quarta-feira, 20 de abril de 2016

Informação contaminada

Todo aluno de jornalismo, no primeiro ano de faculdade, aprende os princípios básicos da atuação profissional, como levantar, checar e cruzar informações; ouvir o máximo de versões possíveis (os dois lados) sobre o fato/acontecimento para que o leitor possa formar a sua opinião. 

Eticamente, o aluno aprende - e todo profissional sério sabe - que afirmações graves (acusações) no jornalismo têm de ser sustentadas. É isso que difere o jornalismo do boato. A sustentação das acusações de uma fonte deve ser com outras fontes/pessoas e documentos, indicadores, entre outros.

A imparcialidade não existe no jornalismo. Uma palavra constrói um sentido positivo ou negativo, fazendo um discurso que gera efeito de sentido favorável ou contrariamente a uma pessoa, grupo, segmento ou projeto.

Se a imparcialidade não existe, há a honestidade. Mesmo defendendo um projeto, o veículo de comunicação pode informar em várias vertentes e fornecer análises variadas para dar chance de o leitor formar uma opinião por si próprio. Informação contaminada costuma infectar o leitor. No caso do noticiário político atual, a infecção transmite ódio.

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