quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Escolhas e dores



Para vingar o sangue francês, o presidente François Hollande promete mais sangue.
O terror combate o terror.

Os mortos de Paris têm nome e rosto.
Os mortos da Síria não têm nome nem rosto.

Em uma guerra, não há como matar apenas o inimigo que se combate.
Alvos civis se tornam alvos fáceis.

A morte de civis em ataques da França é efeito colateral.
E a morte de civis em ataques terroristas é o que mesmo?

Quem diria! os ditadores do Oriente Médio mantinham suas tribos sob controle.
A invasão do Afeganistão e do Iraque, pelos Estados Unidos, a pretexto de levar a democracia, conseguiu desestabilizar ainda mais a região.

A Primavera Árabe, para tirar ditadores ex-aliados do poder, virou o Inv(f)erno Mundial.
Ruim com os ditadores, pior sem eles?

Grupos dissidentes armados e treinados.
E as armas também vão parar nas mãos de um tal Estado Islâmico.

O extremismo é orientalmente religioso e ocidentalmente ganancioso.
Um quer controlar o outro.

Terrorismo clandestino.
Terrorismo institucional.

Ação e reação.
Causa e consequência.

O mundo chora suas as dores.
E se esquece que são as dores das suas próprias escolhas.

Crédito da imagem: Reprodução Blog Versos e Rimas.

Nenhum comentário: