terça-feira, 30 de agosto de 2016

Funcionamento pela metade

Charge: Jarbas. Do site do autor.

Os senadores que defendem o afastamento de Dilma insistem de que o rito processual foi definido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e, que - por isso - trata-se de um impedimento constitucional e legítimo.

A maioria deles enche a boca para dizer que as instituições estão funcionando normalmente. Isso é parte da verdade porque...

O STF funciona, mas a justiça não pode agir seletivamente como na Lava Jato.

O Ministério Público funciona, mas não pode defender o uso de prova ilícita, conseguida em boa-fé. O que é boa-fé se até delator assumido diz que não agiu de má-fé?

O Congresso Nacional funciona, mas boicotou Dilma e seu governo e aprova o que Temer, o ilegítimo, quer e a sociedade não deseja.

A imprensa funciona, mas não pode agir partidariamente contra a esquerda e a favor da direita.

O mercado financeiro funciona a base de juros extorsivos e investimento especulativo.

Quando as instituições funcionam de forma seletiva, perdem os que mais precisam do estado.

Uma justiça parcial é igual ou pior que a corrupção.

Um Ministério Público que defende prova ilícita pode fazer qualquer um de vítima.

Um Congresso Nacional que aprova projetos chantageando não honra o voto que recebeu nas urnas.

Uma imprensa que age como partido político esbofeteia a liberdade de expressão e, portanto, a própria democracia.

Um mercado financeiro extorsivo e especulativo gera concentração de renda e ajuda a promover a desigualdade.

Um país que tem instituições que funcionam seletivamente atende os interesses do 1% de sempre, inclusive, com os aplausos de muita gente que está no meio dos outros 99%.

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