segunda-feira, 27 de julho de 2015

Inquietudes (267) do Rei

Muitos municípios e estados estão retirando do Plano de Educação o direito à identidade de gênero. O tema é importante e a discussão é necessária, assim como a formação dos trabalhadores da educação para tratar o assunto com naturalidade, serenidade e respeito, mas...

Duvido que a maioria esteja preparada para lidar com a identidade de gênero. Imagine o estrago que pode ser feito por um professor (ou professora) conservador; fundamentalista religioso e frustrado sexualmente!  Enfim... o que é pior: não abordar o tema ou abordar com preconceito e discriminação?

sábado, 25 de julho de 2015

Aí, a trepada

Aí, a pessoa reclama da linguagem politicamente correta, acha que as expressões são chatas, sem graça, mas na hora de dizer que deu uma trepada, prefere outro termo.

__Afinal, você trepou ou não trepou ontem?
__Eu fiz amor. Trepar é uma expressão muito vulgar.
__Ué, mas você não acha a linguagem politicamente correta sonsa? 
__Ai... bom... veja bem... ah... mas... 
__Deixa pra lá!

Passos


quinta-feira, 23 de julho de 2015

Absurdo provável


“Um dia, chegaremos a um estágio em que será possível determinar se um bebê, ainda no útero, tem tendências à criminalidade, e se sim, a mãe não terá permissão para dar à luz.” 

Sério! Isso não é notícia isenta de verdade publicada pelo site Sensacionalista. A afirmação é de ninguém menos que o relator da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 171, a PEC da maioridade penal. O relator, o deputado Laerte Bessa (PR-DF), falou ao Jornal The Guardian, da Inglaterra. As informações são do Portal Fórum.

A fala do deputado consiste em um absurdo, mas não um qualquer. É um absurdo provável. Façamos um exercício meramente especulativo. Como o Congresso Nacional legislaria em um causa como essa? A legalização do aborto no Brasil não passa no Legislativo Nacional por conta do conservadorismo religioso e do oportunismo eleitoral. 

Então como esse mesmo Congresso proibiria mulheres de terem seus filhos porque foram identificados genes que indicam tendências à criminalidade? Tomando como base o argumento largamente difundido “bandido bom é bandido morto”, não é de se estranhar que - um dia - algo como o exposto pelo deputado-relator possa ser aprovado. 

Majoritariamente, a sociedade brasileira, por causa de dogmas religiosos, diz defender a vida e ser contrária ao aborto, mas há muita gente contrária ao aborto e favorável à pena de morte; contrária ao aborto e favorável ao linchamento de suspeitos de assaltos; contrária ao aborto e favorável a direitos humanos somente para humanos direitos. O que é mesmo um humano direito?

A contradição humana alimenta os demônios internos e estes aparecem sem seus donos perceberem. Muitos se dizem cristãos, mas frequentar missas e cultos não é garantia de bondade. Louvar ao senhor com cânticos, orações uma vez por semana ou mais não torna ninguém melhor. 

Abortar bebês com tendências à criminalidade seria, portanto, uma causa justa e justificável, para os fanáticos de sempre. E, infelizmente, esses não são poucos. Os fundamentalistas de amanhã, que avalizariam medidas como esta, são os mesmos que, hoje, aplaudem a execução de um suspeito ao vivo, em rede de televisão; e vibram com o acusado espancado amarrado a um poste. 

Se o deputado-relator acredita em aborto de bebê por ter tendências à criminalidade... 

?por que não abortar bebês com tendências a serem políticos corruptos?
?por que não abortar bebês com tendências a serem empresários corruptores?
?por que não abortar bebês com tendências a serem maus cidadãos?

Muitos que criticam a defesa do direito da mulher ao aborto por questões pessoais, financeiras, familiares e sociais, não pensariam duas vezes para avalizar o aborto de bebês com tendências à criminalidade. Seria legítima defesa coletiva? O fato é que a defesa da vida vale para todos até que o dono dela se torne uma ameaça, mesmo em potencial.

