terça-feira, 10 de maio de 2016

Liberdades violadas


Protesto contra políticos da esquerda, em especial vinculados ao PT e ao governo federal, é democracia e vale xingar no hospital, no restaurante e na livraria.

O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi hostilizado quando acompanhava a esposa em um hospital.

O ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha foi hostilizado em um restaurante, enquanto almoçava.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o ex-senador Eduardo Suplicy foram hostilizados em uma livraria.

Primeiro, o ator e militante pelo PT José de Abreu foi chamado de safado e sua mulher, de vagabunda, por um casal em um restaurante. Segundo, devolveu os insultos com uma cuspida.

Essas agressões foram registradas em um hospital e restaurantes de São Paulo. Seria coincidência? Obra do acaso?


Se manifestação contra gente da esquerda é ato democrático, protesto contra políticos da direita conservadora é perturbação da ordem e rende detenção. 

Isso mesmo, hoje, um grupo de 73 feministas da Bahia, que ia de Salvador para Brasília, participar - olha o acaso novamente - da IV Conferência Nacional de Políticas Para Mulheres, foi preso pela Polícia Federal.

O grupo protestou no avião contra a deputada federal Tia Eron (PRB) e o deputado federal Jutahy Magalhães, do PSDB,  que foram chamados de golpistas. 

Ambos votaram pela admissibilidade do impeachment de Dilma, no dia 17 de abril. Tia Eron disse que era “a voz da mulher negra e da mulher nordestina" quando votou pelo SIM.

No entanto, quando a voz real da mulher negra e nordestina discorda dela, o caso acaba na polícia.


Parabéns para você, que aplaudiu a violação do estado democrático de direito em nome do combate à corrupção, que se revelou seletivo e direcionado.

As garantias e as liberdades individuais correm risco no Brasil. Quem sabe você seja o próximo beneficiado!

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