domingo, 31 de agosto de 2014

Amizade

Tenho amigos próximos. Tenho amigos distantes. Tenho amigos de hoje. Tenho amigos de ontem. Tenho amigos que vejo sempre. Tenho amigos que quase não vejo. Tenho amigos físicos. Tenho amigos virtuais. Uns são mais íntimos. Outros menos. Uns são legais. Outros menos. Uns são estressados. Outros menos. Uns são alegres. Outros tristes. Outros são os dois, bipolares. Uns são instigantes. Outros irritantes. Uns são animados. Outros, desanimados. Uns topam tudo. Outros, nada. Uns cobram tudo. Outros cobram nada. Amizade é amizade. O resto é interpretação.

Colheita


sábado, 30 de agosto de 2014

Inquietudes (221) do Rei

Nunca deixo que o período em que passo na igreja influencie a minha fé em Deus.

Na mesma moeda


A torcedora do Grêmio Patrícia Moreira que aparece em vídeo, viral na Internet, xingando de macaco o goleiro do Santos - o Aranha - teve uma atitude condenável, digna de condenação com base na legislação do país. No caso, injúria racial.

No afã de fazer justiça com o goleiro, muitos internautas - indignados com o racismo da moça - partiram para o ataque e desqualificaram-na, com adjetivos dignos do mais machista e sexista.

Isso significa que os defensores do goleiro Aranha - atordoados pelo preconceito contra os negros - atacaram a moça e também disseminaram o preconceito, que supostamente combatem.

O preconceito é contra a mulher, já que chamar a torcedora do Grêmio de vagabunda, por exemplo, é convocar a Maria da Penha, por se caracterizar violência (verbal) contra a mulher.

Fazer justiça não é rebaixar o agressor ao nível da agressão que cometeu e quando se paga um crime com outro crime, na mesma moeda, muda-se apenas a vítima.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Ruim, perigosa e prejudicial


A despolitização, que se consolida nas eleições deste ano, é ruim, perigosa e prejudicial.


Ruim porque descarta a política como processo de construção de justiça social e melhoria da qualidade de vida. A política pública tem o papel de dar mais para quem tem menos para promover a igualdade, mas os despolitizados apostam, por exemplo, no discurso do esforço pessoal e da meritocracia, como se os governos não fossem responsáveis pelo estabelecimento de medidas que levem à melhoria da vida do cidadão. 

Perigosa porque embaralha a consciência do cidadão, como se fosse possível conciliar interesses distintos e governar sem conflitos. Os despolitizados apostam no discurso de unir todos os segmentos em prol do bem comum. Um exemplo? A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Empregadores querem a sua flexibilização, ou seja, menos direitos trabalhistas. Os empregados o seu fortalecimento, ou seja, mais direitos. Como alinhar posições tão diferentes sem tensão?

Prejudicial  porque nivela os cidadãos, negando as diferenças e as contradições sociais existentes. Os despolitizados apostam, por exemplo, no discurso da democracia racial e da não existência da luta de classes. Os despolitizados costumam dizer que negros e homossexuais têm preconceitos contra si mesmos. Os despolitizados atestam que a vítima é culpada pelo estupro que sofreu. 

Os despolitizados quando negam a política – como produto das relações sociais – passam o recibo para quem pode mais. E tudo pode continuar como está. Ou até piorar. Por isso, a política despolitizada é ruim, perigosa e prejudicial.

Imagem: reproduzido de http://macabal.wordpress.com/2009/08/12/eufemismos-o%E2%80%A6-conducta-del-avestruz/

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

O selfie nosso de cada dia


As fotos de Marina Silva, com um sorriso sobre o caixão de Eduardo Campos, e de anônimos amontoados sobre o caixão do político, que varreram a internet causando a repulsa dos adversários e a justificativa dos apoiadores do pernambucano, dizem muita coisa, não só sobre o espetáculo no qual foi transformado o enterro.


Até semana passada Eduardo Campos era Eduardo Campos e, agora, foi transformado em... Eduardo Campos. Quem o transformou em mártir o faz por questões políticas. Quem o desmerece também o faz por questões políticas. Eduardo Campos morto não é melhor nem pior do que Eduardo Campos vivo. 

A morte é a coisa mais natural da vida, sendo a sua a única certeza. Mas a sociedade costuma demonizar ou glamurizá-la. Toda morte trágica é lamentável e dolorosa, mas não é a morte quem transforma o falecido em referência ou o reverencia. Quem o faz são os vivos que passam a dar novos valores ao morto, aliás, muitos não o faziam quando o morto era vivo.

