sábado, 30 de abril de 2016

Inquietudes (313) do Rei

A politização do Judiciário - escancarada pelo ministro Gilmar Mendes, no Supremo Tribunal Federal (STF); o então ministro Joaquim Barbosa, durante o julgamento do mensalão do PT e Sérgio Moro, na Operação Lava Jato - é um perigo para a democracia. Estamos colhendo os frutos desse processo e a vítima é a própria sociedade que incentivou este comportamento.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Inquietudes (312) do Rei

Eu estava errado.

Em um eventual governo Temer, disse que a Lava Jato acabaria. O MPF, a PF e o juiz Sérgio Moro não precisaram ser enquadrados por um governo do PMDB para reduzir o ritmo da operação. 

Moro disse, em Nova York onde foi receber um prêmio da Time, que a Lava Jato não é seriado para ter capítulo toda semana.

No entanto, lembremos que várias operações, comandadas pelo juiz, foram desencadeadas em momentos que coincidiam com a agenda política do país, como os protestos contra Dilma e as eleições de 2014.

A Lava Jato não é uma operação para passar o Brasil a limpo contra todos os corruptos de todos os partidos.

É sintomática a redução do ritmo da operação após a aprovação da admissibilidade do impeachment de Dilma, pela Câmara dos Deputados, comandada por Eduardo Cunha.

A direita conservadora sem votos agradece.

Decepcionados e satisfeitos

Ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Ele é acusado de intimidar testemunhas e, portanto, obstruir a justiça.
Ele é acusado de manobrar a Comissão de Ética para evitar que prossiga o processo que vai avaliar a sua cassação.

Ele é Eduardo Cunha e

tem o apoio de líderes de movimentos que diziam combater à corrupção, como Kim Kataguiri.
tem a simpatia de muitos revoltados on-line que odeiam Dilma, Lula e o PT.
tem a gratidão de muitos deputados federais eleitos com a articulação financeira dele. 

Mesmo sendo réu no STF, 
mesmo acusado de obstruir a justiça, 
mesmo manobrando a Comissão de Ética para escapar da cassação, 

Eduardo Cunha manda e desmanda na Câmara e o STF não julga o pedido de afastamento parado desde 15 de dezembro (não era acovardamento, é cumplicidade).
O juiz Sérgio Moro - se investiga a mulher e a filha dele - vaza informação nenhuma para a mídia parceira da Lava Jato.

O Brasil inocente que acreditou na Lava Jato e no combate a todos os corruptos deve estar decepcionado, já os que lutam seletivamente contra a corrupção, devem estar satisfeitos.

sábado, 23 de abril de 2016

Inquietudes (311) do Rei

Fale aquela parte engraçada - que é mesmo? ah- em que você diz que é contra todos os corruptos e contra todos os partidos corruptos, que todos serão derrubados porque você defende o Brasil e a sua bandeira é verde amarela e não vermelha. 

Enquanto isso, Eduardo Cunha obstrui a Comissão de Ética para não ser cassado, tranca a pauta para fragilizar o governo, coloca em votação pauta-bomba para inviabilizar o governo e paralisia o Brasil, chantageia os aliados porque ameaça levar todos se cair e agora negocia seu advogado pessoal para o Ministério da Justiça, em um eventual governo Temer.

Eduardo Cunha é fruto da parceira dos movimentos anti-corrupção como o Vem pra Rua e o Movimento Brasil Livre com a seletividade Lava Jato e do juiz Sério Moro; a omissão do STF que não julga o pedido de afastamento do deputado, parado desde dezembro; a mídia partidarizada e de quem berrou Fora Dilma por desinformação ou má fé.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Continua lindo!


Um atalho para o passado


"Uma Ponte para Futuro" é um documento do PMDB que lança uma plataforma de governo. Até aí tudo bem. O problema está no fato de o documento ter sido preparado, em 2015, muito depois que a chapa Dilma/Temer foi reeleita, em 2014. O programa eleito, gostem ou não, foi o do PT, encabeçado por Dilma.