Crédito da imagem: Camille Allen “Artist Dolls and Sculptures”.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Inquietudes (266) do Rei

Delação premiada no olho do outro é refresco!
A delação premiada do juiz Sérgio Moro que foi usada para "provar" a culpa de aliados do governo Dilma, agora é vista com "cautela" pela oposição e seus combativos deputados e senadores. A delação da hora acerta o crânio do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que nunca foi aliado de Dilma e sempre esteve de mãos dadas com a oposição. Por outro lado, governistas que viam com desconfiança a delação, agora estão em júbilo. Como se vê, não é o combate à corrupção que importa, tonto, mas o combate aos corruptos do outro.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Quem é de merda mesmo?

Charge: Tiago Recchia

A atriz Thaila Ayala (quem mesmo?) está causando por causa de uma declaração que fez. Ao retornar dos Estados Unidos com um computador não declarado, foi multada pela Receita Federal. Ela diz que pagou duas vezes pelo produto. Em uma rede social, a atriz desabafou.

“Parabéns Brasil. Parabéns você que mora nesse país de merda, é parada na Receita Federal e tem que pagar pela segunda vez seu computador! Você chega já desesperada para ir embora porque é um país de muita injustiça! Simplesmente somos assaltados diariamente!” 

Sonegação é crime e o sonegador pode pegar de seis meses a dois anos de cadeia e ainda pagar multa que pode chegar a cinco vezes o valor devido. As regras estão disciplinas na Lei 4.729, de 1965.

Mas criminoso  é sempre o outro, não é mesmo? Há quem defenda, inclusive, o ato de sonegar, argumentando que a ação é legítima defesa contra um governo que rouba o cidadão. Duvida? 

"Como alguém pode culpar um empresário por mandar ilegalmente dinheiro para fora do país na tentativa de fugir dos planos mirabolantes dos governos?" A defesa é do economista Rodrigo Constantino. Ele mesmo, o colunista da Veja. 

O artigo completo de Constantino pode ser lido na página de um tal Instituto Ludwig Von Mises Brasil, cujo lema é "propriedade, liberdade e paz". Conhecemos bem o estrago que estas três coisas podem fazer ao trabalhador, quando associadas à ausência do estado e ao lucro a qualquer preço.

Não é à toa que as investigações da Operação Zelotes não encontram eco na sociedade e é invisível aos olhos midiáticos dos grandes veículos de comunicação. A operação da Polícia Federal não tem o mesmo apelo que a Lava Jato. 

Enquanto a Lava Jato não sai da imprensa a Zelotes não sai na imprensa. A primeira investiga a corrupção política e a segunda a sonegação empresarial. E o mais triste é que os valores da sonegação superam os valores da corrupção.

Helena Sthephanowitz, da Rede Brasil Atual, afirma que "segundo a PF, a investigação já constatou R$ 5,7 bilhões de impostos sonegados neste esquema, mas os valores suspeitos, ainda em investigação, alcançam a estimativa de R$ 19 bilhões. É um valor muito superior aos desvios na Petrobras estimados pelo Ministério Público Federal na Operação Lava Jato." 

Quem é investigado na Operação Zelotes? Mandados foram cumpridos em empresas como os bancos Bradesco, Safra, Pactual, Bank Bosto, Santander, as montadoras Ford e Mitsubishi e a BR Foods, do setor de alimentação. O esquema de fraude envolve gigantes de vários segmentos.

Por que em um país cuja cultura é de sonegação, tanto por empresários quanto por cidadãos comuns (compra de recibo médico para declarar do imposto de renda é ilegal), apenas político e partido não prestam? Marcelo Justo, em reportagem para o portal Carta Maior, escreveu que a "sonegação dos ricos é 25 vezes maior que corrupção nos países em desenvolvimento"

É por isso que toda vez que leio ou ouço alguém dizer que o Brasil é um país de merda eu me pergunto. Um país de merda é feito de que tipo de gente mesmo?