Décadas atrás, Guy Debord criava a expressão sociedade do espetáculo, na qual as relações sociais são mediadas por imagens. Esse conceito está ligado à sociedade capitalista e refere-se também ao processo de consumo, no qual a produção de imagens tem relação com o poder e a dominação.

Se associado o conceito de sociedade de espetáculo à espetacularização midiática, a produção de imagens alcança, hoje, níveis antes inimagináveis, consequência da democratização da tecnologia. Os selfies feitos no showmício... digo no velório... do político pernambucano, referem-se à espetacularização da própria imagem na qual, inclusive, o cidadão comum deixa a coadjuvância e assume o protagonismo.

Assim, as celebridades - que não podem ficar no mesmo patamar dos mortais alçados à condição de celebridade efêmera - sobem mais um degrau e passam à condição de olimpianos modernos, cujo termo tomo emprestado de Edgar Morin.

Assim, a cidadã comum vira meme ridicularizada na internet, por sua condição de estrela momentânea; e Marina Silva, de celebridade à olimpiana, arrasta críticos e apoiadores que, respectivamente, atacam e defendem seu momento estive no velório e 'posei-me' para a foto.

Em essência, os selfies criticados no velório de Campos não diferem do processo da foto feita com o celular na frente do espelho para mostrar a barriga sarada com a marca da cueca exposta, o biquíni cravado nos glúteos, o tórax construído a ferro de academia, os seios remodelados em bisturi. Aquele selfie é mais mórbido; esse é mais palatável, mas a autoexibição é a mesma. Portanto, os nossos selfies dizem muito sobre nós mesmos.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Por que política não se discute?


O mercado deve se autorregular.
O Estado não deve intervir no mercado.
A concorrência beneficia sempre o consumidor.

Todo político é igual.
O PT é comunista.
A Marina Silva representa o novo

A mídia é livre.
A imprensa é imparcial.
Os grupos de comunicação são independentes.

Basta ter força de vontade para vencer.
O sucesso é fruto do esforço pessoal.
Programas como o Bolsa Família incentivam a vagabundagem.

Um povo com educação não é manipulado.
Gente que estuda é sinal de gente bem educada.
Educação é garantia de qualificação.

Quem acredita piamente nas afirmações acima, acredita em tudo.
Acredita em qualquer coisa.

Viu só no que dá defender que política não se discute?

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

De vira-latas a abutres

A morte do presidenciável Eduardo Campos, presidente do PSB, é lamentável e estúpida, como toda morte por acidente. No entanto, a estupidez maior não é do destino que brinca com a vida das pessoas. A estupidez é do ser humano, que se delicia com a desgraça alheia e sente-se no direito de fazer piada com a vida humana.

Desde a confirmação da morte do candidato ontem, ao meio-dia, começaram a circular pela Internet piadas no pior estilo do mau gosto brasileiro. Um publica imagem da presidenta Dilma, dizendo “Te cuida Aécio. O próximo é você.”

Outro diz que Eduardo Campos tem 13 letras, morreu no dia 13, no mesmo dia do avô Miguel Arraes, 13 é o DDD de Santos, onde caiu o avião de Campos. Ou seja, o internauta associa a morte de campo ao PT, cujo número é 13.

Mais um pede para o internauta marcar a melhor opção. A) Poderia ser Dilma/Aécio; B)Todos os políticos. C) Foi tarde. E os leitores, ainda complementam com outras opções. D) Deveria ter sido o maluf/sarney. D) to nem ligando.


Alguém que se diz pastor, no Twitter, é mais direto. “A morte bateu na porta errada, deveria ter levado a DILMA”. Que tipo de liderança espiritual é esse pastor que acredita poder regular quem deve morrer? Que tipo de ensinamento recebem as ovelhas desse pastor? Se isso é ter Deus no coração, melhor seria não tê-lo.

E a escrotice segue num campeonato não organizado para ver quem consegue ser mais escroto com a vida

humana e a dor alheia. O jornalista Rodrigo Vianna, do Blog Escrevinhador, escreveu ontem sobre o tema e disse que “o Brasil está envenenado.”

Isso é reflexo do discurso de ódio propagado nos últimos tempos, com o papel fundamental dos veículos de comunicação. Vianna afirmou que ontem, no “começo da tarde: comentaristas da “GloboNews” tentavam estabelecer o “novo quadro político”. No rádio, uma “analista de mercado” dizia que a morte de Eduardo (os outros seis mortos nem são levados em conta) cria “um fato novo” na campanha eleitoral. A analista chegou a dizer que isso poderia ser “positivo para o Brasil”.”

Vianna comenta que “há certa excitação no ar. Excitação mórbida. Comentaristas gagos, acadêmicos globais e outros quetais animam-se com a possibilidade de que Marina seja candidata e ajude a levar a eleição ao segundo turno. É a torcida da revista “Veja”. Torcida que se exalta, sem respeitar os mortos, nem as famílias, nem nada mais.”


