terça-feira, 30 de setembro de 2014

Opinião e homofobia

A declaração do candidato nanico (em potencial de votos) à Presidência da República, Levy Fidelix, sobre a homossexualidade, no debate da Record, no domingo (dia 28), mistura liberdade de expressão e homofobia.

A parte do “aparelho excretor não reproduz” e “dois iguais não fazem filhos” é opinião. Condenável e desprezível, mas é opinião. A liberdade de expressão é um direito sagrado, mas a prática humana aplaude a opinião quando gosta e ataca quando não gosta, flertando até com a censura.

Agora, o trecho “nós somos maioria, vamos enfrentar essa minoria” e a comparação dos homossexuais à pedofilia são declarações homofóbicas. O que significa para o candidato enfrentar os gays?

Não contratar e despedir alguém por causa da orientação sexual? Negar direitos civis como casamento e adoção? Ser cúmplice da violência que mata homossexuais? Isso não é opinião. É homofobia.

Infelizmente, a liberdade de expressão, sobre esse tema, anda de mãos dadas com a homofobia, principalmente, se considerarmos a intolerância que se avoluma no Brasil por causa da radicalidade em não aceitar o outro que ele é. 


Atualizado às 22h01:

A crescente intolerância aos homossexuais tem causado a morte de muita gente por causa da orientação sexual. Levantamento feito pelo Grupo Gay da Bahia (GGB) mostra que 218 homossexuais foram assassinados, de janeiro até hoje. 


"Só no último mês foram registradas 16 ocorrências. De janeiro até hoje, foram 218 mortes de LGBT no País, dos quais 71 por tiros, 70 a facadas, 21 espancados, 20 por asfixia, 11 a pauladas e seis apedrejados, entre outros", afirma reportagem do portal Terra.

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