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Inquietudes (265) do Rei

Nas redes sociais, as pessoas curtem de tudo um pouco. O pior é quando compartilham a mentira. Mesmo depois de descobrir a verdade não se preocupam em esparramá-la.

terça-feira, 14 de julho de 2015

Marteladas por engano

Reprodução G1

A justiça não funciona. Direitos humanos para humanos direitos. O cidadão tem de fazer algum coisa, tem de sair do comodismo. Bandido bom é bandido morto. Quem não deve, não teme. Político nenhum presta. Partido só tem corrupto.

Um motorista de ônibus de Curitiba ouviu os conselhos do conservadorismo atual – e de sempre – e fez justiça com as próprias mãos. 
Ele perseguiu um adolescente de 16 anos e desferiu-lhe algumas marteladas. A acusação? O adolescente não teria pagado o bilhete da corrida.
Detalhe: o adolescente agredido pelo justiceiro da companhia de ônibus não estava no coletivo, ou seja, foi agredido por engano.
A informação é do G1. “Ele [o motorista] perseguia outros dois jovens que, segundo o agressor, entraram no coletivo sem pagar, mas acabou se confundido e agredindo outro rapaz.”

Então quer dizer que se fosse o verdadeiro adolescente, as marretadas estariam liberadas?
Não! Um estado é democrático e de direito por fazer funcionar os direitos e os deveres do cidadão.
Em caso de não funcionamento, é necessário fazer as regras funcionarem pelas vias institucionais.
A história mostra que quando os ensandecidos assumem o poder com as próprias mãos, o controle escorrega entre os dedos. 

Você pode estar se perguntando o que tem a ver justiçamento com política?
Tem tudo a ver exatamente porque o debate político no país está contaminado pelo exacerbamento ideológico, fazendo com que os conservadores saiam do armário.
Desde 2002, quando Lula chegou à Presidência da República, o discurso de ódio tem prevalecido e contaminado a sociedade como um todo. 
Esse ódio é destilado por lideranças da oposição, pelas bancadas fundamentalistas do Congresso Nacional, por empresários de vários setores, por pseudo lideranças religiosas. 
E por você que compartilha tudo isso pela internet.

O ódio tem nome: ascensão social do pobre. Lembram-se da bolsa esmola que estimula a vagabundagem?
O ódio tem nome: mudança de classe social. Quem deixou um operário de nove dedos transformar os aeroportos em rodoviárias?
O ódio tem nome: casamento gay. Deus criou o casamento para o homem e a mulher, certo? Querem destruir a família tradicional.
O ódio tem nome: a primeira presidenta. Como pode uma terrorista assumir o poder?  O golpe é filho do ódio. Se assumiu, não termina o mandato!
O ódio tem nome: negro na universidade. As cotas premiam os que não se esforçam. Tem de ensinar a pescar, não é esse o discurso? 
Uma coisa está interligada à outra porque as atitudes são políticas e ao serem confrontados, os demônios ganham vida na forma de agressão on-line, linchamento e marteladas.

O episódio de Curitiba está longe de ser isolado e revela que o cidadão comum está disposto a fazer justiça com as próprias mãos.
Mas o que esperar de uma sociedade na qual apresentador de TV justifica como “legítima defesa coletiva” amarrar um suspeito de assalto a um poste? Raquel Sheherazade tem parte nas marteladas que o adolescente de Curitiba levou.

Mas o que esperar de uma sociedade na qual um apresentador de TV aplaude a execução ao vivo de um suspeito em perseguição? Marcelo Rezende tem parte nas marteladas que o adolescente de Curitiba levou.

Mas o que esperar de uma sociedade cujo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, quando perde uma votação, realiza manobras regimentais para conseguir o que quer, mesmo passando por cima de regulamentos e desprezando seus pares?
Cunha fez isso com a votação do projeto que proibia doação de empresas para campanhas políticas e com o projeto de redução da maioridade penal. Ao perder, Cunha revirou o regimento da Câmara e conseguiu aprovar o que queria.
Se o presidente da Câmara Federal não respeita regras, o que esperar do cidadão comum? 