Isso significa dizer que "Uma Ponte para o Futuro" não disputou as urnas em 2014. É um projeto elaborado por quem conspira contra o projeto eleito naquele ano. Portanto, implantá-lo sem debate eleitoral e sem voto, é ilegítimo. Sem legitimidade, torna-se fruto de um golpe.

E os conspiradores? Michel Temer, o vice; Moreira Franco e Eliseu Padilha, que foram ministros de governos petistas. O PMDB - governista desde sempre - aproveitou-se até o último minuto da parceria com o PT. Desfez-se dos parceiros antigos para abraçar os novos, que não são tão novos assim.

O PMDB de Michel Temer quer implantar um projeto sem legitimidade, associando-se à oposição que tranca a pauta do Congresso - ou aprova pautas-bomba - para impor derrotas à presidenta Dilma e inviabilizar o seu governo. O pior, o PMDB se associa ao PSDB de Aécio Neves, cujo projeto foi derrotado em 2014.

Neste sentido, a derrubada da presidenta Dilma - sem crime de responsabilidade - por um Congresso no qual mais da metade responde a ações na justiça, para implantar um projeto que não disputou votos, é golpe. Pode-se chamar de eleição indireta, também. O que não muda o caráter golpista visto que, no Brasil, as eleições são diretas. 

Entre as medidas do "Uma Ponte para o Futuro" estão um ajuste fiscal ainda mais pesado, ou seja, corte nos gastos públicos. Gasto público, neste caso, é com os programas sociais, ou seja, redução de benefícios em programas de combate à miséria e à pobreza.

Além disso, o documento propõe fazer reformas constitucionais. Se o documento não foi debatido em campanha, quem garante que as reformas na Constituição não serão feitas por quem apoia um eventual governo Temer, sem discutir com a população do país? 

O documento critica a obrigatoriedade de gastos orçamentários como na educação e na saúde. O que significa retirar essa obrigatoriedade se, mesmo ela existindo, muitos estados e municípios não investem o mínimo nos dois setores? Significa que, sem a obrigatoriedade, saúde e educação terão ainda menos investimentos.

O documento do PMDB, que não disputou e muito menos ganhou eleição, prega também "o fim de todas as indexações, seja para salários, benefícios previdenciários e tudo o mais." A proposta que é Executivo - junto com o Congresso - decida os reajustes na votação do Orçamento para o ano seguinte. 

Em outras palavras, adeus ao aumento real de salário mínimo, aposentadoria, pensão e outros benefícios da Previdência Social. "Quando a indexação é pelo salário mínimo, como é o caso dos benefícios sociais, a distorção se torna mais grave, pois assegura a eles um aumento real, com prejuízo para todos os demais itens do orçamento público."

Além disso, a derrubada de Dilma e um governo Temer são apoiado por Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que defende a terceirização generalizada e a flexibilização da CLT. Flexibilização é um termo bonito para extinção de direitos trabalhistas. Correm risco direitos como férias, 13º salário, FGTS e outros.

Ao final, o documento promete "reconstituir um estado moderno, próspero, democrático e justo." Estado moderno, próspero, democrático e justo para quem mesmo? Ao retirar conquistas como o aumento real do salário mínimo, dos benefícios da Previdência e a obrigatoriedade do investimento em educação e saúde, "Uma Ponte para o Futuro" vira um atalho para o passado.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Inquietudes (310) do Rei

O STF que, hoje adiou a decisão sobre Lula ministro, é o mesmo que não decide sobre o pedido de afastamento de Eduardo Cunha, parado há meses; é o mesmo que legitima a seletividade da Lava Jato; é o mesmo que condena sem provas (Teoria do Domínio do Fato no mensalão do PT); é o mesmo que faz biquinho porque a comunidade internacional chama o Brasil de republiqueta. Lula estava errado. O STF não está acovardado com o avanço do conservadorismo e do golpismo no Congresso. Sua omissão tornou-o cúmplice.

Informação contaminada

Todo aluno de jornalismo, no primeiro ano de faculdade, aprende os princípios básicos da atuação profissional, como levantar, checar e cruzar informações; ouvir o máximo de versões possíveis (os dois lados) sobre o fato/acontecimento para que o leitor possa formar a sua opinião. 

