terça-feira, 12 de agosto de 2014

Quem é o anão mesmo?


O governo de Israel pediu desculpas (ontem, dia 11) ao governo do Brasil por causa das declarações de Yigal Palmor, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores. Palmor disse que o Brasil é um “anão diplomático” e um “parceiro irrelevante”, após o Itamaraty condenar, no dia 23 de julho, o uso de força desproporcional de Israel na Faixa de Gaza.

O pedido de desculpas, segundo o Palácio do Planalto – conforme o jornal O Globo, foi feito pelo recém-eleito presidente de Israel, Reuven Rivlin. Ele ligou para a presidenta Dilma Rousseff. Com a atitude, o governo israelense desautoriza seu porta-voz e mostra que o Brasil não é o anão diplomático que o beligerante porta-voz gostaria. Quem é o anão diplomático mesmo?

O Brasil, atualmente, ocupa uma posição de destaque em nível internacional, tanto que o país foi um dos primeiros a condenar, na Organização das Nações Unidas, os ataques de Israel aos palestinos. Vinte e oito países acompanharam o Brasil na votação pela investigação de Israel por crimes de guerra.

Os ataques de Israel à Palestina, erroneamente chamados de ofensivas, deixaram até o último final de semana mais de 1.900 mortos em solo palestino, sendo a maioria civis, e cerca de 10 mil feridos. Entre os israelenses, são 67 mortes, a maioria militares, e 500 feridos.  As informações são do G1. 

Os números de mortos e feridos dos dois lados mostram ou não o uso desproporcional de força?

Foto: Reprodução Globo.

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