Os exemplos acima – péssimos para qualquer sociedade democrática e civilizada – mostram que o discurso de ódio está colhendo seus frutos.
As marteladas de Curitiba são pedagógicas e mostram que ainda temos tempo para rever o discurso de ódio e canalizar essa energia para algo mais benéfico.
Não me canso de dizer e repito mais uma vez: quando a sociedade dá aval à justiça com as próprias mãos, qualquer um pode ser a vítima.
Com a palavra, o adolescente de Curitiba que levou algumas marteladas por engano!

sexta-feira, 10 de julho de 2015

A sua parte no linchamento


Segundo o Portal Fórum, nesta semana, um "rapaz foi agredido com socos, chutes, pedradas e garrafadas, não resistiu e perdeu a vida ainda no local, por conta de uma hemorragia." Espancado e amarrado a um poste.

O assassinato, mais conhecido como linchamento, aconteceu em São Luís (MA). O rapaz era suspeito de um assalto. Não houve denúncia, nem julgamento. A condenação sumária - pena de morte - foi decretada e executada por gente comum.

Segundo o jornal Extra, Cleidenilson da Silva, 29 anos, não tinha passagens pela Polícia. O que ele fez para ser considerado suspeito de um assalto? Ser negro? Ser pobre? 

O ódio contra supostos bandidos revela que a sociedade busca, automaticamente, no preconceito racial o suspeito perfeito? Há um perfil ideal de suspeito numa sociedade que discrimina e exclui?

Você que aplaude a justiça com as próprias mãos, que confunde justiça com vingança, enche a boca para dizer que bandido bom é bandido morto, lembre-se de que uma parte de você ajudou a linchar e a matar este rapaz.

Parabéns, o seu ódio frutificou. Você pode dormir tranquilo todas as noites com sua consciência cristã. Suas palavras tornaram real a violência que você prega para combater a violência.

E lembre-se: quando a sociedade dá aval para matar, qualquer um pode ser a vítima, inclusive você, seus pais, seus filhos, seus amigos. O ódio cego e o justiçamento não atingem apenas quem você considera inimigo.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Sobre protestos e agressões


A troca de agressões pela internet virou rotina. Militantes e simpatizantes de partidos políticos trocam ofensas, xingam-se mutuamente, agridem-se verbalmente. Infelizmente, estabelecer um debate sereno e equilibrado, buscando argumentos convincentes virou tarefa árdua. Para não se chatear, à vezes, o silêncio é a melhor resposta.

No entanto, essa beligerância saiu do monitor para as ruas. O enfrentamento virtual tornou-se real na forma de socos, chutes e bandeiradas. Recentemente, o líder da página Revoltados On Line, Marcello Reis, se meteu em confusão com militantes que participavam do Congresso do PT, na Bahia. Manifestantes contra o governo e a favor já se pegaram em outras ocasiões.

E a moda parece , agora, agredir autoridades do governo federal. O secretário-geral da Presidência da República, Miguel Rosseto, foi hostilizado em um avião. O ex-ministro da Fazenda de Lula e Dilma, Guido Mantega, foi hostilizado em três ocasiões. O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha também foi hostilizado em um restaurante, enquanto almoçava. Para não ficar apenas em exemplos de nomes do governo petista, cito o episódio que envolveu o deputado federal Marco Feliciano. Ele também foi hostilizado em um avião. 

Protesto contra qualquer autoridade é legítimo, necessário e faz parte da democracia, mas isso pede lugar adequado. Decididamente, avião e restaurantes - quando as autoridades estão enquanto cidadãos comuns - não são o melhor espaço para isso. 

Toda vez que vejo esse tipo de manifestação me pergunto: por que os insatisfeitos não participam dos espaços institucionais de participação popular e social? Como são os debates e onde ocorrem as diretrizes para mudar os rumos do país? Por que não ocupar o Congresso, as Assembleias Legislativas e as Câmaras de Vereadores?