Eticamente, o aluno aprende - e todo profissional sério sabe - que afirmações graves (acusações) no jornalismo têm de ser sustentadas. É isso que difere o jornalismo do boato. A sustentação das acusações de uma fonte deve ser com outras fontes/pessoas e documentos, indicadores, entre outros.

A imparcialidade não existe no jornalismo. Uma palavra constrói um sentido positivo ou negativo, fazendo um discurso que gera efeito de sentido favorável ou contrariamente a uma pessoa, grupo, segmento ou projeto.

Se a imparcialidade não existe, há a honestidade. Mesmo defendendo um projeto, o veículo de comunicação pode informar em várias vertentes e fornecer análises variadas para dar chance de o leitor formar uma opinião por si próprio. Informação contaminada costuma infectar o leitor. No caso do noticiário político atual, a infecção transmite ódio.

Inquietudes (309) do Rei

Não subestimem Jair Bolsonaro. Isso deve ser compreendido como um (triste) fenômeno social, a ser combatido com inteligência e não desqualificação pura e simples. Ele atrai uma legião de jovens - órfãos de heróis políticos - que cresceram ouvindo que política, políticos e partidos não prestam. 

Os fãs de "Bolsomito" enxergam como adversários os segmentos que se beneficiam das políticas públicas. Para eles negros, gays, mulheres se vitimizam porque não acreditam em racismo, homofobia e misoginia. Esses órfãos acham que tudo é liberal demais e querem alguém para impor respeito, regras e disciplinas, o que vêem - estrabicamente - em Jair Bolsonaro.

Não subestimem a capacidade deste nome de fazer a cabeça dos órfãos políticos.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Inquietudes (308) do Rei

Deus - citado por uma Câmara, cuja metade responde a ações na justiça - na delação - digo, na defesa do voto no impeachment - esse deus precisa ser investigado pela Polícia Federal. O deus que saiu da boca da cambada - digo, bancada do SIM - não é Deus.

Deus não compactua com corrupto que diz combater a corrupção; Deus não compactua com corrupto que quer extinguir projeto para os mais pobres; Deus não compactua com corrupto que exalta a sua família e exclui a do outro; Deus não compactua com político corrupto moralista sem moral.

domingo, 17 de abril de 2016

Inquietudes (307) do Rei

Gostaria de ouvir pelo menos um deputado falar honestamente.

__Pela salvação do meu couro e do mandato de Eduardo Cunha, voto SIM.

Incompetência e sabotagem

É incompetente a presidenta Dilma Rousseff, neste atual mandato? Não esqueçamos que ela foi bem avaliada no primeiro. Dilma é incompetente ou seu governo foi paralisado por um candidato derrotado (o tucano Aécio Neves) que não aceitou o resultado das urnas e trava o governo desde então? 

Como disse o jornalista Paulo Nogueira, em artigo no DCM"Dilma sequer teve a chance de ser uma má governanta. Nem saíra o resultado da eleição e ela começou a ser sabotada brutalmente." 

Essa mesma sabotagem também pode ser creditada na conta de uma dos piores legislaturas do Congresso Nacional da história do Brasil, na qual muitos deputados e senadores são réus no STF ou respondem a ações na justiça?

A ficha corrida do presidente da Casa, Eduardo Cunha, dispensa apresentação, assim como seu modus operandi, baseado em pauta-bombas e na criação de obstáculos na Comissão de Ética que avalia o pedido da cassação do seu mandato.

Essa mesma sabotagem pode ser creditada na conta de uma imprensa partidarizada à direita, com histórico golpista contra governos trabalhistas?  

Essa mesma sabotagem pode ser creditada na conta da Lava Jato que, seletivamente, aliada à imprensa partidarizada, forneceu munição apenas contra o governo, o PT e os partidos aliados?

Sim para todas as perguntas.

