quarta-feira, 23 de julho de 2014

Sobre sangue e eufemismo


O ataque de Israel aos palestinos é ofensiva.
O assassinato de palestinos pelo exército israelense é perda.
O genocídio promovido por Israel na Faixa de Gaza é conflito.
Os palestinos não são mortos; eles morrem.
O eufemismo midiático é cúmplice da violência.
A dor não é amenizada.





Não há equilíbrio no noticiário sobre as ações de Israel em Gaza.
Quem lê os noticiários sobre o caos promovido pelo estado israelense em Gaza acredita que os palestinos merecem o sofrimento imposto.
E assim, a mídia vai construindo sentidos positivos para Israel e negativos para os palestinos.

E a realidade é mais cruel do que muitos gostariam.
O saldo de mortes de civis provocadas por Israel passa de 600.
O saldo de feridos chega a 4 mil.
O saldo de refugiados alcança os milhares.

E a Organização das Nações Unidas (ONU) em vez de condenar os ataques, o genocídio, pede o fim das hostilidades na Faixa de Gaza.



Hostilidade é frescura perto do massacre que vitimou centenas de civis.
Por que a ONU não adota medidas mais duras contra Israel?
Por que o Ocidente é cúmplice da violência promovida pelo estado israelense?
Não é apenas Israel que tem sangue palestino em suas mãos; é o mundo todo.

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