apoiar o pedido de urgência para apreciação da proposta. São eles: PPS, PSDB, PR, PRB, Solidariedade, PV, PSB, PSD e PROS. 

O decreto da presidenta Dilma cria a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS). Para ler mais sobre a política e o sistema acesse "Entre a desinformação e a má fé", nessas Letras Crônicas.

O líder dos Democratas alega que o decreto federal "é uma invasão à esfera de competência do parlamento brasileiro e uma afronta à ordem constitucional do País. A democracia se dá por meio dos seus representantes no Congresso, legitimamente eleitos".

O deputado tem razão. O Legislativo legisla e a legislação deve ser fruto da vontade popular, dos anseios da maioria e não mero um capricho de deputados, senadores e vereadores que, muitas vezes, votam mais pelo interesse eleitoral e menos pelo interesse coletivo. A democracia está nas ruas e - também - se dá pelos seus representantes no Congresso, mas não só por eles, como quer fazer acreditar o deputado Mendonça Filho.


Muitas leis são frutos da pressão não popular, mas do lobby da iniciativa privada e de outros segmentos, que começa ainda na campanha eleitoral. As doações de empresários, por exemplo, configuram a moeda de troca de favores entre políticos e mercado. E a vontade popular no sistema político - como é - passa longe dos representantes legitimamente eleitos.

Quem duvida, deve pesquisar a atuação das bancadas de deputados e senadores que atuam em favor não da maioria, mas dos interesses que representam, mesmo que legitimamente eleitos. Somente a bancada ruralista soma 1/4 dos congressistas brasileiros que atuam na atual legislatura. Essa bancada representa os interesses do agronegócio, do latifúndio.

É por essas e por outras que os deputados e senadores que atendem mais à pressão de grupos econômicos têm dificuldades em aceitar a participação popular porque essa não representa necessariamente os seus interesses eleitorais. 

Se o DEM e outros partidos como PSDB, PPS e PSB - para ficar entre os mais visíveis - querem derrubar os conselhos populares, como seria a reação dos mesmos diante de uma reforma política ampla? 

O que defendem esses partidos, por exemplo, sobre:
- o financiamento público das campanhas eleitorais?
- o voto em lista fechada, que fortalece o partido e não o candidato?
- o fim da suplência para o Senado Federal?
- o fim das coligações partidárias para deputados e vereadores?
- o fim do voto secreto no parlamento?


Como se vê, um eleitor que participa ativamente da vida política do país de forma democrática, e que ocupa os espaços institucionalizados, assusta os políticos tradicionais que ainda rezam pela cartilha do coronelismo. Desapegar-se do poder e dividir a decisão num processo democraticamente participativo não são para qualquer um.

Charge: Hilde Weber (1967).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Entre a desinformação e a má fé



A presidenta Dilma Rousseff instituiu a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS), por meio do decreto 8243/2014, de 23 de maio último. Segundo o decreto, o objetivo da política é “fortalecer e articular os mecanismos e as instâncias democráticas de diálogo e a atuação conjunta entre a administração pública federal e a sociedade civil.”

O decreto define, pedagogicamente, o que é sociedade civil; conselho de políticas públicas; comissão de políticas públicas; conferência nacional; ouvidoria pública federal; mesa de diálogo; fórum interconselhos; audiência pública; consulta pública e ambiente virtual de participação social.

Essa definição é importante para entender os mecanismos de participação à disposição do cidadão, mas isso não é novidade entre os movimentos sociais. Isso é novo para quem nunca participou e acredita ser essa uma forma de aparelhamento do estado, ou seja, discurso típico da direita que nunca amassou barro em uma assembleia popular.


O Brasil tem experiência de sobra, desde o final dos anos 1980 e início dos anos 1990, em conselhos municipais, estaduais e federais em várias áreas como Saúde, Educação, Assistência Social, Cultura, Criança e Adolescente, entre tantas outras. O decreto presidencial sistematiza o que já existe e fortalece a participação institucionalizada.

