terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Sem saudades, mas nunca esquecido


2015 vai terminando e não deixa saudades, mas não pode ser esquecido pela sua importância histórica

Como assim?

2015 mostrou que o Brasil não vai aceitar um golpe na democracia armado por uma oposição oportunista e uma elite rancorosa. As manifestações contra o impeachment venceram os favoráveis à derrubada de Dilma.

2015 mostrou que os revoltados on line saíram do armário para atacar quem ousa pensar e agir diferente. Chico Buarque não é efeito colateral.

2015 mostrou que a Lava Jato pode passar o Brasil a limpo, mas a operação não pode ser seletiva e deve apurar todas as acusações de corrupção; do governo FHC ao governo Dilma. 

2015 mostrou que a corrupção não é apenas política e que o empresariado pego na Lava Jato e os cartolas do futebol mundial também não são efeitos colaterais.

2015 mostrou que a política contaminada infecta a economia e os mais pobres sofrem mais. Alguma novidade?

2015 mostrou que a inflação está de volta e os desempregos aumentando e que ajuste fiscal deve ser feito na conta de quem nunca perdeu: o mercado financeiro.

2015 mostrou que a crise é grave mas não tão grave quanto gostariam algumas páginas jornais, afinal - apesar da crise - Rio de Janeiro tem recorde de turistas e as vendas pela internet no período de Natal cresceram 26% em relação ao ano passado.

2015 mostrou que apoiar eduardos cunhas para a Presidência da Câmara, só para infernizar a presidenta Dilma, não faz bem ao país.

2015 mostrou que um Congresso Nacional liderado por um deputado conservador, fartamente acusado de corrupção e movido a ódio, chantagem e vingança faz o Brasil retroceder décadas.  

2015 mostrou que há esperanças no estado democrático de direito quando o Supremo Tribunal Federal (STF) barra ritos de impeachment que ferem frontalmente a lei.

2015 mostrou que jornalismo não é propaganda política e formação de opinião não deve ser feita à moda de torcida organizada; tomara que mervais pereiras tenham aprendido a lição.

2015 vai terminando e não deixa saudades, mas não pode ser esquecido pela sua importância histórica.

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