segunda-feira, 9 de março de 2015

A elite e o capim


Como reage a elite que xinga a presidenta Dilma, quando um jovem chama a sua filha de vaca, em uma boate da cidade?

Como reage a elite que xinga a presidenta Dilma, quando um motorista chama de vaca a sua mãe quando ela está ao volante?

Como reage a elite que xinga a presidenta Dilma, quando um cliente chama de vaca a sua tia na loja onde é a proprietária?

Como reage a elite que xinga a presidenta Dilma, quando homens chamam de vaca a sua cunhada que passa perto da construção?

Como reage a elite que xinga a presidenta Dilma, quando jovens chamam de vaca a sua amiga que vai pegar o carro no estacionamento?

Como reage a elite que xinga a presidenta Dilma, quando homens chamam de vaca a sua irmã que toma um chope com as amigas?

O episódio do tal panelaço durante o pronunciamento da presidenta Dilma, neste 8 de março – Dia internacional da Mulher – revela muito sobre a elite brasileira que desferiu palavrões contra a presidenta da República.

A manifestação individual ou coletiva é legítima, mas a ofensa pessoal é cretinice.

O protesto individual ou coletivo é democrático, mas o xingamento é postura baixa.

Quando uma parte do país, principalmente aquele que nossa imprensa adora dizer que mora em áreas nobres, chama de vaca a sua presidenta, bem no Dia Internacional da Mulher, fica a impressão que muita gente, em suas varandas gourmets, é que anda comendo capim. 

Definitivamente ter acesso ao ensino não é garantia de se ter educação.

Imagem: Reprodução Blog do Milton Alves.

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