Então, a incompetência de Dilma tem de ser diluída na irresponsabilidade da oposição, na seletividade da Lava Jato, na partidarização da mídia tradicional e no congresso que quer o impeachment para se livrar das investigações em um eventual governo Temer, tendo Eduardo Cunha, como vice.

Nas nuvens


sábado, 16 de abril de 2016

Peço seu voto para presidente


O nome dele é Reinaldo César Zanardi e é candidato à Presidente da República, pelo Partido do Conservadorismo Brasileiro, o PCBr.

Ele se prepara para gravar o primeiro programa eleitoral que será exibido nos próximos dias, em cadeia de rádio e televisão.

Alinhado o paletó, arrumada a gravata, ajeitado o cabelo, aparada a barba, suavizados os traços com maquiagem (de homem, por favor), ele está pronto.

__Presidente, gravando em 3, 2, 1. Diz a diretora da produtora.

__Boa noite, brasileiros do meu Brasil!  É com alegria que aceitei o desafio de concorrer à Presidência da República pelo PCBr.

Minha plataforma de governo resgata os princípios da direita, que precisam ser valorizados e implementados pelo bem da nação.

Deixo isso claro no meu primeiro programa eleitoral porque temos de combater a ideologia da esquerda, perigosa para esta nação.

Defendo a liberdade de cada cidadão, o direito à propriedade e a livre iniciativa de mercado, sem intervenção do estado.

Os aparelhos estatais não podem intervir na economia e o mercado livre vai regular todos os setores pelo esforço e mérito de seus empreendedores.

A meritocracia é a base de um sistema capitalista, no qual basta se esforçar para conseguir as suas metas.

Por isso, meu programa de governo defende o fim dos programas sociais, que estimulam a preguiça que impede a produção de riqueza.

A CLT – a Consolidação das Leis Trabalhistas – são um empecilho para o crescimento do país e do Produto Interno Bruto.

Temos de rever a CLT com a revisão de obstáculos como as férias, o 1/3 de férias, o FGTS, a licença-maternidade e tanto auxílio-doença.

Vou cancelar as bolsas de iniciação científica, mestrado e doutorado porque a educação deve ser paga, assim como o acesso aos serviços de saúde.

Sem a intervenção do estado, o mercado tem capacidade para se autorregular e, por isso, no meu governo vou rever as políticas de incentivo às empresas e às indústrias.

O empresário com seu esforço pessoal não precisará mais de doação de terrenos; vou extinguir os projetos de isenção de impostos federais.

Os juros do BNDES – o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – não serão mais subsidiados.

Na pactuação com estados e municípios, retiraremos a isenção e a redução de impostos como ICMS, IPTU e ISS.

A máquina administrativa está pesada e ineficiente demais; gastamos muito e o resultado do funcionalismo público é baixo.

Encaminharei projeto reduzindo para a metade o número de ministérios e proporei o fim da estabilidade no serviço público nas três esferas de governo.

Minha plataforma é de direita. Minha plataforma é a do conservadorismo brasileiro.

Até o próximo programa porque a saída é pela direita!

__Obrigado, presidente ficou ótimo!
A diretora da produtora espera o candidato sair do estúdio, encara o cinegrafista e dispara.
__Com esse programa de governo, nem eu - que sou contratada pela campanha - voto nele.

Será que algum candidato da direita, no Brasil, que defende um programa neoliberal, teria coragem de falar abertamente sobre isso em um programa ou debate eleitoral?

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Então, você é a favor?


Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque o seu governo é corrupto, mas apóia Temer presidente – aliado de Eduardo Cunha, réu no STF, acusado de lavagem de dinheiro, recebimento de propina e contas escondidas na Suíça?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque descobriram o esquema de corrupção na Petrobrás, mas apóia os cerca de 300 deputados e senadores no Congresso que estão nas listas das empreiteiras da mesma operação ou respondem a ações na justiça ou são réus no Supremo Tribunal Federal (STF) ou são tudo isso junto?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque você defende a democracia, mas apóia um eventual governo Temer, que não terá legitimidade porque o processo de impeachment, sem crime de responsabilidade, caracteriza golpe?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque ela desgovernou o país, mas apóia Eduardo Cunha, responsável pelas pautas-bombas no Congresso em chantagem contra o governo federal?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque o impeachment está previsto na Constituição, mas você sabia que as pedaladas fiscais não configuram crime de responsabilidade? 