Agredir verbal ou fisicamente uma autoridade, da esquerda ou da direita, quando ela não está a serviço do cargo, não é exemplo de participação popular. É exemplo de falta de educação e sintoma de despolitização. Política boa se faz nos espaços apropriados. É mais fácil agredir uma autoridade do que participar de entidades sociais e populares que têm assento nos órgãos institucionais que definem as diretrizes das políticas públicas.

Há diferenças gritantes entre um “protesto” em um restaurante ou avião e um protesto em frente ao Planalto, ao palácio do governo do estado, ao ministério ou em uma avenida por onde passará a comitiva. O primeiro é um desabafo e seu poder político é pequeno - exatamente - por pender para a agressão pessoal. O segundo é efetivo porque é uma atitude contra o político e sua política.

Lamento que parte da sociedade ache que grosseria em avião e restaurante seja uma forma democrática de participação. Isso é uma distorção do debate político. Esse tipo de atitude é perigosa porque revela intolerância que flerta com o preconceito e a violência. Qual o limite? Não há uma barreira intransponível. E isso é perigoso.

Não são exatamente o preconceito e a intolerância que motivam a violência contra praticantes de cultos afros, homossexuais, negros e mulheres? A energia é a mesma, o foco é que muda conforme o ódio de "quem protesta". Assim, qualquer um pode ser a vítima.

Crédito da imagem: Obra “Saturno devorando a un hijo" (1815). Goya (1746 – 1828).

sábado, 4 de julho de 2015

Inquietudes (264) do Rei


Liberdade de expressão o caralho! (não achei termo mais brando) Isso é injúria racial, portanto, crime. Os criminosos que se escondem atrás de uma suposta opinião têm de ser processados e condenados.Até quando nossas instituições ficarão caladas, sendo coniventes com essa prática criminosa? Com a palavra, a OAB, o MP e a Justiça.

Imagem: Reprodução página Hugo Gloss, no Facebook.

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Detestável e repulsivo

O adesivo feito com a imagem da presidenta Dilma Rousseff, na qual ela aparece em uma montagem para "decorar" o tanque de combustível de veículos é detestável e repulsivo.

Detestável porque se trata de uma montagem grosseiramente machista, que joga qualquer debate político na lata de lixo. Lembremos que o machismo constrange, agride, violenta e até mata.

Repulsivo porque enoja qualquer pessoa de bom senso pelo mau gosto explícito e pela natureza abjeta da proposta: fuder a presidenta com uma bomba de combustível.

A montagem, além de ofender a honra da presidenta, ataca todas as mulheres, mesmo que as machistas digam o contrário e que o feminismo não as representa.

Às machistas, uma questão para reflexão: mulher boa é aquela que abre as pernas e que fica de quatro?  

A imagem da mulher, neste episódio, é subjugada, aviltada num exemplo clássico no qual o machista apela para questões sexuais para depreciar a interlocutora.

Muitos argumentam que o adesivo serve de protesto e que é a política do governo Dilma que deixa o cidadão de quatro.

Tal justificativa, além de tosca, revela a falta de capacidade dos adversários de manterem o debate no nível político.

Infelizmente esse viés é produzido e fomentado pela oposição, encabeçada pelo PSDB, que encontra eco em investigações policiais e judiciais seletivas, em consonância com parte de uma imprensa contaminada, que ajuda a infectar o leitor.

Este adesivo ao usar argumentos terceiros à política baixa o nível, apela e - o pior - propaga a violência contra a mulher.

Quem produziu tais adesivos, provavelmente, não aguentaria meia hora da tortura a que Dilma foi submetida pela ditadura militar e, com esse material, ajuda a torturar um pouco mais a presidenta.

Gente irresponsável, que flerta com o banditismo, sempre existiu. Gente preconceituosa sempre houve. Gente violenta há desde sempre. É que esse tipo não tinha rede social para manifestar o que tem de pior dentro de si.