É bom lembrar que ter participação popular e social por meio de várias instâncias não garante a qualidade do processo. Vencida a garantia da participação, é preciso pensar em mecanismos para qualificar os participantes dos diferentes segmentos. Quanto mais informações tiverem, melhor será a sua atuação.

Mas é claro que quem não entende de participação popular, não gosta de povo nem incentiva as políticas públicas no Brasil, vê nesse decreto da presidenta Dilma, uma forma de o governo do PT controlar o Brasil. Os arroubos afetam vários segmentos, de políticos à imprensa, passando pelo ralo das redes sociais.

O senador do PSDB do Paraná, Álvaro Dias, protocolou na mesa diretora do Senado, um decreto legislativo para sustar o texto federal. À Epoch Times, Dias disse que o decreto é um “mecanismo de representação popular impróprio” e que é “uma forma polida com que a presidente da República decreta a falência do Poder Legislativo federal e o sucateamento total e absoluto do Congresso Nacional.”

Ao ler atentamente o decreto, é possível perceber – sem muito esforço – que a representação popular e social nas diferentes instâncias diz respeito à interface da sociedade com o Executivo. O Legislativo Federal continuará com o mesmo tamanho que tem e com a importância construída pelos seus parlamentares.

Afirmar que a Política Nacional de Participação Social afeta a representatividade do Congresso é desconhecer ou conhecer e ignorar a realidade brasileira. Desde os anos 1990, estados, municípios e União criaram seus conselhos em diversas áreas. Aliás, as instâncias de participação criadas no Sistema Nacional de Participação Social têm caráter consultivo, enquanto muitos conselhos de direito estão um passo à frente, tendo caráter deliberativo.

O Jornal O Estado de São Paulo em editorial, do dia 29 de maio, disse que o decreto “é um conjunto de barbaridades jurídicas (...) Na realidade é o mais puro oportunismo, aproveitando os ventos do momento para impor velhas pretensões do PT (...)” Estranho seria se o jornal da família Mesquita, o mesmo que apoiou os militares no Golpe de 1964, defendesse a participação popular. Quem defende ditadura não consegue compreender os mecanismos de participação democrática.

Na mesma linha, segue Reinaldo Azevedo. O colunista da Veja afirma que o texto do decreto cria “duas categorias de brasileiros: os que têm direito de participar da vida pública e os que não têm. Alguém dirá: ‘Ora, basta integrar um movimento social’. Mas isso implicará, necessariamente, ter de se vincular a um partido político.” Isso não é verdade! Ninguém que milita em movimento social é obrigado a se filiar a qualquer partido político. A atuação partidária não é compulsória.

Se a oposição, encabeçada pelo senador Álvaro Dias, e a mídia tradicional – neste caso exemplificada por Veja e Estadão – esperneiam contra o decreto presidencial é porque o governo federal acertou a mão em sistematizar uma forma de fazer política que existe no Brasil. Se a oposição e a mídia flertassem menos com a desinformação e a má fé na relação com o Brasil, poderiam aprender um pouco mais sobre o próprio país.

Inquietudes (211) do Rei

Quem perde mais com uma sociedade crítica e bem instruída? Os governos ou a elite econômica e ideológica que manipula os governos para manter tudo como está?

domingo, 1 de junho de 2014

Inquietudes (210) do Rei

É impressionante ver a Globo faturar com a Copa duas vezes.
Primeiro - politicamente - quando ataca a organização do evento, em especial o Governo Federal, tentando interferir no pleito de outubro.
Segundo - comercialmente - quando transforma a cobertura do evento numa grande festa, vendendo cotas milionárias de anúncio para encher ainda mais os bolsos da família Marinho.
E o pior é ver a audiência saindo da posição de Black Bloc - contra tudo e contra todos - para torcer fanaticamente pela seleção brasileira.

Realmente, uma das características da viralatice é a falta de senso crítico.

Delicadeza