A excitação mórbida com a morte de Campos – com a possível entrada de Marina na corrida presidencial para influenciar o resultado da eleição - lembra a excitação com os protestos de junho e os preparativos para a Copa. A legitimidade dos protestos foi usurpada pela elite brasileira para atingir o governo federal. O “Não vai ter Copa” ganha, neste sentido, uma prorrogação com a morte de Eduardo Campos.

Esses enxergam nesse momento a possibilidade de interferir no curso das eleições deste ano. Se não ganham no voto, não ganham no projeto, inventam escândalos e se apropriam das tragédias pessoais para conseguir atingir seus objetivos. Os vira-latas da Copa se transformam nos abutres da morte de Eduardo Campos.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quem é o anão mesmo?


O governo de Israel pediu desculpas (ontem, dia 11) ao governo do Brasil por causa das declarações de Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Palmor disse que o Brasil é um “anão diplomático” e um “parceiro irrelevante”, após o Itamaraty condenar, no dia 23 de julho, o uso de força desproporcional de Israel na Faixa de Gaza.

O pedido de desculpas, segundo o Palácio do Planalto – conforme o jornal O Globo, foi feito pelo recém-eleito presidente de Israel, Reuven Rivlin. Ele ligou para a presidenta Dilma Rousseff. Com a atitude, o governo israelense desautoriza seu porta-voz e mostra que o Brasil não é o anão diplomático que o beligerante porta-voz gostaria. Quem é o anão diplomático mesmo?

O Brasil, atualmente, ocupa uma posição de destaque em nível internacional, tanto que o país foi um dos primeiros a condenar, na Organização das Nações Unidas, os ataques de Israel aos palestinos. Vinte e oito países acompanharam o Brasil na votação pela investigação de Israel por crimes de guerra.

Os ataques de Israel à Palestina, erroneamente chamados de ofensivas, deixaram até o último final de semana mais de 1.900 mortos em solo palestino, sendo a maioria civis, e cerca de 10 mil feridos. Entre os israelenses, são 67 mortes, a maioria militares, e 500 feridos.  As informações são do G1. 

Os números de mortos e feridos dos dois lados mostram ou não o uso desproporcional de força?

Foto: Reprodução Globo.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Inquietudes (220) do Rei

O pastor Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, está causando com as regras de como se vestir para ao ir Templo de Salomão. Um líder que pretende ser guia espiritual não deve preocupar-se com o vestir, mas com o despir. Para ir a qualquer templo, fiel que se preze deve despir-se. Despir-se de si mesmo.

domingo, 10 de agosto de 2014

O tigre, o menino e a bipolaridade


Mais inusitado que um menino, de 11 anos, ter sido atacado pelo tigre Hu no zoológico de Cascavel, no dia 30 de julho, no oeste paranaense, está a repercussão do fato. Alguns comentários em sites noticiosos mostram o nível do debate provocado pelo episódio, que levou o menino passar por uma cirurgia e ter o braço amputado.

__(...)continua sendo esse mal educado e sem limites. Guri retardado. E tem gente q apoia ainda.
__Deveriam prender o pai por causar tamanho trauma em um animal indefeso e preso, o coitado do inocente tigre (...)
__Tinha que tirar a calça do pai e dar uma boa surra com um vaqueiro trançado de couro cru para ele aprender a cuidar melhor do filho...
__O menino já é bem grandinho e sem juízo.
__O menino atacou o tigre...o coitado do tigre tava quieto dentro da jaula.
__Pai irresponsável, menino sem regras dá nisso.
__Não tem competência p criar filho, então não faça. 

E o nível dos comentários piorou quando circulou, pela internet, um boato de que um grupo pedira o sacrifício do animal.

__Quem pediu o sacrifício do animal deve ser morto no lugar dele ou enjaulado.
__Eu quero o sacrifício do menino e do pai. Por favor!
__O pai da criança é que deveria ser sacrificado...
__Mas tem que ser muito filho da puta para pensar que a culpa é do tigre...
__
O garoto parecia mais é um macaco no cio. Tinha é que sacrificar o garoto por exesso de ignorancia.


O menino foi atacado pelo tigre. Isso é consequência. Isso é fato. Quais as causas? Imprudência do menino? Irresponsabilidade do pai? Falta de segurança do zoológico?

O episódio - que poderia ser gatilho para discutir o modelo de sociedade que temos - serve apenas para a catarse de quem banaliza a vida humana e supervaloriza a vida animal. Vida é vida. O resto é interpretação.