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque o seu governo agravou a crise, aumentou a inflação e o desemprego, mas você sabia que incompetência administrativa e política não está prevista na Constituição como motivo para impeachment?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque os projetos de gênero do governo federal são um atentado contra os valores morais da família tradicional, mas você manda a presidenta tomar no cu, xinga-a de vaca, filha da puta e sapatona na frente do seu filho?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque ela implanta projetos que ensinam a ser gay, mas protesta na avenida ao lado de Alexandre Frota, ator pornô, inclusive de filmes gays?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque ela é uma ditadora, mas protesta na avenida ao lado de Bolsonaro que pede a volta do regime militar?

Então, você é favor da derrubada da presidenta Dilma porque ela não fez nada pelo país, mas mora em uma unidade do projeto “Minha Casa Minha Vida”e faz faculdade privada com o Prouni?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque ela mudou as regras para pensão e auxílio-doença, mas apóia deputados que aprovaram o projeto que libera a terceirização para todos os empregos?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque ela aumentou o prazo para poder usar o seguro-desemprego, mas endossa as ações da Fiesp que quer o fim da CLT?

Então, você é a favor da derrubada da presidenta Dilma porque os governos do PT dividiram o país, mas você faz discurso de ódio contra pobres, nordestinos, gays, índios, moradores de rua e tantos outros?

Quem elegeu Dilma presidenta ajudou a eleger Michel Temer, vice. Ele na cadeira da Presidência da República é responsabilidade de quem votou e de quem apoiou a derrubada de Dilma. 

Os opositores de Dilma acreditam que terão paz, e não terão, em um eventual governo Temer. São os mesmos que não aceitaram o resultado das urnas quando Dilma foi reeleita em 2014. Somam-se a esses os oportunistas que estavam no governo até esta semana.

O governo Dilma paga um preço alto por aliados corruptos e interesseiros, medidas políticas e econômicas equivocadas, mas o atentado à democracia, com a derrubada de uma presidenta democraticamente eleita, será cobrado – durante muito tempo – de cada brasileiro.

Crédito da imagem: Benett. Blog do autor: http://blogdobenett.blog.uol.com.br/

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Sou cristão, mas


Sou cristão, mas odeio os políticos; são todos iguais.
Sou cristão, mas odeio os partidos políticos; são todos corruptos.
Sou cristão, mas odeio os comunistas que pregam a luta de classes e divide o país.

Sou cristão, mas odeio as entidades de gays que desqualificam os heteros.
Sou cristão, mas odeio as entidades de negros que discriminam os brancos.
Sou cristão, mas odeio as entidades feministas que perseguem os homens.

Sou cristão, mas odeio quem discorda de mim.
Sou cristão, mas odeio pastor e padre que concordam com a bolivarização do Brasil.
Sou cristão, mas odeio quem quer transformar o Brasil em uma Venezuela.

Sou cristão, mas odeio as cotas públicas porque elas geram discriminação às avessas.
Sou cristão, mas odeio o Bolsa Família porque estimula a vagabundagem.
Sou cristão, mas odeio o Movimento Sem Terra porque invade a propriedade privada.

Sou cristão... e tenho tanto ódio!
...
Acho que preciso aprender a amar mais. 

Inquietudes (306) do Rei

Estão acusando o Supremo Tribunal Federal (STF) de legislar no lugar do Congresso, com a decisão do ministro Marco Aurélio de Mello de determinar a abertura do impeachment contra o vice-presidente Michel Temer. 

Mas não foi o mesmo STF que regulamentou o aborto de anencéfalos, o casamento gay e tantos outros projetos que os congressistas não têm coragem de regulamentar? Onde está o problema desta vez? É que o pedido de impeachment de Temer atrapalha o golpe contra Dilma.

 Sim! Impeachment - sem crime de responsabilidade - é golpe!