Quando a sociedade é radical, as posições são extremadas e o problema é a jaula do outro. O coliseu da internet joga o menino mais uma vez ao tigre, que é vítima do ser humano e faz o menino-humano vítima. 

Na arena da web, o tigre e o menino viram pretexto para camuflar a bipolaridade de uma sociedade que precisa de culpados, independentemente da culpa. Quem está mesmo preso em uma jaula?

OBS: A foto que ilustra esse texto é do Parque de Orana, na Nova Zelândia, que inverte os papéis entre os animais: humanos e leões. Para ler sobre, clique aqui.

domingo, 3 de agosto de 2014

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A aposentadoria de Barbosa


Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que ficou conhecido por ser o relator da Ação Penal 470 - o chamado mensalão do PT - aposentou-se. "O menino pobre que mudou o Brasil" - pausa para gargalhar - deixa a cena jurídica do país.

E parece que Barbosa não fará falta. Entidades do mundo jurídico, juristas e advogados condenaram a atuação do ex-ministro, inclusive como presidente da maior instância judicial do país, em vários episódios. Elenco alguns, não necessariamente em ordem cronológica.

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), a Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) e a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) condenaram a postura de Joaquim Barbosa durante julgamento do mensalão, quando ele acusou um colega de promover chicanas. Para ler o texto que condena as declarações do hoje ministro aposentado, clique aqui.

A Associação dos Magistrados do Brasil (AMB) afirmou que a conduta do ex-presidente do STF em substituir o juiz da Vara de Execução Penal do Distrito Federal, que cuidava das penas de condenados do mensalão do PT, foi canetaço e uma medida ilegal. Para ler a posição da AMB, clique aqui.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) criticou Joaquim Barbosa, que cassou as autorizações judiciais de condenados do mensalão que garantiam o direito ao trabalho externo. No Brasil, o trabalho externo de condenados a regime semiaberto é reconhecido há 20 anos. Para ler a crítica da OAB, clique aqui.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou e reafirmou ser favorável ao trabalho externo de condenados do mensalão, que voltaram para a cadeia depois de Barbosa ter revogado as autorizações judiciais. Para ler reportagem da Empresa Brasileira de Comunicação, clique aqui.

O jurista Ives Gandra, afirmou que José Dirceu, foi condenado sem provas no julgamento o mensalão. Barbosa importou da Alemanha, a Teoria Domínio do Fato, a qual sustentou em plenário, levando à condenação de Dirceu. Para ler reportagem da Folha de São Paulo, clique aqui.

O jurista alemão Claus Roxin, que aperfeiçoou a Teoria Domínio do Fato, repreendeu o Supremo Tribunal Federal pelo "mau uso" da teoria no julgamento do mensalão. Para ele, a participação no comando dos desvios de recursos públicos tinha de ser provada. Para ler reportagem do site Viomundo, clique aqui

O jurista Celso Bandeira de Mello chegou a afirmar que cabia o impeachment do então presidente do Supremo, por conta de algumas decisões referentes ao julgamento do mensalão. Para ler reportagem da revista Carta Capital, clique aqui. Mello também afirmou que as condenações do mensalão foram políticas e não técnicas como afirma Barbosa. Para ler reportagem do Portal Forum, clique aqui.

Advogados constitucionalistas e professores da área de Direito, como Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, André Ramos (PUC/SP) e Thiago Bottino (FGV-RJ) criticam a passagem de Joaquim Barbosa pelo STF. Pare ler reportagem do site Última Instância, revista eletrônica especializada em Direito, clique aqui.

A OAB também condenou a atitude de Joaquim Barbosa, que - como presidente do STF - expulsou o advogado de José Genoíno do Plenário do STF. Para a ordem, nem " a ditadura militar chegou tão longe". Para ler reportagem do UOL, clique aqui.

Joaquim Barbosa criou empresa para comprar apartamento em Miami, com redução de impostos. A empresa tem sede em imóvel funcional em Brasília. A legislação brasileira proíbe magistrados de dirigir empresas e imóveis funcionais só podem ser usados para moradia do funcionário público. Para ler reportagem do site JusBrasil, clique aqui; e do jornal Correio Braziliense, clique aqui.

Claro que o agora ministro aposentado será amado e reverenciado por aqueles que queriam a condenação e a execração pública dos envolvidos no mensalão, independentemente de provas a constar dos autos ou obediência aos ritos judiciais. Para parte dessa audiência catártica, potencializada pela mídia, o importante é a condenação. Pura e simples. 

Joaquim Barbosa está aposentado e vai usufruir dos direitos, dos benefícios, das vantagens e das mordomias que uma aposentadoria de ministro do STF lhe garante - coisas que um mortal trabalhador celetista não tem. No entanto, sua passagem pelo STF não será esquecida tão cedo.